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Comprar carro zero vale a pena? Entenda aqui!

Vale a pena comprar carro zero? Veja neste post qual o melhor momento para tomar essa decisão tão importante!

Que os brasileiros são apaixonados por carro todo mundo já sabe. Mas como saber quando comprar um carro zero vale a pena realmente? É óbvio que a resposta dessa pergunta envolve muitos elementos particulares do comprador, e também elementos externos à sua vida.

Por isso, apresentamos neste post algumas questões cujas respostas visam formar essa reflexão. Continue nos acompanhando e entenda quais os principais fatores precisam ser considerados quando for a sua vez de decidir se comprar carro zero vale a pena.

Como está o mercado?

Atualmente, o Brasil é o 10º maior mercado de automóveis do mundo. Em 2014, o país era o 4º maior, superando inclusive a Alemanha. A queda no ranking acompanhou a recessão vivida por aqui nos últimos anos, sendo que o último registro de crescimento anual do PIB foi em 2013.

No entanto, mesmo timidamente, o mercado começa a esboçar sinais de recuperação. Em abril de 2017, por exemplo, foram produzidos 191 mil veículos no Brasil. Apesar desse número ser inferior ao do mês de março, ele é 11% superior ao desempenho de abril de 2016. No acumulado de janeiro a abril deste ano, o país registrou aumento de mais de 20% na produção de veículos em relação ao mesmo período do ano passado.

Certamente fatores relacionados ao mercado em si são importantes. Mas, no momento de decidir sobre a compra de um carro zero, tão importante quanto o mercado são as finanças pessoais do comprador.

Como estão as suas finanças pessoais?

Grande parte das pessoas gasta mais que 50% da renda mensal com despesas fixas. Isso as impede de acumular dinheiro e de tomar decisões financeiras rapidamente. Se a compra de um carro zero demandar um intenso sacrifício financeiro por longo período, é um sinal de que o comprador deve esperar mais um pouco.

Além disso, se a compra for parcelada, especialistas em finanças pessoais indicam que o valor da parcela do veículo e das demais despesas que o acompanham — como seguros, impostos, revisões etc. — não deve ser superior a 30% da renda mensal do comprador.

Obviamente, o melhor cenário para a compra de um carro zero é à vista, pois assim o comprador tem maior poder de barganha. Nessas condições, é possível negociar preços especiais, bem como obter benefícios envolvendo opcionais, documentação, combustível, entre outros.

É bom ficar muito atento quanto às opções de financiamento, uma vez que elas trazem consigo elevadas taxas de juros. Tais taxas ficam ainda maiores quando o valor da entrada é pouco expressivo em relação ao valor do veículo — inferior a 40%, por exemplo.

Já o consórcio se destaca como uma opção econômica para a compra de um carro zero. Primeiro, pela ausência de juros; segundo, pelas simbólicas taxas de administração; terceiro, porque as parcelas de um plano de consórcio geralmente são inferiores às de um financiamento.

O que deve ser analisado quanto ao veículo novo?

Na hora de decidir sobre a compra de um carro zero no Brasil é importante que o comprador também fique de olho nas taxas, impostos e eventuais isenções fiscais.

Seja à vista ou a prazo, estima-se que as despesas que o comprador tem após a compra do carro zero gire em torno de 10% do valor do veículo. Nesse montante, estão incluídos IPVA, DPVAT (seguro obrigatório), emplacamento e seguro particular.

Vale destacar que pessoas com necessidades especiais — tais como deficiência física, visual, mental ou autistas — podem gozar de isenção fiscal na compra de um veículo zero-quilômetro.

É necessário, porém, que a deficiência seja devidamente endossada por laudos médicos reconhecidos pelo DETRAN. Desse modo, o comprador terá isenção de impostos, tais como IPI, IOF ICMS e IPVA, conforme os critérios da legislação vigente.

Também é importante ficar atento à combinação dos itens opcionais em um carro zero. Apesar de encarecerem o valor final do veículo, uma boa combinação de opcionais, além de garantir maior conforto, possibilita também um preço melhor na hora da revenda.

Um exemplo de má combinação de opcionais é equipar o veículo com ar-condicionado, som, rodas e não adicionar direção hidráulica. Também vale ressaltar que, dependendo do item opcional, ele pode, inclusive, ter contratação específica no seguro particular do automóvel.

Quando comprar carro zero vale a pena?

Como dito anteriormente, a modalidade de compra à vista se destaca em relação às demais. No entanto, nem todas as pessoas têm essa possibilidade. Então, dispor de uma entrada igual ou superior a 40% do valor do veículo faz com que o comprador pague menos juros no financiamento, o que viabiliza a compra.

Também é preciso considerar, quando o comprador pode aguardar alguns meses para ter acesso ao veículo novo, a possibilidade de adquirir um plano de consórcio. Após a contemplação, o consorciado recebe sua carta de crédito, e assim passa a ter no mercado o mesmo poder de barganha que teria se estivesse comprando à vista.

Além disso, o valor final pago pelo veículo consorciado é muito inferior ao valor que seria pago pelo mesmo veículo financiado.

Vale a pena também comprar um carro zero quando o comprador tem alguma necessidade especial, como as descritas acima. Calcula-se que o desconto decorrente da isenção fiscal pode chegar a 30% do valor do veículo. Automóveis adaptados contribuem para a independência dos deficientes e, sobretudo, para fortalecer sua inclusão na sociedade.

Quando comprar carro zero não vale a pena?

A decisão de compra de um carro zero se torna inviável quando o conjunto de despesas mensais que estão associadas ao veículo é maior que um terço da renda do comprador. Nesses casos, sem dúvida, é melhor postergar a compra.

É possível também escolher um modelo mais econômico ou com menos opcionais. O que o comprador deve evitar, em situações como essa, é o excesso de endividamento.

Também não vale a pena quando a compra demanda um endividamento desnecessário. Ou seja, quando o comprador, além de dispor de poucos recursos, já tem um veículo em boas condições que não precisa ser trocado imediatamente. Nesse caso, pelos motivos já citados aqui, um plano de consórcio se enquadra perfeitamente.

Outra situação inviável para a compra de um carro zero é quando o mercado oferece condições pouco atrativas. O comprador, portanto, se puder, deve esperar e aproveitar o momento em que ofertas melhores aparecerem.

No passado recente, por exemplo, o Governo Federal desonerou o IPI da indústria automobilística e assim alavancou as ofertas. Medidas como essa fazem a compra de um carro zero valer a pena.

Como se pode constatar, decidir se comprar um carro zero vale a pena não é tão simples. Muitos elementos internos e externos à vida do comprador devem ser levados em consideração, pois somente assim é possível evitar surpresas indesejadas no meio do caminho.

Já sabe se comprar carro zero vale a pena para você? Quer mais dicas sobre o tema? Então baixe nosso guia completo de aquisição via consórcio de veículo e saiba como essa modalidade de compra pode ser a saída mais viável e segura.