Meu Primeiro Imóvel

Quais as formas de pagamento na compra de um imóvel?

Você sabe quais são as principais formas de pagamento para a compra de imóveis? Fique por dentro neste artigo!

O imóvel próprio é um dos maiores símbolos de independência financeira que uma pessoa pode adquirir. Porém, ser independente não significa necessariamente ter a quantia total para pagar o imóvel à vista, o que nem todo mundo consegue. Por outro lado, se na compra do imóvel é seguido um planejamento adequado, certamente esse sonho poderá ser conquistado, e, junto com ele, chegarão os benefícios da segurança patrimonial e da satisfação pessoal.

Para isso, é preciso conhecer as formas de pagamento que existem para a compra de um imóvel, e este é o assunto do artigo de hoje. Acompanhe!

As principais formas de pagamento na compra de um imóvel

Pagamento à vista

A primeira delas pode ser a mais difícil para a maioria dos compradores, mas merece ser vista com atenção. Afinal, um imóvel é um bem de valor alto. A menos que você já tenha bastante dinheiro, fazer uma compra de um imóvel à vista exige disciplina para economizar, e isso pode custar muito tempo.

Por outro lado, quem tem todo o dinheiro para fazer o pagamento à vista também tem um poder de negociação especial junto ao vendedor. Se você estiver nessa situação, o que é um privilégio, você poderá pedir um desconto considerável. Mas, antes, faça as contas para saber se não é mais vantajoso aplicar o dinheiro em algum investimento cujo rendimento dê para pagar as prestações e ainda preserve sua reserva financeira.

Financiamento com a construtora

Algumas construtoras financiam com recursos próprios os imóveis que vendem, o que, segundo o Secovi Paraná, pode oferecer maior flexibilidade nas negociações do que os financiamentos bancários, que veremos a seguir. Quando o empreendimento é um loteamento ou de imóveis comerciais, essa modalidade é mais comum, mas também há a possibilidade para imóveis residenciais. Porém, o financiamento feito diretamente pelo empreendedor é em prazo menor do que aquele concedido pelos bancos, que têm mais caixa para negociar e também contam com as garantias dadas pela Caderneta de Poupança e pelo Fundo de Garantia de Tempo de Serviço (FGTS). Isso significa que você terá que fazer frente a condições de pagamento mais pesadas.

Quem pensa em recorrer ao financiamento direto com o empreendedor deve prestar muita atenção nos juros e nas formas de correção. Durante uma obra, a construtora utiliza na correção o Índice Nacional da Construção Civil (INCC), que mede a inflação do setor. Após a entrega das chaves, normalmente o reajuste passa a ser feito pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), calculado pela Fundação Getúlio Vargas, ou pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo IBGE. Ambos medem a inflação geral de mercado. Há também quem utilize a variação do Custo Unitário Básico (CUB) no cálculo dos reajustes, que é outro índice atrelado à construção civil.

Financiamento bancário

Pelo financiamento bancário, uma instituição financeira concede o crédito necessário para que a pessoa possa pagar parte do valor do bem adquirido. Uma das modalidades é concedida pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH), que trabalha com recursos da Caderneta de Poupança e do FGTS e pode ser utilizado para a compra de imóveis com valor até R$ 750 mil nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal, e até R$ 650 mil para os demais estados da União. O prazo máximo de financiamento é de 30 anos, e podem ser financiados até 70% dos imóveis usados e 90% dos imóveis novos, como concede o Banco do Brasil, por exemplo. 

Para quem é optante do FGTS, há também o Programa de Crédito Habitacional ao Cotista do FGTS (Pró-Cotista), que tem regras semelhantes às do SFH, mas que é exclusivo para trabalhadores que contribuem com o Fundo de Garantia.

Há ainda o Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), o qual utiliza recursos de instituições financeiras e de grandes investidores, que costumam cobrar juros mais altos do que os do SFH. Regido pela Lei Federal nº 9.514/1997, tem prazo máximo para pagamento de 35 anos. Não há limite de prazo para imóveis com valores acima de R$750 mil, que podem ter até 75% do valor total financiado.

Por fim, há o Programa Minha Casa Minha Vida, criado pelo Governo Federal para financiar imóveis populares com valor máximo de R$230 mil – esse limite pode ser bem menor, dependendo da cidade – para famílias com renda entre R$1,6 mil e R$5 mil.

Consórcio

Regulamentados pelo Banco Central, os consórcios vêm caindo na graça do comprador de imóveis por vários motivos. Primeiro porque, da mesma forma que ocorre com o consórcio de veículos, o comprador pode financiar 100% da compra. O valor do imóvel fica condicionado somente à capacidade de pagamento que ele tem. Segundo porque, no consórcio, é cobrada apenas uma taxa de administração e não há cobrança de juros. Terceiro porque, como o valor acumulado é corrigido ao longo do tempo, a capacidade de compra é assegurada.

Há ainda a facilidade de pagamento e uma vantagem adicional que merece destaque: o poder de negociação que o comprador adquire junto com o consórcio. É preciso considerar que, quando é contemplado e recebe a carta de crédito, o comprador passa a ter em mãos a quantia total para pagamento do imóvel, contando com a mesma força de negociação que tem a pessoa que possui o dinheiro próprio para pagamento à vista. Dessa forma, o consorciado também pode pedir descontos consideráveis.

O consórcio também permite uma programação para o recebimento do imóvel. Essa possibilidade existe porque no consórcio, mês a mês, são realizados assembleias de contemplação nas quais o consorciado pode dar lances. O consorciado que tiver o lance vencedor recebe a carta de crédito e com ela pode adquirir o imóvel que pretende comprar. Assim, se você tiver alguma economia, incluindo o FGTS, poderá se beneficiar desse recurso. Além disso, ainda é possível contar com o elemento sorte, que pode antecipar o recebimento do dinheiro, uma vez que nas assembleias são realizados sorteios entre os participantes.

Agora, com base nessas informações, você pode se programar para fazer a compra de um imóvel usando a forma de pagamento mais adequada para o seu caso. Se ainda ficou alguma dúvida, deixe aqui o seu comentário, teremos prazer em esclarecer!
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