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Entenda o aumento na venda de consórcio durante a crise

Você sabia que aumentou a procura pelos consórcios nesses tempos de crise? Entenda o porquê, nesse post da Racon!

Em tempos de crise, a reação dos mercados, de modo geral, é de retração. Afinal, além das questões reais, relacionadas à economia, ainda surgem incertezas quanto à segurança dos investimentos e ao futuro do país.

Contudo, no segmento de consórcios esse efeito não foi sentido. Ao contrário, o que o setor pode observar foi um aumento significativo no volume de adesões aos grupos, o que caracteriza um fenômeno, no mínimo, interessante e que merece ser entendido.

Por isso, elaboramos este post, que esclarece os principais motivos que favorecem a venda de consórcio atualmente no Brasil. Confira!

Juros mais altos, crédito mais distante

Uma das medidas mais claras que o Banco Central adotou para estabilizar a economia brasileira, com a atenção especial para o controle da inflação, foi elevar a Taxa Selic, que é a taxa básica de juros praticada no Brasil.

Vale ressaltar que a Taxa Selic serve de referência para que todas as instituições financeiras que operam em nosso país estabeleçam as suas próprias políticas de crédito.

Assim, dos 7,5% ao ano que foram praticados até maio de 2013, a taxa básica acompanhou uma linha ascendente que durou até outubro do ano passado, quando chegou aos estratosféricos 14,25% ao ano. Essa elevação trouxe consigo o encarecimento do crédito concedido pelos bancos, que também aumentaram as respectivas taxas de juros.

Ora, com taxas de juros elevadas, tomar dinheiro emprestado ficou muito caro, o que afastou grande parte dos consumidores dos balcões das instituições financeiras.

Em grande medida, este é o propósito do Banco Central, que entende que afastando o consumidor do crédito o consumo diminui, diminuindo também, por consequência, a inflação.

Os consórcios não cobram juros

Na contramão dessa tendência, os consórcios passaram a evidenciar uma das maiores vantagens que eles têm a oferecer a quem pretende comprar um bem móvel ou imóvel ou contratar um serviço, mas que não dispõe de dinheiro suficiente para fazer o pagamento à vista. Afinal, os consórcios não cobram juros.

Mesmo com a taxa de administração e com os seguros que as administradoras cobram, o custo final de um consórcio é mais baixo do que o valor de alguém que toma dinheiro emprestado deve pagar às instituições financeiras.

Quem deseja comprar um carro, por exemplo, pagará muito menos por ele se escolher um consórcio do que pagaria optando por um financiamento bancário e a diferença de valores é ainda maior quando os juros ficam tão altos, como ocorreu nos últimos anos.

Maior burocracia nos bancos

Além da alta dos juros, com a situação financeira das pessoas mais delicada e com a renda do brasileiro desfavorecida, os bancos também passaram a analisar com maior rigor a capacidade de pagamento dos proponentes que vão em busca de dinheiro emprestado. Sem dúvida, a burocracia aumentou e ficou mais rígida.

Além da série de documentos que os bancos pedem quando alguém vai a eles em busca de dinheiro, as instituições financeiras também passaram a considerar de maneira mais criteriosa as variáveis que favorecem e que desfavorecem a concessão do empréstimo, considerando, sobretudo, a renda.

Nesse aspecto, o relacionamento do proponente com o banco se tornou um critério muito valorizado. Ou seja, para quem não tem um bom relacionamento com alguma instituição financeira, o que, em outras palavras, significa um bom saldo médio, ficou ainda mais difícil obter um empréstimo.

Nenhuma burocracia nas administradoras

Também contrariando essa tendência burocrática dos bancos, que sempre existiu, mas que adquiriu uma importância especial nos últimos tempos, as administradoras de consórcios não exigem muito dos proponentes que querem adquirir uma cota.

Afinal, basta apresentar os documentos de identificação usuais para que um contrato de adesão seja assinado.

Assim, com a burocracia mais rigorosa nos bancos e com as administradoras mantendo a mesma facilidade que sempre praticaram, esse atrativo dos consórcios ficou ainda mais evidente.

Prazo para regularizar a própria situação

A pessoa que pretende receber o empréstimo de um banco precisa estar com o nome completamente limpo na praça — em tempos de crise, isso tem impedido a muitas de realizarem o que desejam por meio dos financiamentos.

Quando é contemplado, o consorciado também não pode ter qualquer restrição de crédito. Se houver a restrição, ele ficará impedido de ter acesso à carta de crédito concedida pela administradora, até regularizar essa situação. Todavia, essa não é uma exigência que é feita na hora de assinar o contrato de adesão.

Consumidores mais disciplinados

Com a crise, as pessoas se tornaram mais disciplinadas com o dinheiro e estão mais cuidadosas com o planejamento financeiro, passando a cuidar mais de perto da contabilidade pessoal e da família. Como a disciplina é favorecida pelos consórcios, eles se tornaram uma alternativa ainda mais interessante no momento.

De fato, quem adquire uma cota de consórcio deve manter uma boa disciplina, a fim de garantir que as parcelas serão pagas mês a mês, sem atrasos. Para tanto, é preciso que se faça um bom planejamento, que seja compatível com o orçamento familiar, o que está perfeitamente de acordo com o momento.

Além disso, pensando em acumular dinheiro para fazer um pagamento à vista, quem opta por investimentos bancários — como a Caderneta de Poupança — está sempre à mercê da tentação de sacar o dinheiro para gastar com outros fins, diferentes daquela meta estabelecida inicialmente.

Por exemplo, é muito comum alguém começar a poupar para comprar um carro ou um imóvel e acabar desviando o dinheiro para despesas menos importantes, como a compra de um celular, de roupas ou o pagamento de viagens.

Como o consórcio exige essa disciplina dos consorciados, ele se tornou bastante apropriado para o momento que estamos vivendo.

O consórcio é uma boa forma preservar o dinheiro na crise

Enquanto quem toma dinheiro emprestado em um banco tem que se esforçar para pagar os juros e o principal da dívida, quem adquire uma cota de consórcio está fazendo uma aplicação mensal, que é corrigida de tempos em tempos, o que preserva o valor de tudo o que já foi pago.

Esta é uma vantagem muito importante em tempos de crise e de juros altos, quando preservar e valorizar do dinheiro se torna infinitamente mais interessante do que gastar com o custeio de empréstimos caros.

Agora que você já entendeu os motivos que levaram ao aumento na venda de consórcios durante a crise, leia o nosso post sobre Tipos de consórcio: o que eu posso adquirir com um consórcio?