Planejamento Financeiro

Entenda a importância da educação financeira infantil

Seus filhos sabem lidar bem com o dinheiro? Uma boa educação financeira infantil é importante para o futuro deles!

Vivemos em uma sociedade capitalista e é inegável que o dinheiro representa uma parte importante de nossas vidas. Por isso, é aconselhável que a educação infantil passe a incluir, de maneira leve e lúdica, as noções básicas de como lidar adequadamente com as finanças.

Desde cedo, os pequeninos são capazes de perceber que o brinquedo tão desejado, a roupa nova, o passeio nas férias e até o lanche na escola dependem de dinheiro.

Então, introduzir aos poucos a educação financeira infantil na vida das crianças será uma contribuição importante para um futuro mais equilibrado financeiramente. Os pais não precisam ser impositivos, pois é possível lidar com o assunto com sutileza e naturalidade.

É sobre isso que vamos falar neste post. Continue conosco!

A importância da educação financeira infantil

Ensinar as crianças a lidar com dinheiro, mesmo que seja apenas ensinando noções básicas, é o primeiro passo para que elas sejam capazes de gerir as próprias finanças de modo mais sensato no futuro. Um início precoce nesse aprendizado vai ajudar seus filhos a ganhar, poupar e gastar com sabedoria, visando sua independência financeira.

O papel dos pais não é o de serem eternos provedores, mas, sim, o de ensinar o caminho para que os filhos andem com as próprias pernas e possam usufruir do prazer que o dinheiro pode proporcionar.

Apesar de não ser uma disciplina obrigatória no ensino oficial, algumas escolas da rede particular já entenderam a importância da educação financeira infantil e vêm introduzindo o assunto na grade curricular. Assim, entre outras disciplinas, a escola ensina a administrar um orçamento, controlar gastos e fazer uma poupança para o futuro.

O especialista em educação financeira Álvaro Modernell chama a atenção para o fato de que lidar bem com dinheiro leva a menos problemas financeiros e menos estresse, o que significa mais qualidade de vida para seus filhos quando se tornarem adultos.

Como e quando falar de dinheiro com as crianças

Algumas pessoas hesitam em falar de dinheiro com os filhos por não se sentirem confiantes ao lidar com as próprias finanças. No entanto, você não precisa ser um expert financeiro nem um modelo de sucesso para ensinar procedimentos básicos às crianças.

Se sua situação financeira não estiver indo muito bem, tome medidas para se organizar e seja um bom modelo a ser seguido. Afinal, é pelo exemplo dos adultos que as crianças aprendem. Algumas mudanças de hábito ajudam muito no equilíbrio do orçamento!

Por volta dos 3 anos de idade, a criança já entende que o dinheiro é necessário para adquirir coisas, pois vai observar que você paga ao vendedor e recebe um produto em troca. No entanto, não existe uma idade específica para iniciar a educação financeira infantil, dessa forma, é bom prestar atenção aos interesses de seus filhos.

Quando a própria criança começa a pedir para comprar coisas, é importante que ela comece a aprender algumas noções básicas sobre o valor do dinheiro, sempre de forma leve e amigável. A educação financeira infantil pode ser conduzida com naturalidade, e não como uma imposição dos pais sobre as crianças.

A mesada ou semanada ajudam na prática

Oferecer uma pequena quantia mensal ou semanal para as crianças, a partir de 6 ou 7 anos, é uma ótima forma de ensinar a lidar com o dinheiro.

Para isso, é bom observar algumas recomendações:

· explique à criança como as moedas e notas são divididas em diferentes valores e dê exemplos concretos do que pode ser comprado com cada quantia;
· deixe claro quais despesas continuam a ser pagas por você e quais serão pelo dinheiro da criança;
· não ofereça valores muito altos: contar um real para cada ano de vida da criança é uma boa referência. Uma criança de 8 anos pode receber 8 reais por semana e assim por diante;
· se a criança gastar tudo de uma vez só, aproveite para começar a falar sobre poupança e planejamento;
· ensine finanças e matemática ao mesmo tempo: incentive a criança a anotar os gastos e a fazer contas para saber de quanto ainda dispõe “em caixa”.

Brincando e aprendendo finanças

Para as crianças, aprender brincando é sempre mais divertido, por isso os brinquedos, jogos e livros coloridos são bons aliados dos pais na missão de ensinar a lidar com o dinheiro. Até algumas histórias infantis, como “A cigarra e a formiga” e “A galinha dos ovos de ouro” podem ser úteis para introduzir conceitos financeiros importantes para as crianças.

É possível encontrar brinquedos simples, como a caixa registradora, que reproduz uma situação de compra e venda em uma loja, por exemplo.

Aliás, aqui cabe uma observação: alguns pais resistem em levar crianças ao supermercado para evitar pedidos insistentes para comprar supérfluos, mas acabam perdendo uma excelente oportunidade de mostrar, na prática, como funciona o dinheiro.

Para os maiores de 8 anos, há os jogos clássicos mais sofisticados, como o tradicional Banco Imobiliário, que simula situações de compra e venda de terrenos, casas e empresas. A versão mais moderna do jogo inclui até a maquininha de passar cartão de crédito ou débito.

Na mesma linha do clássico Banco Imobiliário, há outras boas opções de jogos, como o Jogo da Mesada, que traz situações do cotidiano da criança, como a compra de um álbum de figurinhas ou de uma bicicleta nova. Além disso, o jogo incentiva o ganho de dinheiro com atividades extras e ensina a fazer empréstimos e a pagar juros.

Os jogos Monopoly são oferecidos em várias versões, como o Monopoly Junior, o Monopoly Milionário e outros. Há, também, uma versão digital para jogar online.

Ganhando além da mesada

Desde cedo, a criança pode ser estimulada a usar a criatividade e a traçar metas para alcançar um objetivo financeiro, seja um brinquedo, um passeio ou uma roupa nova.

Aí vai uma história divertida que serve de exemplo de “empreendedorismo” precoce:

Durante as férias de verão na praia, a Sofia, de 8 anos, brincando de criar pulseiras e tornozeleiras com as contas coloridas presenteadas pela vovó, resolveu oferecer as peças para a família. Com sua caixa registradora de brinquedo e usando vitrines improvisadas, ela montou uma simpática lojinha e convidou parentes e amigos para uma visita.

O resultado foi que a brincadeira virou fonte de renda: os “clientes” gostaram de ter uma pulseira, tornozeleira ou “tererê” enfeitando os cabelos ao preço de cinquenta centavos. Assim, sem precisar gastar a mesada e de forma divertida, a menina passou a pagar seu sorvete e os passeios no trenzinho da alegria.

Para concluir nosso post, gostaríamos de lembrar que a educação financeira infantil pode incluir as primeiras noções de consumo consciente. Além de aprender a lidar com o dinheiro, as crianças também aprendem a valorizar as coisas compradas por ele, além de consumir somente o necessário, poupando recursos e evitando desperdícios.

Esperamos que você tenha gostado de saber mais sobre a importância da educação financeira na formação das crianças e de como é possível abordar o assunto com leveza.

Nosso blog oferece vários artigos úteis para uma vida financeira saudável. Aproveite e leia também sobre os motivos para praticar educação financeira com os filhos!