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Acidente de trânsito: os 7 principais e como evitá-los

Confira no nosso artigo quais são os acidentes de trânsito mais comuns e o principal: como evitá-los!

Os acidentes de trânsito aparecem em 8º lugar na lista das dez principais causas de morte no mundo, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, segundo um levantamento feito pelo Observatório Nacional de Segurança Viária, 47 mil pessoas morrem anualmente em decorrência disso — o país aparece em 5º lugar entre os recordistas em mortes no trânsito.

Essa epidemia de mortes, além de tirar a vida de milhares de inocentes, também gera ao país um prejuízo aproximado de R$96,5 bilhões, que corresponde ao que as vítimas poderiam produzir, já que foram atingidas em fase laborativa ativa. Esses dados são da análise feita pelo Centro de Pesquisa e Economia do Seguro (CPES), e divulgada pela Agência Brasil.

As principais causas são a má qualidade das vias, defeitos no veículo, aumento no número de carros e, sem dúvida, a negligência ou imprudência dos motoristas. Neste post, selecionamos os acidentes mais frequentes e as principais formas para tentar evitá-los. Acompanhe!

Quais são os principais tipos de acidente de trânsito?

1. Colisão traseira

A colisão traseira é a típica situação em que os veículos se chocam circulando no mesmo sentido. Ou seja, o automóvel que vem por trás, no mesmo sentido de direção, acerta a traseira do automóvel que segue à frente.

Esse tipo de acidente de trânsito tem como causa, principalmente, a ausência de distância em relação ao veículo da frente, somada, em muitos casos, à distração do condutor. Em 2018, por exemplo, ocorreram cerca de 13 mil colisões traseiras, que aparecem em primeiro lugar nos tipos de acidente, conforme balanço divulgado pela PRF.

Para evitá-las, mantenha sempre uma boa distância de frenagem, que é aquela que permite ter tempo suficiente para parar o veículo, mesmo em emergências, sem atingir o carro que está à frente.

2. Saída de pista

A saída de pista é a ocorrência em que o motorista, por descontrole ou por qualquer outro motivo — como falha mecânica —, não consegue se manter na pista de circulação e acaba por sair dela. Em muitos casos, o veículo acaba se chocando com obstáculos às margens da via, causando ainda mais danos.

O excesso de velocidade é a principal causa das saídas de pista, colocando em risco a vida do condutor e dos passageiros dos veículos. Em outros casos, a saída de pista ocorre em virtude de ultrapassagens indevidas, óleo na pista e aquaplanagem, que é quando uma lâmina de água se forma entre o asfalto e o pneu do veículo, ocasionando a perda do contato entre o carro e o solo.

Para evitar essas situações, mantenha sempre a velocidade adequada à via e às condições climáticas, além de tomar algumas medidas de segurança, como manter o bom estado dos pneus do seu veículo, permitindo maior aderência ao asfalto.

3. Capotamentos

O capotamento ocorre quando o veículo, por diferentes fatores, gira em seu próprio eixo chegando a tocar o teto no solo e se imobiliza em qualquer posição. Os capotamentos, conforme levantamento feito pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), totalizaram o montante de 6.109 acidentes em 2018, representando 11,3% do total de acidentes com vítimas.

Geralmente, esse tipo de acidente ocorre com veículos maiores, como ônibus e caminhões. No entanto, veículos pequenos também acabam sofrendo capotamentos em virtude do excesso de velocidade, falta de atenção aos sinais de trânsito, pneus sem manutenção e cargas mal posicionadas.

Algumas dicas que podem fazer a diferença para evitar o capotamento são manter sempre uma velocidade compatível, não pisar no freio durante as curvas (para evitar que o veículo perca a tração e desvie da estrada) e realizar manutenções periódicas no veículo.

4. Colisão frontal

Colisões frontais também representam uma boa parcela dos acidentes ocorridos nas estradas federais, geralmente ocasionados pela falta de atenção dos condutores e pelas ultrapassagens perigosas. Em 2018, foram 4.579 acidentes, conforme balanço da PRF.

A colisão frontal é bastante comum nas rodovias, sendo caracterizada pela situação em que os veículos se chocam circulando em sentido contrário. Esse é um dos tipos de acidentes mais graves, visto que o somatório de forças mecânicas envolvido nessa ocorrência é bastante grande, gerando um alto dano.

Por isso, lembre-se de que ultrapassar um veículo exige paciência e prudência, além de atenção redobrada. É essencial garantir que a pista contrária esteja livre pela extensão necessária para que a manobra seja executada com segurança.

Respeite as normas de trânsito e não ultrapasse em locais não permitidos, como pontes e faixas de pedestres. Além disso, é muito importante ter bom senso e responsabilidade na condução do veículo, bem como respeito e consciência pelas vidas que estão no seu carro e na outra pista.

5. Batida em objeto fixo

As batidas em objeto fixo geralmente envolvem apenas um veículo, e se caracterizam, como o próprio nome indica, pela situação em que o condutor acaba por se chocar com um objeto fixo na pista, como um canteiro central ou uma mureta de proteção.

Esse tipo de acidente ocorre, usualmente, por distração do condutor ou, em outros casos, por cansaço, sonolência, problemas de visão, influência de substâncias alcoólicas ou remédios e excesso de velocidade.

Para evitar tais acidentes, o condutor deve adotar uma direção defensiva, tomando todas as medidas necessárias para a segurança e o bem-estar dos passageiros, além de permanecer em estado de alerta durante todo o trajeto.

Lembre-se de que o motorista defensivo deve procurar sempre minimizar os riscos de se envolver em um acidente de trânsito.

6. Colisão com motocicletas

Muitos motociclistas têm comportamentos que colocam em risco tanto a sua segurança quanto a dos usuários das rodovias. Por isso, fique sempre alerta em relação a esses condutores e mantenha o máximo de distância que conseguir.

Se você for o condutor da motocicleta, utilize os equipamentos adequados, mantenha a velocidade sempre nos limites permitidos, não freie bruscamente e efetue as curvas com muito cuidado — evite frear quando a moto estiver inclinada.

Tenha muita atenção nos cruzamentos e mantenha uma boa distância em relação aos automóveis, principalmente caminhões. Além disso, tenha cuidado com as condições da pista, como aquelas irregulares, de baixa aderência, que são muito perigosas para as motocicletas.

7. Atropelamentos

O atropelamento se caracteriza pelo choque entre um veículo automotor e um pedestre, ciclista ou animal. Na prática, essa é uma situação mais recorrente nas cidades, onde o fluxo de pessoas é maior. No entanto, nas rodovias também podem ocorrer, sendo ainda mais graves, dada a velocidade com que os veículos circulam.

Pedestres são sempre imprevisíveis. Idosos, crianças, pessoas desatentas, ao celular e até sob a influência de alguma substância podem cruzar o seu caminho. Por isso, o motorista precisa estar sempre atento e permitir o direito de passagem, mesmo quando não há faixa de pedestres.

Além disso, redobre a atenção e reduza a velocidade em locais sinalizados como área escolar, hospitalar, de embarque e desembarque e onde exista intensa movimentação de pedestres.

Como minimizar as chances de acidentes de trânsito?

Como vimos, existem diferentes tipos de acidentes de trânsito. Embora sejam situações imprevisíveis e repentinas, é possível adotar uma postura preventiva e minimizar a probabilidade de ocorrência de tais situações. Para isso, recomenda-se as medidas listadas a seguir. Confira!

Faça a manutenção correta do veículo

Muitos acidentes estão associados a problemas mecânicos no veículo. São situações como falhas nos freios, pneus e outros componentes, que expõem o condutor a graves riscos e danos.

Nesse sentido, a recomendação é sempre manter o seu automóvel com as manutenções em dia. Dessa forma, os riscos de que problemas mecânicos surjam sem aviso são muito menores. Essa postura aumenta não só a sua segurança, mas a de todos que circulam pelas vias.

Respeite as leis de trânsito

A imprudência é outra campeã no ranking das causas de acidentes. Segundo aponta um estudo realizado pelo Ministério dos Transportes, Portos e Aviação, 50% dos acidentes de trânsito são ocasionados por falhas humanas, inclusive por imprudência. Nesse sentido, não há outra recomendação senão a de dirigir com responsabilidade, respeitando não só as leis de trânsito, mas o direito à vida de todos que trafegam pelas vias brasileiras.

O que fazer em caso de acidente de trânsito?

O primeiro passo é verificar se existem vítimas, caso em que será necessário chamar o resgate imediatamente. Outras providências importantes também devem ser tomadas, como sinalizar o local para evitar outros acidentes.

Chame as autoridades responsáveis e, se possível, não mova os veículos e eventuais feridos do local. Uma boa dica quando se está viajando é ficar atento às placas de trânsito, principalmente àquelas que sinalizam o quilômetro em que você está, já que permite que o resgate o localize com maior facilidade.

Além disso, é importante ressaltar a importância que um seguro de vida representa em situações de acidentes. Esse tipo de seguro, em regra, oferece coberturas em caso de acidentes, indenizando não somente em caso de morte, mas também em casos de invalidez ou incapacidade temporária.

Na prática, o seguro de vida garante mais tranquilidade, já que o titular e os beneficiários terão apoio e suporte, sobretudo financeiro, em situações desagradáveis, como é o caso de um acidente de trânsito que gere danos à pessoa.

Por fim, como se viu, o acidente de trânsito é uma "epidemia" há muito presente em nossa sociedade e, apesar de todos os esforços, muitas vezes não tem os seus níveis reduzidos. A conscientização dos condutores sempre será a melhor forma de evitar que novos incidentes ocorram e inocentes tenham as suas vidas cessadas.

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