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5 formas de comprar um carro novo

Qual a melhor forma de comprar um carro novo? Financiar? Fazer um consórcio? Comprar à vista? Confira aqui!

Quando se pensa em comprar um carro, seja para adquirir o primeiro ou trocar o atual, a dúvida é sempre a mesma: qual a melhor forma de comprar um veículo? Uma pergunta muito pertinente, em se tratando de um bem de valor expressivo.

Entre as opções de compra destacam-se as mais conhecidas, das quais vamos tratar abaixo, para ajudar na decisão da mais vantajosa. Confira:

1. Financiamento

Uma das formas mais procuradas é o financiamento de automóvel, seja por um banco comercial ou diretamente nos bancos das montadoras. A diferença principal entre ambos é que as taxas das montadoras são subsidiadas pelas próprias marcas, o que as torna eventualmente mais atrativas frente às taxas dos grandes bancos.

É preciso atentar para o fato de que, além da taxa de juros em si, as operações de financiamento de qualquer modalidade incluem outros encargos, dos quais os mais comuns são o IOF (Impostos sobre Operações Financeiras) e a TAC, que é a Taxa de Abertura e Renovação de Cadastro.

O ideal é consultar seu banco antes de fechar o financiamento, e não assinar quando você estiver com dúvidas. Pergunte sobre o Custo Efetivo Total do empréstimo solicitado antes de fechar a negociação, e utilize uma calculadora financeira para saber qual a taxa de juros que realmente recai sobre o valor que você pegou emprestado.

No Banco Central você pode consultar a taxa de juros de uma modalidade de crédito nas principais instituições bancárias.

Acrescentam-se a esses gastos as taxas bancárias, como taxa de abertura de cadastro, IOF e taxa sobre emissão de boletos para compor o custo efetivo do financiamento.

2. Leasing

leasing é um financiamento que pode ser comparado a um aluguel do veículo: o carro permanece no nome do agente concessor enquanto durar o pagamento das mensalidades, e só é transferido após a quitação dessas parcelas.

Segundo a legislação, essa forma de negócio é considerada um arrendamento mercantil que traz a opção de devolução do bem ao final do contrato, ou seja: se você opta por um leasing, passado o período de locação negociado, você decide se quer devolvê-lo ou adquiri-lo permanentemente.

Seus juros não são competitivos, se comparados ao financiamento. Também há informações do Banco Central atualizadas e disponíveis para consulta pelo público em geral. A vantagem em relação ao financiamento tradicional é a isenção do imposto sobre operações financeiras (IOF).

Alguns contratos de leasing são pós-fixados, o que significa que as taxas oscilam de acordo com a variação cambial, são as chamadas taxas flutuantes. Diante de instabilidade da moeda, essa opção é de grande risco, pois pode trazer perdas ao consumidor.

O leasing também exige o pagamento de uma entrada, que, nesse caso, é uma parte do valor correspondente à compra do bem.

3. À vista

A compra à vista é cogitada frequentemente quando o consumidor tem o valor total disponível. Geralmente se pensa: “tenho o dinheiro, é melhor não fazer uma dívida, vou comprar à vista”.

Mas há algo chamado “custo de oportunidade”, que deve ser levado em consideração, especialmente se você pode investir o dinheiro que possui, afinal hoje ninguém mais guarda o dinheiro embaixo do colchão.

Então, se você tem uma opção de investimento com rentabilidade maior que uma eventual taxa de juros de um financiamento ou a taxa da administradora de um consórcio, certamente é melhor deixar seu dinheiro se valorizando e rendendo frutos, enquanto mensalmente apenas efetua o pagamento das parcelas.

Sem esquecer que, muitas vezes, o dinheiro que se usa para uma compra à vista é a única reserva financeira de que se dispõe. Comprando um carro à vista, com o que contar em um momento de emergência? É preciso precaução, pois imprevistos acontecem para todo mundo.

4. Crédito direto ao consumidor

Crédito Direto ao Consumidor (CDC) é uma modalidade de empréstimo pessoal, desvinculada da garantia do bem. Você solicita o empréstimo do valor ao banco e, normalmente, seu próprio aval é a garantia de pagamento.

Há, ainda, modalidades de empréstimo pessoal vinculadas ao recebimento de salário ou aposentadoria junto ao banco, e isso pode reduzir as taxas de juros, mas elas ainda são bem altas, principalmente quando comparadas ao financiamento ou leasing.

Em média, eles estão acima dos juros de outras modalidades de tomada de crédito já mencionadas. Se essa taxa já pesa sobre os contratos curtos, de cerca de um ano, torna impraticáveis contratos de 36 a 48 meses, como costumam ser os contratos de financiamento de veículos.

Além da taxa bastante alta, no CDC também há o pagamento da taxa de abertura de crédito e IOF, contando também com taxas bancárias normais, já que essa modalidade de empréstimo só é concedida a clientes correntistas e com cadastro positivo, pois não possui garantias reais.

5. Consórcio

consórcio é considerado por muitos a forma mais vantajosa de comprar um carro, pois não há cobrança de juros como ocorre no financiamento.

Como funciona o consórcio

O interessado em participar de um consórcio deve procurar uma administradora que tenha autorização do Banco Central para funcionar. A administradora forma grupos de interessados em comprar um automóvel. Ao se juntar a um desses grupos, você se torna um consorciado.

Mensalmente ocorre um sorteio no qual o sorteado recebe sua carta de crédito com a qual pode adquirir o veículo de sua preferência. Os consorciados que desejam acelerar o recebimento da carta de crédito podem dar lances.

O lance pode ser pago tanto com recursos próprios do cliente ou utilizando parte do valor da carta de crédito. Normalmente, esse valor é limitado a 30% da carta, mas pode variar de acordo com o que tiver estabelecido no contrato do consórcio. Essa modalidade é chamada de lance embutido.

Veja um exemplo prático de como funciona um lance embutido. Vamos supor que você entrou em um consórcio com uma carta de crédito no valor de R$ 45.000,00. Deu um lance de R$ 13.500,00, utilizando parte do valor da carta, e foi contemplado. Você receberá uma carta de R$ 31.500,00, ou seja, com desconto do valor que você usou no lance.

Com a carta de crédito em mãos, o consorciado pode comprar o veículo que desejar. É importante ressaltar que o dinheiro não passa pela conta do consorciado, ele vai direto para quem está vendendo o bem.

Se o veículo tiver um valor menor do que o da carta, a diferença pode ser usada para cobrir outros gastos. Já se o veículo for mais caro do que o valor da carta, o consorciado pode cobrir a diferença.

Depois disso o consorciado continua pagando as mensalidades do consórcio normalmente, até o fim do contrato.

Como escolher um consórcio

Para escolher um consórcio, o primeiro passo é checar se a administradora tem autorização do Banco Central para funcionar.

Além disso, é fundamental ler o contrato do consórcio. É nele que estão descritas as informações mais importantes para você, como o tempo de duração do consórcio, as regras para o reajuste das mensalidades, a periodicidade dos sorteios e quais as regras para o cancelamento, caso o consorciado queira sair do consórcio.

O contrato também informa os custos para o consorciado, que são:

Taxa de administração

Em termos práticos, é a taxa cobrada pela administradora para administrar o valor correspondente aos pagamentos realizados pelos consorciados. Ela é diluída no prazo total do consórcio, uma taxa de administração de 12%, por exemplo, corresponde a 0,25% ao mês para um consórcio de 48 meses, valor muito inferior às taxas de juros mais baixas praticadas no financiamento.

Fundo de reserva

É um valor mantido para que o grupo possa continuar em funcionamento em caso de inadimplência dos consorciados por exemplo.

Seguro

Nem todos os consórcios têm seguro, mas, se houver, os detalhes também estarão descritos no contrato.

Ao aderir a um consórcio, você também assume um compromisso de longo prazo. Por isso, faça bem as contas para ter certeza de que as mensalidades cabem no seu orçamento.

Pensando em todas as formas de adquirir um veículo, a comparação também traz muita luz sobre o comprometimento e o custo efetivo do negócio. Você precisa considerar com cuidado todos os gastos e, mesmo se pensa em adquirir seu carro em um tempo menor, é possível que valha mais a pena esperar e investir em um consórcio do que se comprometer em uma dívida exorbitante.

Lembre-se: juros são a contramão de um bom negócio, sobretudo porque o carro é um bem e sofre depreciação. Enquanto você paga as suas parcelas, o seu carro está perdendo valor e gerando gastos extras como manutenção e combustível. Por isso, considere todas as possibilidades e escolha aquela que seja mais econômica, para não prejudicar seu orçamento.

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