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Consórcio de carros usados: como funciona?

Confira como essa pode ser uma ótima alternativa de compra para você.

Cada vez mais os brasileiros estão descobrindo os benefícios do consórcio, inclusive do consórcio de carros usados, e não é à toa que o mercado tem crescido de maneira bastante acelerada.

Seja para comprar um imóvel, reformar, investir em terreno, comprar um serviço ou trocar de carro, as administradoras, de olho na tendência, têm diversificado os grupos, os valores da carta de crédito e quantidade de parcelas para facilitar ainda mais o planejamento financeiro de quem pretende construir o seu patrimônio de maneira elaborada.

No nosso post, vamos falar sobre o consórcio de carros usados e como você pode se beneficiar dele. Confira!

Como o consórcio de carros surgiu?

Desde a década de 60, o consórcio se apresenta como uma excelente alternativa para quem deseja comprar um bem de valor mais alto. Aliás, essa modalidade de aquisição de bens surgiu justamente porque, naquele tempo, os bancos não concediam crédito para quem quisesse comprar um veículo.

Diante dessa dificuldade, um grupo de bancários resolveu se reunir para criar um meio de aquisição de bens, mesmo sem ter todo o capital disponível para investir. O sucesso da iniciativa não demorou a chegar.

Logo, os consórcios começaram a ser organizados por empresas especializadas que, sob a atual regulamentação e a fiscalização do Banco Central, passaram a administrar o sistema.

Atualmente, são vários os tipos de bens e serviços que podem ser adquiridos dessa forma. O consórcio de carros usados, inclusive, tornou-se uma opção com grande demanda nas administradoras.

Como é o funcionamento do consórcio?

De modo geral, qualquer consórcio parte do mesmo princípio: forma-se um grupo de pessoas físicas ou jurídicas para criar uma espécie de poupança, cujo saldo será periodicamente destinado à aquisição de bens ou serviços.

Para dar acesso ao bem ou serviço desejado para os consorciados, são realizadas assembleias durante todo o período do contrato para realizar as contemplações.

Uma das modalidades de contemplação é por sorteio. Nesse caso, por meio da cota de participação no grupo, o consorciado concorre com os demais participantes na assembleia, dependendo da sorte. O sorteio pode ser realizado com base nos resultados da Loteria Federal ou na própria administradora.

Outra possibilidade é a de dar lances, quando o consorciado oferta um valor correspondente a uma quantidade determinada de parcelas que está disposto a antecipar, aumentando assim, suas chances de contemplação.

Como funciona um consórcio de carros usados?

O consórcio de carros usados apresenta um sistema bastante semelhante ao de veículos novos, de máquinas agrícolas, de imóveis ou de qualquer outro bem ou serviço. Como o consorciado recebe na contemplação uma carta de crédito e não o bem em si, ele tem total liberdade para adquirir o carro que deseja.

Isso significa que, se o consórcio foi originalmente criado para a aquisição de um veículo de determinado fabricante, não haverá nenhum problema se, após a contemplação, o consorciado resolver adquirir um carro de outra marca. A carta de crédito terá o mesmo valor e a mesma liquidez.

Mas é preciso ressaltar que o consórcio de usados tem certas limitações, que variam de acordo com a administradora. O motivo disso é muito fácil de entender: como o bem adquirido é dado como garantia de pagamento das parcelas, ele fica, portanto, alienado à administradora.

Desse modo, as empresas geralmente exigem que a carta de crédito seja usada para comprar um seminovo com data de fabricação limitada, por exemplo, a 10 anos. Portanto, antes de assinar o contrato de adesão, é essencial que o interessado leia atentamente quais são as condições estabelecidas pela administradora para a aquisição de usados.

Como funcionam os lances?

O lance é uma maneira de acelerar a contemplação, conferindo mais chances ao consorciado. Sendo assim, todo mês antes da assembleia, o participante pode fazer uma oferta à administradora e ele concorre com os outros membros. Geralmente o maior lance ganha.

É importante ficar atento ao contrato de adesão, pois é lá que constam as regras que devem ser seguidas, como o tipo de lance, tempo de antecedência para aviso, valores e maneiras para formalização.

Os lances podem ser livres ou fixos, sendo que o primeiro é o mais comum e o consorciado pode escolher o valor que deseja ofertar. Normalmente, o mínimo deve ser de, pelo menos, 1% da carta de crédito.

Por outro lado, o lance fixo corresponde a um percentual estipulado pela administradora no contrato. As regras, nesse caso, também variam, mas normalmente, os consorciados que o oferecem participam de um sorteio apenas entre eles.

Agora, vamos supor que você quer dar um lance, mas não conta com o dinheiro em espécie para efetuar o pagamento caso seja contemplado. Nesse caso, é possível fazer uso do lance embutido, que é uma modalidade de pagamento em que o consorciado oferece parte da sua carta de crédito e, caso contemple, a administradora descontará do valor do crédito no momento do pagamento.

O que é a carta de crédito?

Como dito, para você participar de um consórcio, é necessário adquirir uma cota e estar inserido em um grupo, realizando pagamentos mensais que variam de acordo com a característica de cada plano.

Os recursos do grupo são reunidos formando uma espécie de fundo comum, que permite as contemplações dos participantes. Ao ser contemplado, o consorciado tem acesso à carta de crédito, que nada mais é do que um instrumento financeiro.

É por meio da carta de crédito que o consorciado contemplado terá garantido o direito de adquirir o seu carro usado ou um imóvel, por exemplo, de acordo com a categoria de consórcio contratada. Como o sistema é regulamentado e fiscalizado pelo Banco Central, esse documento tem liquidez e é plenamente aceito pelo mercado.

Logo, o funcionamento da carta de crédito tem início a partir da definição do seu valor e esse é um dos pontos mais importantes que você precisa pesquisar antes de definir qual consórcio aderir. Isso porque é preciso ter em mente o valor do bem que deseja adquirir e, portanto, buscar uma carta de crédito equivalente.

Para garantir a solvência e não impactar o grupo, o ideal é que a parcela da carta de crédito não comprometa mais de 30% do orçamento mensal do participante. Embora não seja necessário comprovar renda no momento da adesão, esse é um cuidado importante que deve ser levado em consideração, justamente para não estragar todo o seu planejamento financeiro.

No entanto, devemos ressaltar que o valor da carta de crédito pode ser alterada antes da contemplação. Se um consorciado, por exemplo, não estiver conseguindo arcar com a parcela contratada, ele pode reduzir para algo que caiba no bolso, ou fazer o caminho contrário e aumentar o valor da carta de crédito caso esteja com folga no orçamento. Esse tipo de alteração deve ser realizado de acordo com as opções previstas em contrato, por isso é importante verificar quais são as possibilidades junto à administradora do consórcio.

Quais são as vantagens do consórcio de carros usados?

A primeira grande vantagem dessa modalidade está no custo final, bem mais interessante que aquele ofertado por outras formas de aquisição parcelada. Afinal de contas, a maioria requer o pagamento de juros.

Já os consórcios não tem a cobrança de juros, e sim, a taxa de administração que é um percentual da carta de crédito, prefixado em contrato e diluído pelo prazo de pagamento. Também existe o reajuste periódico das parcelas, acompanhando as atualizações de valor do próprio bem.

Aliás, essa é outra vantagem da modalidade. Ainda que esse possível reajuste represente um pequeno aumento nas parcelas, ele assegura que o valor da carta de crédito seja suficiente para comprar o carro desejado no momento em que a contemplação acontecer. Se não fosse assim, o preço do bem subiria e a carta de crédito ficaria congelada.

Outra vantagem do uso do consórcio na aquisição de um carro usado está na possibilidade de comprar o bem por preços mais baixos, considerando que eles já sofreram a desvalorização natural que ocorre assim que um veículo novo é retirado da concessionária. Isso significa que, pelo mesmo preço de um 0 km com poucos recursos, é possível adquirir um seminovo mais potente e mais equipado, com itens opcionais.

Por fim, é sempre bom ressaltar que o consórcio é uma forma de poupança que condiciona o consorciado a economizar para a compra de um bem, o que é sempre útil para quem tem dificuldades de planejamento ou de buscar meios para facilitar a administração dos próprios planos.

Como escolher um bom carro usado?

Normalmente, as desvantagens da compra de um veículo usado estão associadas às possibilidades de ocorrência de defeitos e à falta de garantia do fabricante. No entanto, podem ser minimizadas a partir de uma vistoria minuciosa do carro antes de fechar o negócio.

Nesse caso, é preciso fazer uma inspeção completa da lataria, do interior, dos equipamentos e acessórios, além dos demais aspectos de funcionamento e de funcionalidades.

Por isso, é recomendável que essa inspeção seja feita com a participação de um mecânico de confiança, com capacidade de detectar defeitos ocultos, incluindo aqueles que possam ser decorrentes de acidentes que o carro tenha sofrido.

Além disso, é claro, torna-se necessário ter cuidado com a documentação do carro, conferindo números de chassi e de motor, bem como verificando a regularidade junto ao respectivo órgão de trânsito para evitar a compra de veículos que tenham sido produtos de roubos, por exemplo.

Além dessas dicas, separamos outras nos tópicos abaixo para que você faça uma escolha bem feita.

Idoneidade do vendedor

A primeira dica é sobre o local para comprar um carro usado. Opte primeiro por concessionárias e lojas do ramo. Busque informações com conhecidos que já tiveram experiências com esses estabelecimentos e também visite os locais.

Veja com o vendedor como é feito o negócio, quais serão as garantias ofertadas e mais detalhes sobre a compra. Há também a possibilidade de comprar carros de locadoras, visto que essas geralmente compram veículos de um único dono, o que pode trazer mais segurança.

Porém, é importante ficar atento, uma vez que esses carros costumam ser muito desvalorizados no momento da revenda.

Verifique a mecânica

Após escolher o local da compra, é importante avaliar o carro. Confira, com o motor ligado na marcha lenta, se há trepidações no volante, alavanca de câmbio, demais componentes internos, e também se existe algum ruído que não deveria haver normalmente.

Dê uma volta com o veículo para verificar se há folgas na direção, no pedal de freio e embreagem, avaliando como ele se comporta em movimento.

Seja detalhista com as avarias

A respeito das avarias, é recomendável que um profissional de confiança avalie o carro, mas, caso não seja possível, verifique se há alinhamento das portas, do porta-malas e do capô, e ainda diferenças na pintura e acabamento, que podem indicar alguma reforma.

Analise a manutenção do carro

Fora a parte mecânica, é importante verificar a validade do extintor de incêndio, as informações a respeito de revisões efetuadas e trocas de óleo, além do seu nível atual.

Verifique também as condições do estepe e se há itens de segurança como o triângulo e chave de rodas. Não se esqueça de pedir o histórico de manutenção do automóvel para continuar realizando as revisões necessárias.

Como escolher a administradora ideal para o consórcio?

Depois de entender como funciona o consórcio de carros usados, é importante também saber como escolher a administradora ideal. Listamos alguns pontos importantes que devem ser observados antes de assinar o contrato, com o objetivo de ter mais segurança e tranquilidade.

Pesquise informações sobre o consórcio

Existem muitas empresas que se dizem administradoras de consórcios, mas não têm o devido registro para poder atuar nesse ramo. Com uma rápida pesquisa na internet, pelo site do Banco Central do Brasil, é possível verificar quais estão devidamente regularizadas perante o órgão, garantindo mais segurança ao efetuar o negócio.

Também é possível verificar o site da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) para conseguir mais informações a respeito da empresa escolhida ou, ainda, buscar avaliações de outros clientes na internet.

Veja se os termos prometidos estão realmente no contrato

Antes de assinar o contrato, é imprescindível verificar se constam todos os termos que foram ofertados anteriormente, como a taxa de reajuste, o valor pago mensalmente, como é feita a contemplação, entre outros.

Muitas administradoras garantem várias vantagens para o futuro consorciado, porém, não deixam essas cláusulas no contrato, dificultando ou, até mesmo, impedindo que ele receba os benefícios prometidos, pois não haverá prova documental sobre o negócio acordado.

Preste atenção na forma de reajuste

Um dos principais pontos que deve ser analisado antes de assinar um contrato de consórcio de carros usados é a forma de reajuste. Como nesse negócio não há juros, a taxa geralmente é aplicada conforme o valor do bem, para que não haja a desvalorização da carta de crédito e o poder de compra do consorciado seja mantido.

Por isso, é importante conferir se o reajuste está de acordo com os termos ofertados, sendo que o consumidor deve estar ciente e seguro da taxa aplicada.

Verifique todos os termos do contrato

Após estar ciente sobre a forma de reajuste, deve-se verificar também as outras cláusulas contratuais. Veja qual é o crédito indicado, o prazo de duração do plano, garantias que deverão ser concedidas no caso de contemplação, todas as despesas que serão cobradas, o seguro exigido, entre outros.

Esse passo é fundamental para garantir a segurança e tranquilidade em qualquer tipo de negócio, pois, sabendo de todos os termos contratuais, fica mais difícil ser pego de surpresa futuramente.

O consórcio de carros usados é uma ótima alternativa para quem pretende trocar o seu veículo ou comprar um segundo. Para fazer uma boa compra basta seguir as nossas dicas e ficar atento aos detalhes.

Agora que você já sabe como funciona o consórcio de carros usados, que tal conhecer o nosso guia para comprar um carro seminovo.

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