Meu Primeiro Carro

5 formas de comprar um carro novo

Quer saber qual a melhor forma de comprar um carro novo? Confira as dicas que preparamos!

Seja para adquirir o primeiro carro, seja para trocar o atual, quando pensamos nesse processo a dúvida é sempre a mesma: qual a melhor forma de comprar um veículo? E essa é uma pergunta muito pertinente, já que estamos falando de um bem de valor mais elevado, cuja aquisição requer um bom planejamento.

Você está passando por aquela fase da vida em que deseja concretizar alguns objetivos materiais, construir patrimônio e realizar grandes sonhos? Pois saiba desde já que o alcance dessas metas pode se tornar muito mais fácil e rápido se souber como agir.

Para ajudar, resolvemos preparar este post listando algumas das alternativas mais interessantes para a compra de um carro novo. Continue a leitura para entender qual delas é mais vantajosa para seu perfil!

Quais são as principais modalidades de aquisição de veículos?

Hoje em dia, o mercado oferece uma ampla variedade de alternativas para quem deseja comprar um carro novo. Como é de se imaginar, cada modalidade tem suas características e é destinada a um certo perfil de comprador. Existem, portanto, boas opções para todos os gostos, todas as necessidades e todos os bolsos. 

Há, por exemplo, alternativas para quem tem pressa e deseja sair com o carro logo no ato da compra. Por outro lado, existe também alternativa para quem deseja fazer uma compra planejada, com um melhor custo-benefício, tendo acesso ao veículo em tempo futuro.

Listamos a seguir algumas das principais modalidades de aquisição de automóveis acessíveis no mercado atual. Confira!

1. Financiamento

O financiamento é uma das modalidades de aquisição de veículos mais procuradas e utilizadas no mercado atualmente. São muitas as instituições que oferecem esse tipo de serviço, como é o caso dos bancos tradicionais e das financeiras das próprias montadoras de automóveis.

A principal diferença existente entre esses dois tipos de financiamento está no custo. Muitas vezes, as taxas de juros das montadoras são subsidiadas pelas próprias marcas, o que tende a torná-las mais atrativas frente às taxas dos grandes bancos convencionais.

É preciso atentar para o fato de que, além da taxa de juros em si, as operações de financiamento de qualquer modalidade incluem outros encargos, como o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e a Taxa de Abertura e Renovação de Cadastro (TAC).

O ideal é consultar seu banco antes de fechar o financiamento e não assinar enquanto ainda tiver dúvidas. Antes de bater o martelo, pergunte sobre o Custo Efetivo Total do empréstimo solicitado e utilize uma calculadora financeira para conhecer a real taxa de juros que recairá sobre o valor que pretende pegar emprestado.

Vale lembrar que é possível consultar a taxa de juros de uma modalidade de crédito nas principais instituições bancárias acessando o site do Banco Central. Lembre ainda que a esses gastos são acrescentadas as taxas bancárias para compor o custo efetivo do financiamento, como taxa de abertura de cadastro, IOF e taxa sobre emissão de boletos.

2. Leasing

O leasing é uma espécie de financiamento que pode ser comparado ao aluguel de um veículo. Nesse caso, o carro permanece no nome do agente concessor enquanto o pagamento das mensalidades durar. A transferência só acontece depois da quitação dessas parcelas.

Segundo a legislação, essa modalidade de negócio é considerada um arrendamento mercantil que traz a opção de devolução do bem ao final do contrato. Traduzindo: ao optar por um leasing, passado o período de locação negociado, você decide se quer devolver o bem ou adquiri-lo permanentemente.

Os juros dessa alternativa não são competitivos se comparados aos do financiamento. Aqui também há informações atualizadas do Banco Central, disponíveis para consulta pelo público em geral. A grande vantagem em relação ao financiamento tradicional é a isenção do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Alguns contratos de leasing são pós-fixados, o que significa que as taxas oscilam de acordo com a variação cambial — chamadas taxas flutuantes. O detalhe é que, diante de instabilidade da moeda, essa opção se torna de grande risco, podendo trazer perdas ao consumidor.

Por fim, é válido ressaltar que o leasing exige o pagamento de uma entrada — nesse caso, equivalente a uma parte do valor correspondente à compra do bem.

3. À vista

Não tem mistério: a compra à vista é cogitada quando o consumidor tem o valor total do bem disponível. Geralmente, o pensamento nesse caso é: se tenho o dinheiro, é melhor comprar à vista para não fazer uma dívida. Na realidade, especialmente se você pode investir o dinheiro que tem, o custo de oportunidade deve ser levado em consideração.

Veja bem: se existe uma opção de investimento com rentabilidade maior que a taxa de juros de um financiamento ou a taxa da administradora de um consórcio, certamente é melhor deixar seu dinheiro se valorizando e rendendo frutos, enquanto mensalmente arca com o pagamento das parcelas.

Isso sem falar que, muitas vezes, o dinheiro usado para uma compra à vista é a única reserva financeira de que as pessoas dispõem. Comprando um carro à vista, com o que você vai poder contar em um momento de emergência? É preciso precaução, pois imprevistos acontecem para todo mundo, a todo momento.

4. CDC

O Crédito Direto ao Consumidor (CDC) é uma modalidade de empréstimo pessoal desvinculada da garantia do bem. Nesse formato, você solicita o empréstimo de determinado valor ao banco e, normalmente, seu próprio aval é a garantia de pagamento.

Há ainda modalidades de empréstimo pessoal vinculadas ao recebimento do salário ou da aposentadoria junto ao banco, o que pode reduzir as taxas de juros. Mas atenção: dissemos reduzir e não eliminar! As taxas ainda são bem altas, principalmente quando comparadas aos juros do financiamento ou leasing. Em média, eles estão acima dos juros de outras modalidades de tomada de crédito já mencionadas. 

Agora pare e pense: se essa taxa já pesa bastante sobre os contratos curtos, de cerca de 1 ano, os contratos de 36 a 48 meses, como costumam ser os contratos de financiamento de veículos, tornam-se simplesmente impraticáveis!

Além da alta taxa de juros, o CDC também exige o pagamento de uma taxa de abertura de crédito e do IOF. Conta ainda com taxas bancárias normais, já que essa modalidade de empréstimo só é concedida a clientes correntistas e com cadastro positivo, pois não possui garantias reais.

5. Consórcio

O consórcio é considerado por muitos a forma mais vantajosa de comprar um carro, uma vez que não há cobrança de juros, e sim a taxa de administração, que tem um valor bem mais acessível se comparado à outras formas de aquisição parcelada. O interessado em participar de um consórcio deve procurar uma administradora devidamente autorizada a funcionar pelo Banco Central. 

A administradora forma grupos de interessados em comprar um automóvel. Ao se juntar a um desses grupos, você se torna um consorciado. Mensalmente, um ou mais participantes são contemplados e tem acesso à carta de crédito com a qual pode adquirir o veículo de sua preferência. Aqueles que desejam acelerar o recebimento da carta de crédito podem ofertar lances.

O lance pode ser pago tanto com recursos próprios do consorciado ou utilizando parte do valor da carta de crédito — modalidade chamada de lance embutido. Normalmente, existe um percentual limite para ofertar como lance embutido, mas isso pode variar de acordo com o que estiver estabelecido no contrato do consórcio.

Que tal um exemplo prático de como funciona um lance embutido? Vamos supor que você entrou em um consórcio onde o valor da carta de crédito mais taxas é de R$45 mil. Utilizando parte do valor da carta, escolheu dar um lance de R$13.500 e foi contemplado. Nesse caso, você receberá uma carta de R$31.500, pois serão descontados R$13.500 dos originais R$45 mil contratados.

Com a carta de crédito em mãos, o consorciado pode comprar o veículo que desejar! É importante ressaltar que o dinheiro não passa pela conta do consorciado, ok? A carta equivale ao valor, mas o dinheiro vai direto da administradora para quem está vendendo o bem.

Se o veículo escolhido tiver um valor menor que o da carta, a diferença pode ser usada para cobrir outros gastos, como o de documentações, por exemplo. Já se o veículo for mais caro que o valor da carta, o consorciado pode cobrir a diferença com recursos próprios.

Por fim, é importante lembrar que, mesmo depois de contemplado e até com o carro já em mãos, o consorciado precisa continuar pagando as parcelas do consórcio normalmente, até o fim do contrato. Afinal de contas, os demais participantes do grupo dependem desse aporte para receberem suas cartas dali para frente.

Pensando em todas as formas de se adquirir um veículo, a comparação também traz muita luz sobre o comprometimento e o custo efetivo do negócio. Você precisa considerar com cuidado todos os gastos e, mesmo se pensa em adquirir seu carro em um tempo menor, é possível que valha mais a pena esperar e investir em um consórcio do que se comprometer com uma dívida exorbitante.

Não se esqueça de que os juros são a contramão de um bom negócio, sobretudo porque o carro é um bem que sofre grande e rápida depreciação. Enquanto você paga suas parcelas, o carro vai perdendo valor e gerando gastos extras, como de manutenção e abastecimento. Por isso, considere todas as possibilidades a fim de escolher a mais econômica para não prejudicar seu orçamento.

Como escolher o melhor consórcio para seu caso?

Para escolher o consórcio ideal, o primeiro passo consiste em checar se a administradora tem autorização do Banco Central para funcionar. Além disso, é fundamental ler atentamente o contrato. É nele, afinal, que estão descritas as informações mais importantes para você, como o tempo de duração do consórcio, as regras para o reajuste das parcelas, a periodicidade dos sorteios e as possibilidades de cancelamento. O contrato também informa os custos para o consorciado. A propósito, conheça-os a seguir!

Taxa de administração

Em termos práticos, a taxa de administração é o valor cobrado pela empresa organizadora do consórcio para gerenciar seu funcionamento. A administradora fica responsável por controlar os pagamentos, reunir as quantias pagas, cobrar os consorciados e garantir que o contrato seja fielmente cumprindo. Para isso, cobra-se um valor de cada membro.

A taxa de administração é diluída no prazo total do consórcio. Assim, uma taxa de 12% corresponde a 0,25% ao mês para um consórcio de 48 meses, por exemplo, valor muito inferior às taxas de juros mais baixas praticadas no financiamento.

Fundo de reserva

Nem sempre incluído, o fundo de reserva funciona como uma espécie de garantia para os consorciados. Na prática, trata-se de um valor mantido para que o grupo continue em funcionamento mesmo quando há inadimplência dos consorciados, por exemplo. Assim, os participantes do consórcio têm mais segurança quanto ao recebimento do seu crédito, ainda que surjam problemas financeiros e administrativos pelo meio do caminho.

Seguro

Como nem todos os consórcios têm seguro, confira no contrato se esse extra está ou não incluído. Assim como o fundo de reserva, ele é usado para proteger os consorciados de situações imprevisíveis, de força maior ou caso fortuito.

Lembre-se de que, ao aderir a um consórcio, você assume um compromisso de longo prazo. Por isso, faça bem as contas para ter certeza de que as parcelas cabem no seu orçamento, ok?

Como fazer uma boa compra de veículo?

Agora que você já conhece as principais formas de se adquirir um carro, é importante dedicar sua atenção a outros fatores. Afinal, não estamos falando apenas da compra de um bem de maior valor, mas da realização de um sonho, não é verdade? Por isso, é essencial adotar algumas posturas e tomar certos cuidados, especialmente antes da compra, para que nenhum problema o impeça de conquistar o tão sonhado carro novo. 

Acompanhe agora algumas dicas valiosas que garantirão uma compra segura e livre de dores de cabeça!

Faça um planejamento financeiro

Você por acaso já ouviu uma frase muito conhecida que diz que nenhum vento sopra a favor de quem não sabe para onde quer ir? Pois essa metáfora ilustra bem a importância que um bom planejamento tem para o alcance de grandes objetivos.

Se você deseja adquirir um carro novo, é preciso estar certo sobre alguns pontos. Saiba desde já que essa compra exigirá sacrifícios, terá seus custos e trará algumas mudanças no seu orçamento. Assim sendo, é imprescindível que você se planeje para conquistar esse objetivo.

Avalie suas finanças, conheça seus gastos fixos e variáveis, reveja seus hábitos de consumo. Tudo para ter certeza da disponibilidade mensal do seu orçamento para arcar com a compra do carro novo. Colocar as contas no papel é o primeiro passo de um planejamento financeiro de verdade. Esse é o caminho para evitar descontroles, decisões equivocadas e sacrifícios excessivos. Pense bem!

Avalie o estado do veículo

Essa é uma dica que faz mais sentido para quem pretende adquirir um veículo usado. Nesse caso, é muito importante avaliar bem as condições do carro para não acabar fazendo um mau negócio e se arrependendo depois. O mais indicado é buscar auxílio profissional. Você pode pedir a opinião de um mecânico da sua confiança sobre o estado do veículo, considerando itens como motor, transmissão e parte elétrica, principalmente.

Além disso, outro cuidado indispensável é checar a documentação do carro. É necessário avaliar se não existem restrições financeiras, como penhoras, alienações e outras situações que impeçam a transferência. Do mesmo modo, é preciso checar se não existem multas não pagas, tributos atrasados (como IPVA) e outras pendências.

Escolha um modelo que satisfaça suas necessidades

É natural que a maioria das pessoas sonhe em comprar um carro de luxo, com diversas tecnologias e um motor potente. Na realidade, porém, isso nem sempre é possível, principalmente em razão dos custos. Assim, ao decidir comprar um carro novo, trate de manter os pés no chão. Faça seu planejamento financeiro, tenha ciência das suas possibilidades e, dentro disso, escolha um carro que atenda as suas demandas.

Pare para pensar: de nada adianta comprar um carro extremamente caro e depois sofrer para arcar com seus custos. Da mesma forma, não faz sentido comprar um veículo com um motor extremamente potente se pretende usá-lo apenas na cidade, para ir ao trabalho e passear aos finais de semana. A compra de um carro deve ser feita de forma consciente, priorizando suas reais necessidades.

Conciliar vontades e possibilidades: essa é a melhor maneira de fechar uma compra adequada ao seu perfil, passo que não gerará nenhum inconveniente no futuro, como desorganização financeira, despesas desnecessárias, atrasos nos pagamentos, juros e até a necessidade de se desfazer do bem.

Considere sempre os custos pós-compra

Outro cuidado que pode evitar muita dor de cabeça é considerar os custos que um carro gera após a compra. Muitas vezes, a vontade de realizar esse sonho faz com que esqueçamos de colocar no papel as despesas extras que ter um carro na garagem pode gerar. Some a suas despesas mensais e anuais os gastos com itens como:

- combustível: quanto mais você roda com o carro, mais gasta com abastecimento;
- seguro: o valor do seguro pode se tornar um grande vilão do orçamento, pois tende a variar bastante em relação à localidade, à faixa etária do condutor principal do veículo e ao próprio custo do bem;
- tributos: lembre-se de que todos os anos é preciso arcar com o pagamento de IPVA e licenciamento;
- manutenções: especialmente ao comprar um carro usado, as manutenções costumam impactar negativamente as finanças, seja com a troca de óleo e filtros ou com a substituição de componentes desgastados e avariados.

Por fim, como foi possível perceber, comprar um carro novo é um objetivo que requer certo planejamento para ser concretizado com segurança. Cada informação passada ao longo deste post pode, sem dúvida, fazer uma enorme diferença antes e depois da compra. Então fique atento a cada um dos pontos citados. Agora é com você!

E aí, conseguimos ajudá-lo a decidir qual a melhor forma de comprar um carro? Aproveite e baixe nosso guia completo de aquisição de veículos via consórcio!
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