Meu Primeiro Carro

Trocar de carro: como saber se esse é o momento certo?

Trocar de carro é o desejo de quase todo brasileiro. Porém, para não perder dinheiro, é bom ficar atento! Entenda.

Existem pessoas que acreditam que trocar de carro anualmente evitará desvalorização do veículo, pois, teoricamente, um carro seminovo tem boa aceitação no mercado de usados, além de evitar gastos com manutenção, por exemplo.

Em parte, é um pensamento correto, já que, de fato, um carro novo tem menor probabilidade de gerar manutenção quando comparado a um carro mais velho que, naturalmente, sofre desgaste por uso dos seus componentes. Por outro lado, você perderá mais dinheiro com a desvalorização de um carro novo.

Então, o que fazer? Qual a melhor opção?

Quantos quilômetros você percorre, em média, anualmente?

Se você utiliza o carro como ferramenta de trabalho, utilizando-o por centenas de quilômetros diariamente, superando os 100.000 km anuais. Por exemplo, pode ser interessante trocar o carro todo ano, pois além de não ter gastos com manutenção, o carro parece ser fundamental para seu dia a dia, e deixar o carro parado em oficina por alguns dias, parece fora de cogitação, não é mesmo?

A média do brasileiro, porém, gira em torno de 15.000 km anuais, o que está longe de ultrapassar os 100.000 km citados anteriormente. Nesse caso, o ideal, financeiramente falando, é evitar trocar o veículo.

Desvalorização do carro

A maior desvalorização de um carro acontece no seu primeiro ano de uso, que pode atingir entre 15 a 20%, em média, em um carro nacional. No segundo ano, a desvalorização já cai para em torno de 10% e no terceiro ano começa a se estabilizar, não perdendo tanto valor assim. Isso quer dizer que trocar de carro requer uma maior quantia de dinheiro para arcar com essa desvalorização.

Se um carro X custa, por exemplo, R$ 70.000,00 zero-quilômetro, ele usado, um ano depois, valerá entre R$ 55.000,00 e R$ 60.000,00, que significa que você teria que entregar seu usado, mais R$ 10.000 ou 15.000 reais para pegar um modelo igual ao que você tem, porém mais novo. Isso sem contar com aumentos nos preços dos carros novos.

Fora taxas de emplacamentos, documentação e despachantes, e eventuais acessórios que você possa desejar.

Desgaste natural do veículo

O carro é um bem durável que se for bem cuidado vai durar vários anos percorrendo centenas de milhares de quilômetros. Para isso acontecer, basta cuidar da manutenção corretamente, realizando revisões no tempo e na maneira recomendada pelo fabricante, e claro, respeitando os limites do carro.

Mesmo assim, o carro é uma máquina que eventualmente precisará de um reparo de desgaste natural. É ai que entra o número que muita gente comenta: os 100.000 km. Na verdade, é a partir dos 60.000 km que um carro começa a gerar despesas, além da simples troca de óleo e filtros.

Dentro dessa faixa entre 60 e 100 mil é que, em média, haverá necessidade de se trocar os pneus, amortecedores, embreagem, disco de freio, entre outros itens normais que se desgastam com o uso. Claro que dependendo do uso de cada um os componentes podem demorar mais ou menos para necessitarem de troca.

Visitas frequentes à oficina

Agora, começou a se sentir incomodado com frequentes visitas à oficina? Se você sentir aquela sensação de “conserto um componente, estraga outro”. Pode ser sinal de que já está na hora de trocar o carro.

Visitar uma oficina significa gasto com dinheiro, além de demandar tempo para que seja para efetuado o reparo, e até mesmo alguns dias sem carro enquanto o serviço é executado.

Manutenção pesando no bolso

Alguns carros possuem manutenção mais cara que outros, especialmente os importados mais luxuosos. Você pode até não visitar mensalmente a oficina, mas a cada visita, mesmo que anual você começa a deixar mais de 10% do valor do veículo com reparos?

Acenda o sinal amarelo que está na hora de pensar em trocar de carro. Por mais que um problema seja perfeitamente solucionado por um alto valor, outros problemas poderão aparecer e você já percebeu como a manutenção do seu carro anda custosa.

Término da garantia

A maioria dos carros fabricados e vendidos no Brasil possui garantia de 3 anos, apesar de algumas fabricantes oferecerem 5 anos e muita gente gostar de trocar de carro nesse período mesmo com baixíssima quilometragem percorrida. Ao contrário do que alguns acreditam, a garantia existe para cobrir desgaste por falha do fabricante. Itens de desgaste natural não são cobertos em garantia.

Trocar de carro com aumento da renda

Um aumento de renda é um bom motivo para querermos trocar de carro. De fato, com mais dinheiro, é possível comprar um veículo mais novo e de categoria superior. Mas tenha em mente que carros mais caros possuem despesas como, IPVA, seguro e manutenção mais caras.

A dica aqui é estudar bem o modelo que você deseja e verificar se o aumento da renda será suficiente para bancar o gasto a mais com o carro. O ideal é que o gasto com o carro seja proporcionalmente inferior ao aumento de sua renda, portanto nunca deixe de fazer um planejamento pessoal para seu sonho não virar um pesadelo.

Consorcio de Veículos

Antes de trocar de carro é preciso ter organização financeira. Dar o carro usado na troca e financiar o restante em prestações está longe de ser ideal, pois a loja ou concessionária que vai comprar seu veículo usado precisará revendê-lo, e assim, poderá pagar menos que seu carro vale justamente para eles terem lucro também no seu veículo.

Já o financiamento é cercado por taxa de juros, impostos e taxas. O ideal é vender seu veículo usado antes, completar com dinheiro e comprar à vista. O problema é que para maioria das pessoas é muito difícil conseguir juntar a quantia necessária.

Para esse caso, o consórcio de carros pode ser uma boa solução, pois além de pagar juros bem mais baixos, você terá a carta de crédito em mãos, para poder negociar melhor seu novo carro.

Dica geral para quem pensa em trocar de carro

É importante ter em mente que o momento certo de trocar o carro depende de cada um. Uma dica geral, é que o carro seja trocado entre 3 e 5 anos, se você percorrer até 15 ou 20 mil quilômetros mensais.

Dessa forma, você terá menor perda com desvalorização, terá um carro ainda confiável e com boa aceitação para revender. Agora, se seu carro for um veículo mais caro, de luxo ou importado, o ideal é que você troque antes, de 2 em 2 anos, no máximo 3 anos pois neste último caso, as peças de reposição podem sair muito caras — nesse período de uso, são ainda bem-aceitos para revenda.

Conheça também as nossas dicas para evitar prejuízos na hora de trocar de carro e aprenda a economizar.