Planejamento Financeiro

Finanças do casal: como se organizar após a união?

Não deixe que o dinheiro se torne um problema em sua relação! Confira 7 dicas para organizar as finanças do casal!

Após a decisão do casal de começarem a morar juntos, ou mesmo ao fazerem planos conjuntos enquanto ainda namoram, o dinheiro pode se tornar um problema. Isso acontece porque é difícil conciliar dois estilos de vida que, antes, eram independentes. Mas, com algumas atitudes simples, é possível ajustar as finanças do casal e ter uma vida a dois tranquila.

Organizar o orçamento, planejando os gastos, contabilizando todos os ganhos e sendo completamente transparentes quanto aos seus objetivos e expectativas, é a receita do sucesso. Mas como fazer isso? Continue lendo este post, pois daremos algumas dicas de como colocar em prática essa organização!

Dicas para organizar as finanças do casal

Muitos são os casos de casais que brigam e até chegam a se separar por conta de problemas financeiros. Afinal, não é fácil aceitar, de uma hora para outra, que a responsabilidade com seu dinheiro precisa se estender ao outro, bem como o direito sobre ele.

Por isso, há desentendimentos quanto aos gastos, que geram ressentimentos sobre o uso do orçamento de cada um. No entanto, não é nada impossível ter uma vida tranquila a dois. Basta que ambos tomem algumas atitudes para o bem-estar financeiro do casal.

Assim, separamos 7 dicas de como vocês deve se organizar, para que o dinheiro ajude no sucesso da união. Confira!

1. Decidam juntos sobre o orçamento e as despesas

Uma boa dica é que, a partir do momento em que o casal tenha uma vida conjunta, os orçamentos de cada um sejam considerados como um bem único. Após isso, é necessário que conversem sempre sobre finanças e despesas.

Decidir, por exemplo, quanto gastar nas contas de consumo (como água, luz, telefone e gás) e quais outros serviços serão adquiridos (como internet, academia, faxineiros etc.), impede que haja frustrações quanto a um padrão de vida irreal ou desentendimentos quanto a gastos supérfluos.

Ainda, é preciso colocar em uma planilha todos os custos fixos do casal, como impostos, aluguel, condomínio ou prestações adquiridas, para que haja um melhor controle sobre o orçamento disponível para as compras mensais.

2. Definam os objetivos do casal

É preciso ter planejamento para alcançar os sonhos de cada um. E ele só pode existir se houver uma conversa franca e a definição de quais são os objetivos conjuntos. Assim, ambos precisam estar de acordo com metas, como comprar a casa própria, trocar de carro, fazer uma viagem de férias ou incrementar os estudos, para que não haja frustrações.

Fazer um planejamento quanto aos gastos mensais do casal, poupando uma quantia todo mês, por meio de uma caderneta de poupança ou um consórcio, é essencial para alcançarem esses sonhos sem precisar que um se sacrifique pelo outro.

3. Entrem em acordo sobre os gastos para a casa

Comprar móveis novos, redecorar a casa ou adquirir eletrodomésticos são pontos que precisam ser discutidos e acordados pelos dois. Afinal, uma compra fora de hora pode comprometer o orçamento do casal por alguns meses, levando a endividamentos e pagamentos de juros.

Dependendo do gasto, como a compra de um conjunto de sofás novos, um guarda-roupas maior, uma geladeira mais moderna ou até a reforma da casa, vale a pena colocá-lo como um objetivo do casal. Assim, deve-se planejá-lo como dito acima, já havendo, inclusive, a opção de consórcio para alguns casos.

4. Façam uma reserva para problemas futuros

É impossível prever todos os percalços que podem aparecer. Ainda mais quando compartilha-se a vida com alguém — a probabilidade dobra. Portanto, é importantíssimo que haja uma reserva para qualquer problema que, no futuro, represente gastos ou queda no orçamento do casal.

Afinal, ninguém está livre de passar por uma demissão, uma falência de negócio ou esfriamento no mercado, fatores que comprometem o orçamento. Além disso, uma doença que traga gastos com médicos e remédios, uma reforma de emergência na casa, um acidente de trânsito, são imprevistos que podem requisitar boas quantias para resolvê-los.

Assim, poupar todo mês uma parcela do orçamento para uma reserva de emergência é uma ótima prática que dá tranquilidade ao casal e evita que seu planejamento financeiro seja destruído por um imprevisto, levando ao endividamento e à perda de crédito.

5. Separem um dinheiro para investimentos

Outra boa prática para o casal é separar, mensalmente, uma parte de seus ganhos para investimentos. Além de serem uma alternativa para poupar dinheiro para o futuro, podem representar uma fonte de renda adicional aos salários e proventos do casal.

Assim, os investimentos ajudam a alcançar objetivos em longo prazo, complementam o orçamento mensal e, até mesmo, se tornam uma forma de garantir aposentadorias tranquilas para os dois.

6. Não escondam nada um do outro

A prática de esconder pequenos gastos corriqueiros é extremamente prejudicial às finanças do casal. Afinal, mesmo pequenos valores podem desequilibrar o orçamento no final do mês. Além disso, qualquer gasto imprevisto pode fazer com que falte o valor total para o pagamento de uma conta ou, pior ainda, de um imposto.

Portanto, todos os gastos devem estar previstos no planejamento do casal. Isso não significa que eles devam ser controlados. Após descontarem as contas fixas e as obrigações comuns do casal, o dinheiro restante pode ser dividido para que cada um gaste conforme sua vontade.

Mas também é preciso evitar esconder do cônjuge ganhos extras, como adicionais, comissões, prêmios, promoções etc. Se o orçamento é para o casal, todo dinheiro que entra deve ser usado para os objetivos comuns, a menos que seja decidido, em conjunto, o contrário.

Esconder gastos, por menores que sejam, ou ganhos adicionais inesperados, além de fazerem mal à vida financeira do casal, é uma quebra de confiança, que pode ser difícil de superar.

7. Busquem juntos saídas para os problemas

Se a situação ficar difícil ou se imprevistos causarem problemas nas contas do casal, o primeiro passo é tentar solucionar o que está causando essas dificuldades. E a solução será bem mais fácil quando buscada em conjunto, unindo esforços e qualidades para poupar ou ganhar mais dinheiro.

Problemas financeiros são frequentemente motivos para separações e brigas entre cônjuges. No entanto, muitas vezes, a convivência e o carinho pelo outro ainda existem. Assim, se ambos trabalharem para resolverem, o mais rápido possível, suas dificuldades no orçamento, mais intacta ficará a relação.

Conciliar modos de vida e pensamentos diferentes, além de orçamentos e despesas discrepantes, em uma relação é sempre um desafio. No entanto, com uma boa conversa e planejamento, é possível manter a confiança e as finanças do casal em dia, possibilitando que ambos alcancem seus sonhos e construam uma vida a dois de sucesso.