Meu Primeiro Carro

O que você precisa saber para fazer um consórcio de carros

Querendo comprar um carro? Veja como um consórcio de carro pode ser a solução ideal para ter seu veículo agora!

Quem pretende comprar um bem ou serviço com um valor um pouco elevado encontra uma boa opção ao fazer um consórcio. Essa modalidade está tornando possível que muitas pessoas realizarem o sonho de, por exemplo, comprar um carro pagando um valor mensal que cabe no orçamento e não comprometa toda a renda.

Para entender um pouco mais como funciona um consórcio de carros e assim poder aderir a um, continue a leitura.

O que é o consórcio?

É uma forma de acesso ao mercado de consumo que reúne pessoas físicas e/ou jurídicas que têm um objetivo em comum: formar uma poupança para a compra de um bem. Nesse caso, os consorciados ou cotistas, pagam todos os meses um valor que será destinado para a formação dessa poupança.

O consórcio é regulamentado e fiscalizado pelo Banco Central do Brasil, mas isso não quer dizer que cada um não possa ter regras específicas. Eles costumam variar de acordo com o valor das cotas, prazo do grupo, formas de contemplação etc.

Como fazer um consórcio de carro?

É preciso primeiro escolher uma instituição, que será a administradora desse consórcio. Além disso, quem deseja fazer um consórcio de carro precisa ter em mente que se trata de um investimento.

Depois, deve optar pelo tipo de grupo que fará parte. No caso de automóveis, é possível optar por entrar em um consórcio para um modelo específico ou então de um determinado valor — mas o importante é o valor do crédito que você escolherá.

Como funciona o pagamento?

O pagamento das cotas será de acordo com o valor estipulado em contrato, sendo que essas podem sofrer alterações de valores se o bem tiver mudanças de preço ao longo do processo. É muito importante manter o pagamento delas em dia, pois dessa forma o consorciado garante a participação no sorteio e fica apto a ofertar os lances mensais nas assembleias.

É possível também fazer a antecipação do saldo devedor. Para isso deve-se quitar as parcelas antes do vencimento, verificando as condições de contrato, se são diretas ou inversas.

Vale lembrar que, mesmo sendo contemplado, é preciso que continue pagando todas as parcelas até que o valor total combinado seja quitado. Somente após pagar todas as parcelas e ser contemplado é possível encerrar a participação no grupo.

Como ocorre a contemplação?

A contemplação quer dizer que o consorciado terá a carta de crédito liberada para que possa adquirir o carro. Ela ocorre de duas formas: por sorteio ou lance.

O sorteio é a essência do consórcio, que ocorre conforme determinado em contrato. No geral, acontece mensalmente.

É preciso estar atento, uma vez que, em casos de inadimplência, o participante perde o direito de participar das assembleias de contemplação. Deve-se também verificar quais são as outras regras, que variam de acordo com cada grupo.

Quem não quiser esperar ser sorteado, pode utilizar o lance para tentar antecipar a carta de crédito. Nesse caso, é preciso comunicar à administradora antes da assembleia qual será o valor ofertado no lance.

Se o lance não for contemplado, o valor poderá ser utilizado para um lance futuro, ou seja, você somente paga o lance em caso dele ser o vencedor.

Quais são as vantagens em fazer um consórcio de carro?

O consórcio de carro tem diversas vantagens, como:

· é um investimento, principalmente, para quem tem dificuldade em guardar dinheiro. Todos os meses será preciso pagar a cota que só pode ser utilizada para a compra do seu carro;
· possui taxas baixas e não há a incidência de juros. No geral, são cobradas apenas a taxa de administração que corresponde a um percentual do valor do consórcio e a taxa de fundo de reserva, ambas diluídas no prazo total do grupo;
· há possibilidade de investir em diferentes valores e contribuir mensalmente com um que caiba no orçamento. Pode-se escolher qual será o valor do consórcio que mais se adéqua à sua necessidade e também ao das parcelas, já que existem diversas opções no mercado;
· é uma boa opção para quem se planeja em médio e longo prazo. Ele é ideal para quem não tem pressa de ter o carro ou para quem se planeja para trocar de veículo periodicamente;
· é perfeito para quem quer se planejar para os custos extras que o carro pode trazer. Há gastos como combustível e manutenção, então ao mesmo tempo em que paga o consórcio, poderá fazer uma reserva para essas e outras finalidades;
· após a contemplação, você poderá optar por comprar um carro novo ou usado, nacional ou importado e em qualquer parte do território nacional. Você também terá em mãos recursos para fazer uma compra à vista.

Como são feitos os reajustes?

Os reajustes periódicos aos quais são submetidas as parcelas dos consórcios constituem uma medida que garante que, em qualquer momento que a contemplação ocorra, o valor da carta de crédito será suficiente para cobrir o preço do carro que o consorciado deseja comprar.

Se não houvesse esse reajuste, com o passar do tempo, o valor do crédito inicialmente contratado se tornaria defasado em decorrência da inflação que ocorre durante o período entre o início do grupo e a contemplação, prejudicando o poder de compra do cotista.

Para evitar essa situação indesejada, os contratos de adesão preveem as normas de reajuste, que servem para atualizar o valor da carta de crédito e que podem ser feitos de acordo com um índice que seja adequado para cobrir a inflação no setor automotivo ou de acordo com outra regra predefinida.

Um critério que é muito utilizado pelas administradoras é pautar o reajuste com base no preço do carro que é sugerido pela montadora às concessionárias. Quando essa forma de reajuste é utilizada, o valor do crédito é atualizado sempre que a montadora lança uma nova tabela de preços para os veículos.

Havendo o reajuste do crédito, por consequência, as parcelas mensais também são reajustadas na mesma proporção e essa regra continua válida mesmo após a contemplação, quando o consorciado recebe a carta de crédito.

Ou seja, como o crédito via consórcio depende da contribuição de todos os consorciados, mesmo quem já foi contemplado também tem que arcar com os reajustes que ocorrerão nas cartas de crédito remanescentes.

Portanto, para conhecer detalhadamente os critérios de reajuste, basta ler o contrato de adesão, com bastante atenção.

Quando e como a carta de crédito pode ser utilizada?

carta de crédito é o documento, repassado ao cotista quando ocorre sua contemplação. Por meio da carta, o consorciado receberá o valor integral relativo ao bem ou serviço que deseja adquirir.

Enquanto a carta de crédito contemplada não for utilizada, o valor correspondente será investido em uma das aplicações autorizadas pelo Banco Central e que são definidas também no contrato.

Com a carta de crédito em mãos, o consorciado pode, então, fazer a aquisição do veículo desejado, seja ele novo ou usado. Se a escolha for por um veículo usado, existe uma idade limite do carro, que é definido pela administradora.

Caso o cotista opte por um veículo de valor inferior ao da carta de crédito, ele pode utilizar o restante para saldar parcelas vincendas. Se ele optar por um carro com valor maior, basta fazer a complementação da diferença.

Além disso, parte do valor da carta de crédito pode ser utilizada para cobrir o lance dado pelo consorciado para obter a contemplação, se ele optar pela modalidade do lance embutido.

Nesse caso, o valor do lance é descontado da carta de crédito e o restante será utilizado na compra do carro e, parte dele, ainda pode ser destinado ao pagamento de taxas necessárias à regularização do veículo.

A legislação permite que até 10% do valor da carta de crédito seja utilizado no pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e até o seguro do carro pode ser pago com esse recurso. Porém, é claro, os valores pagos para cobrir essas taxas serão descontados do crédito

Quem garante a segurança do sistema?

Os consórcios no Brasil são regulamentados pela Lei Federal nº 11.795, de 2008, que prevê todas as regras fundamentais do sistema, que vão desde a assinatura do contrato, até a concessão do crédito.

A legislação também define que o Banco Central é o órgão responsável pela normatização, coordenação, supervisão, fiscalização e controle das atividades de consórcios em território nacional.

Em outras palavras, isso significa que qualquer empresa que queira atuar no país administrando consórcios precisa se submeter à apreciação do Banco Central, que faz uma análise criteriosa quanto à idoneidade da administradora e à capacidade que ela deve comprovar para honrar os compromissos que porventura venha a assumir.

Ao mesmo tempo, a autarquia federal, que é responsável por todo o sistema financeiro nacional, mantém um rigoroso controle sobre todas as atividades que a empresa desempenha, assegurando que as condições idôneas e a solidez financeira do empreendimento permaneçam.

Assim, em resumo, da mesma forma como ocorre com os bancos e com outras instituições que administram bens e capital no Brasil, podemos dizer que o sistema de consórcios é garantido pelo próprio Governo Federal, por meio do Banco Central.

Cabe ainda ressaltar que a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac) reúne as melhores empresas que atuam nesse setor.

A Abac tem por missão aperfeiçoar as normas e os mecanismos de atuação do sistema no Brasil, significando que as empresas associadas a ela são capazes de oferecer segurança para os consorciados, além das garantias já asseguradas pelo Banco Central.

Você viu que fazer um consórcio pode ser bastante vantajoso e uma boa opção para quem pretende adquirir um carro, uma vez que ajudará na organização do orçamento. Contudo, é importante atentar para as taxas cobradas pela administradora e para as demais condições do contrato. Depois é só aproveitar até ser contemplado e poder realizar o sonho de ter o seu carro.

Agora que você já conhece todas as vantagens de fazer um consórcio, que tal deixar nos comentários a sua dúvida ou opinião. Teremos grande satisfação em ajudar com algum esclarecimento e em saber o que você está pensando!
Guia Completo De Aquisicao Via Consorcio De Veiculos