Sustentabilidade

Economia colaborativa: entenda como funciona a alternativa que cresce frente à crise

Lembra do ditado: a união faz a força? Veja como a economia colaborativa ajuda a resolver problemas mesmo na crise!

Uber, Airbnb e Waze: você sabe o que essas empresas recentemente criadas têm em comum? Todas elas são exemplos bem-sucedidos de economia colaborativa, um fenômeno recente, que está revolucionando o mercado e consolidando-se como uma alternativa interessante durante a crise.

No entanto, mais que reduzir gastos e poupar recursos, a economia colaborativa permite a criação de novas oportunidades de trabalho e possibilita o reaproveitamento de insumos, promovendo a sustentabilidade.

Entenda, agora, como funciona esse modelo de negócio que une pessoas, produtos e serviços. Confira!

Como a economia colaborativa faz da crise uma oportunidade?

A recessão econômica enfrentada nos últimos anos forçou as famílias brasileiras – e também as empresas — a procurarem maneiras inovadoras de vencer as limitações no orçamento e economizar.

Com criatividade, as pessoas passaram a descobrir soluções colaborativas para aproveitar os recursos disponíveis de uma maneira mais inteligente e solidária.

Assim, a crise transformou-se em uma grande oportunidade para mudar a forma de fazer negócios e oferecer serviços, aproximando empresas e pessoas em torno de desejos de consumo comuns.

Também chamada de consumo colaborativo ou de economia compartilhada, a economia colaborativa é um modelo de negócio que configura-se como um ecossistema econômico e social.

Esse ecossistema é sustentado pelo compartilhamento de produtos, serviços e recursos (tanto materiais quanto humanos), priorizando as necessidades coletivas ao invés dos interesses individuais.

Um bom exemplo de economia colaborativa é o consórcio, que além de possibilitar a aquisição de bens, é uma forma de investimento para as pessoas que têm dificuldade em economizar — confira o nosso infográfico e conheça a história do consórcio como economia colaborativa!

Compartilhar para economizar

Enquanto surgem modelos de negócio inspirados no compartilhamento de recursos – tais como Uber, Airbnb e Waze – os consumidores criam alternativas para resolver os problemas do dia a dia sem gastar muito.

Troca ou empréstimo de equipamentos, uso compartilhado de salas comerciais, caronas solidárias, permuta na prestação de serviços e várias outras iniciativas tornaram-se mais que alternativas para diminuir gastos e inspiraram o surgimento de novas empresas.

Tamanho sucesso da economia colaborativa impressiona, assim como os números expressivos das iniciativas de economia colaborativa no Brasil, como vamos explicar melhor agora.

Por que a economia colaborativa está revolucionando o mercado?

O bom êxito da economia colaborativa em períodos de crise econômica, como o atual, explica-se, em parte, porque trata-se de uma alternativa de consumo que atende a uma expectativa entre os consumidores: a de terem mais autonomia e controle sobre o que consomem, quando e como consomem – assim como sobre os seus gastos.

As pessoas querem ter maior poder de escolha, valorizando produtos e serviços que reconhecem de forma verdadeira o protagonismo do consumidor na atualidade.

O outro motivo que explica o sucesso da economia colaborativa é o uso da internet e das tecnologias e mídias digitais na operacionalização das experiências de consumo.

De fato, a internet e a digitalização da comunicação mudou, de forma definitiva, a forma como as empresas e as pessoas estabelecem relações de consumo – assim como todas as outras relações sociais.

Nesse sentido, o Brasil é um dos mercados com maior potencial para expansão desse modelo de negócio no mundo, graças à quantidade crescente de brasileiros usando smartphones, tablets e computadores pessoais praticamente durante todo o dia.

Os números da economia colaborativa no Brasil

Pesquisas recentes sobre o comportamento do consumidor em relação à economia compartilhada concluíram que ao menos um em cada cinco brasileiros já conhecem ou fazem essa experiência.

Toda essa inovação no mercado e nas experiências de consumo traz muitos benefícios, tanto para os consumidores quanto para as empresas.

Mas, engana-se quem pensa que a única vantagem da economia colaborativa é a diminuição dos gastos financeiros. Saiba porque agora.

Quais são os principais benefícios para pessoas e empresas?

Além da possibilidade de reduzir despesas e economizar, a economia colaborativa está permitindo que profissionais desempregados retornem ao mercado de trabalho, ainda em áreas distintas de sua formação inicial.

Muitas vezes, essas pessoas conseguem receber, com as novas ocupações, uma remuneração maior que aquela oferecida aos profissionais da área original. É o que se percebe nos relatos de muitos motoristas do Uber, por exemplo.

As empresas, por sua vez, graças à possibilidade de reaproveitar recursos, estão encontrando um caminho possível para a redução dos impactos do consumo desenfreado sobre o meio ambiente, promovendo a sustentabilidade e a responsabilidade social.

E não é só a economia e o meio ambiente que se beneficiam com as ações sustentáveis. As relações entre as empresas e as pessoas também passam a ser construídas em torno de uma outra lógica, mais humana e mais conectada às reais necessidades das comunidades.

Relações de consumo mais humanas

Reconhecer a importância de relações mais humanas e se comprometer com essa construção é o que impulsiona inovações como a economia colaborativa.

Esse reconhecimento é parte da transição cultural pela qual passa a sociedade atual, valorizando mais a acessibilidade e o compartilhamento – de informação e de experiências de consumo – em detrimento da simples posse ou acumulação de bens e produtos.

Outro traço comum da sociedade atual é a maior preocupação com as questões ambientais e a sustentabilidade da economia e das atividades produtivas desenvolvidas pelas empresas e comunidades.

Talvez seja esse o grande diferencial – e motivo de sucesso – da economia colaborativa. Trata-se de uma iniciativa que une pessoas em prol de desejos comuns, promovendo a satisfação por realizar empreendimentos que beneficiam a coletividade e protegem a existência futura das comunidades e do meio ambiente.

Espera-se, de fato, que o mercado brasileiro continue surpreendendo positivamente em relação ao surgimento de novas iniciativas de economia colaborativa, de modo que as dificuldades da crise possam ser resolvidas com o compartilhamento de ideias e recursos.

Você quer saber mais sobre a economia colaborativa ou tem alguma experiência interessante nessa área para compartilhar e inspirar outras pessoas? Deixe sua pergunta ou depoimento nos comentários!
Guia Completo Sobre Economia Colaborativa