Meu Primeiro Carro

Aprenda a economizar ao trocar de carro

Conheça nossas dicas para evitar prejuízos na hora de trocar de carro!

Ao trocar de carro, a maioria das pessoas já se preparam para ter prejuízo — e não é para menos. Se forem colocados na ponta do lápis a depreciação de seu usado e o preço elevado do carro novo, fica bem visível a diferença. Mas existem maneiras de minimizar esses fatores para não perder dinheiro nas negociações.

Afinal, não é fácil lidar com os valores de mercado dos automóveis. Muitas variáveis influenciam em seus preços, tanto para quem está vendendo, como para um comprador. O ideal é que não haja pressa para fechar negócio e se busque os melhores valores e condições antes de fazer a troca.

Assim, separamos abaixo dicas para que você possa conseguir a melhor venda de seu usado — minimizando sua depreciação — e o troque por um carro novo com um preço justo, sem perder dinheiro nessa transição. Confira!

Trocar de carro: como não perder dinheiro na venda do seu usado

Muitos são os fatores que atuam na desvalorização de um carro seminovo ou usado no momento de sua venda. Mas eles podem ser minimizados com alguns cuidados. Veja como:

1. Faça manutenções preventivas

Um carro bem cuidado sofre desvalorização menor. Afinal, qualquer barulho estranho, falhas no motor ou mau funcionamento de algum componente, como embreagem, freios ou acelerador, acenderão a "luz amarela" na cabeça dos compradores, que considerarão possíveis gastos adicionais em consertos.

Além disso, fazer manutenções preventivas sai mais barato do que manter seu veículo com reparos corretivos. Assim, para perder menos dinheiro com seu carro, o ideal é revisar os componentes no momento indicado pela montadora, trocar o óleo lubrificante e os filtros na quilometragem certa, entre outros cuidados periódicos.

2. Cuide da aparência externa

Não há dúvidas de que a aparência do carro é importante em uma venda. Além de uma má impressão, amassados podem provocar a impressão de que a estrutura do veículo esteja comprometida.

Além disso, riscos na pintura e outros componentes danificados, como pneus e para-choques, indicam desleixo com o carro. Mas não exagere: reparações muito caras não serão recuperadas na venda. Neste caso, o melhor é descontar o prejuízo no valor do automóvel.

3. Mantenha a conservação interna

Da mesma forma, o interior do veículo deve estar bem conservado, pois isso passará a imagem de um carro bem cuidado como um todo, com um dono que se preocupou com ele no tempo em que o usou.

Além disso, sentir-se bem dentro do veículo que está comprando é um item que a maioria dos compradores preza bastante. Estofados furados, poeira e mau cheiro causam má impressão e comprometem a sensação de conforto, afastando possíveis interessados.

4. Evite personalizações

Qualquer modificação nas características originais do veículo pode restringir o público que se interessaria pela compra. Ainda mais quando são mudanças grandes e caras, como colocação de rodas maiores, suspensão rebaixada ou instalação de aparelhos eletrônicos.

Essas personalizações não contam muito para valorizar o automóvel e ainda trazem a preocupação de que, se mal feitas, possam trazer mais problemas no futuro.

5. Encontre o comprador certo

O ideal é ter paciência na hora da venda e encontrar a melhor proposta. Hoje em dia, com os sites de anúncios online, a busca ficou mais fácil. Mas encontrar um comprador direto para seu carro pode ser demorado e sempre há o perigo de golpes.

Assim, para quem tem receio de vender por conta própria, o ideal é buscar por revendas multimarcas, que geralmente pagam um pouco a mais por veículos seminovos com até três anos, do que uma concessionária. Já para os carros mais antigos, o preço varia menos.

6. Tenha a documentação em dia

Tudo o que possa indicar uma boa procedência do veículo ajuda a dar mais segurança para o comprador, diminuindo sua desvalorização. Assim, ter os documentos do carro em dia, a nota fiscal e até o manual do proprietário e chave reserva ajudarão na hora da venda.

Como comprar seu carro novo sem perder dinheiro

Não é só na venda do usado que há perda de dinheiro. Na hora de escolher o carro novo, também é importante ficar atento aos custos da compra e à desvalorização do bem para não ter prejuízos. Confira nossas dicas!

1. Considere um seminovo

No momento em que sai da concessionária, o carro sofre sua maior desvalorização. No primeiro ano de uso, seu valor de mercado fica de 15% a 20% menor. No segundo ano, mais 10%, e somente a partir do terceiro ano de uso que seu valor se estabiliza.

Assim, considerar um veículo seminovo pode fazer com que você economize um bom dinheiro, se livre do prejuízo ocasionado pelo fato de não ser mais um zero-quilômetro e ainda mantenha grande parte dos benefícios de um carro novo.

2. Confira o valor das peças de reposição

Mesmo carros com preços mais baratos para a compra podem significar prejuízos mais tarde, ao ter que fazer uma manutenção ou revisão. Isso porque o valor das peças é muito alto.

Geralmente, isso acontece em veículos com pouca demanda ou que tenham muitas partes importadas. Esse dinheiro gasto jamais retornará e, portanto, será um prejuízo futuro para quem trocou de veículo sem pesquisar.

3. Compare os principais custos do veículo

Da mesma forma acontece com os principais custos de manutenção e uso do carro, como consumo de combustível, impostos e serviços de manutenção como consertos mecânicos, reparos na lataria e limpeza periódica.

Esses gastos precisam ser compatíveis com os valores mais frequentes praticados no mercado. Quanto mais caros e difíceis de conseguir, maior e mais rápida é a desvalorização do automóvel.

4. Prefira fazer um consórcio

Por fim, é preciso escolher a melhor forma de pagamento para o carro novo, que represente menos gastos para sua quitação. São várias as vantagens do consórcio sobre o financiamento de automóveis e uma delas é seu custo.

Enquanto financiamentos trabalham com taxas de juros altas, além de outros encargos embutidos nas parcelas, elevando bastante seu custo efetivo total, os consórcios de carros cobram apenas uma taxa administrativa. O restante do valor da parcela é todo revertido na carta de crédito.

Assim, como o consórcio não tem juros, seu custo é bem menor do que um financiamento automotivo ou leasing.

Como vimos, são vários os fatores que influenciam no valor dos automóveis, tanto em uma venda de um usado, como na compra do novo.

Dessa forma, é preciso tomar alguns cuidados para conseguir os melhores preços e fazer as escolhas certas quanto à forma de pagamento para não perder dinheiro na hora de trocar de carro.

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