Sustentabilidade

Sustentabilidade financeira: entenda o conceito e a aplicação

Você sabia que o consumo consciente hoje pode te levar à sustentabilidade financeira? Saiba como aqui!

Você já ouviu falar em sustentabilidade financeira? Sustentabilidade geralmente é um termo aplicado às questões ambientais, mas, nesse caso, o conceito está relacionado ao uso consciente do dinheiro no presente para alcançar metas no futuro.

Para isso, é preciso gastar e consumir com qualidade, evitando despesas desnecessárias e investindo parte do dinheiro para a formação de patrimônio próprio. Por sinal, é cada vez maior a quantidade de pessoas preocupadas em fazer o melhor uso dos seus recursos para garantir a concretização de seus sonhos.

Para que você também alcance esse objetivo, preparamos este material pensando em ajudá-lo a ter um controle otimizado da sua vida financeira. Confira!

O que é sustentabilidade financeira?

Sustentabilidade financeira pode ser resumida como o conceito básico de saber utilizar os recursos disponíveis de forma racional, seguindo uma lógica para atender as necessidades pessoais de hoje, mas também se importando com as que estão por vir.

Em outras palavras, aplicar a sustentabilidade financeira no dia a dia é saber controlar o orçamento — evitando despesas com supérfluos — e usá-lo com segurança para a formação de reservas de emergência, aplicação em investimentos e planejamento da aposentadoria.

Quando aplicado à vida pessoal, esse conceito costuma proporcionar uma realidade mais equilibrada e confortável, que assegura ao indivíduo a possibilidade de pensar em planos de longo prazo com tranquilidade.

É importante ter em mente que a sustentabilidade financeira não prega o fim do consumo e nem impede você de fazer as coisas de que gosta — muito pelo contrário! Nós sabemos a importância que a manutenção de alguns hábitos têm na qualidade de vida das pessoas.

Por isso, você não precisa eliminar aquele jantar sagrado com os amigos ou esquecer a viagem das férias. Sendo assim, você não precisa ficar em casa o tempo todo apenas acumulando dinheiro.

Porém, para começar a pensar de maneira financeiramente sustentável, o primeiro passo é aprender a gastar menos do que se ganha. E esse é um dos maiores desafios das pessoas no dia a dia, que não controlam o seu orçamento e estão sempre no limite de suas contas.

Como aplicar a sustentabilidade financeira no dia a dia?

Agora que você já entendeu o que é a sustentabilidade financeira e a importância dela na sua vida, é preciso também aprender a como colocá-la em prática na sua rotina. Ao contrário do que muitos pensam, não é tão complicado e é preciso apenas ajustar alguns maus hábitos que podem comprometer a economia.

Porém, mesmo que no início você sinta alguma dificuldade, com certeza agradecerá no futuro quando estiver colhendo os louros. Por isso, leia os tópicos abaixo e conheça algumas de nossas dicas.

1. Reduza o consumo descontrolado

Como comentamos, a ideia da sustentabilidade financeira não é fazer com que você deixe de fazer as coisas de que gosta, mas que compreenda melhor o seu rendimento mensal em relação aos seus gastos.

O consumo consciente é o primeiro passo para desenvolver uma reserva financeira. Portanto, avalie qual é a sua renda líquida, aquela que sobra após o desconto de todos os impostos, e quanto você gasta. Essa consciência financeira fará toda a diferença no controle dos seus recursos e dos seus futuros investimentos.

Separe o seu orçamento mensal nas seguintes categorias:

- gastos essenciais — como plano de saúde, aluguel, alimentação, ensino, entre outros;
- gastos supérfluos — como compras de roupas, pedidos de delivery por aplicativos, bebidas, alimentação fora de casa, entre outros.

Depois de listar todos os seus gastos, avalie o que pode ser eliminado ou reduzido. Se você almoça todo dia fora, já pensou na possibilidade de levar marmita para o trabalho? O valor do seu aluguel está condizente com as suas necessidades e possibilidades? É possível dividi-lo com outra pessoa, por exemplo?

Outro ponto importante é notar como a organização do cotidiano pode contribuir para a sustentabilidade financeira. Ir ao supermercado com uma lista de compras é um bom exemplo. Assim, você não leva nada para casa por impulso e evita aquelas promoções desnecessárias que só servem para pesar no orçamento.

Economizar com outros serviços no dia a dia também é bastante válido. Avalie o seu consumo com pacotes de telefonia, academia, internet, planos de TV a cabo, entre outros. Muitas vezes, você pode estar pagando por serviços que não são utilizados ou que podem ser otimizados.

Precisamos ressaltar que não há uma fórmula pronta para isso. Sendo assim, cada um deve analisar a sua realidade e reais necessidades para poder chegar ao melhor resultado e, com isso, evitar o consumo desenfreado e prejudicial ao seu orçamento.

2. Mantenha uma planilha financeira atualizada

Manter a organização financeira em dia é uma das melhores maneiras de contar com um orçamento sustentável. Logo, mesmo que pareça trabalhoso, não pule essa dica — ainda mais agora que existem diversas opções para anotar os seus gastos, como aplicativos e planilhas digitais.

Não se dá bem com o Excel, por exemplo? Não tem problema. Use a tecnologia ao seu favor e encontre planilhas já prontas ou até mesmo aplicativos financeiros que integram com a sua conta bancária e categorizam os seus gastos, montam gráficos e geram relatórios.

Porém, para que o seu planejamento financeiro tenha um resultado positivo, você deve acompanhá-lo com frequência e refletir sobre o que foi feito mensalmente.

3. Foque em investimentos de longo prazo

Uma ótima maneira de pensar no futuro com responsabilidade no presente é buscar investimentos de longo prazo. Seja para programar a aposentadoria ou sair do aluguel e adquirir a casa própria, esses investimentos, quando bem planejados, podem ser boas fontes de lucro e renda.

No segundo caso, os consórcios aparecem como opções seguras e ideais para garantir o futuro, principalmente por não exigirem o pagamento de qualquer tipo de entrada e por não cobrarem o pagamento de juros sobre as parcelas mensais.

A aquisição de imóveis por meio de consórcios, como investimentos de longo prazo, serve como uma segurança de bons retornos financeiros para você e sua família.

A planilha montada na dica anterior pode servir de base para que comprometa apenas uma quantia saudável dos seus ganhos para esses investimentos.

4. Crie uma reserva de emergência

Aqui, vale lembrar que contar com uma reserva de emergência para imprevistos é muito importante. O pensamento, muito comum entre os jovens, de que só se vive uma vez e que isso justifica a realização de gastos inconsequentes, apenas servem para trazer uma felicidade momentânea. Não há nada melhor do que colocar a cabeça no travesseiro e conseguir dormir com tranquilidade, sem ficar pensando se as contas fecharão no próximo mês ou não.

Portanto, mesmo que você ainda não tenha começado a sua reserva de emergência, não pense duas vezes antes de começar a formá-la. Você pode iniciar a poupar desde já, cortando os gastos supérfluos, por exemplo. Se, hoje, você pode guardar só um pouco, não tem problema. O importante é dar o primeiro passo!

O ideal é que a reserva seja montada de acordo com os ganhos de cada pessoa. Desse modo, se precisar utilizá-la, você vai conseguir manter o padrão de vida atual por um tempo. Para isso, crie a reserva com base no seu ganho atual e multiplique por cerca de 3 a 6 meses. Por exemplo, se você ganha R$ 2.000,00 por mês, sua quantia para uma boa reserva seria de R$ 12.000,00.

Mais uma vez, você pode utilizar sua planilha para ter uma ideia ampla de todos os seus gastos e formar a reserva de emergência que melhor se encaixe no seu perfil.

5. Trace metas

Ter metas bem definidas é fundamental para colocar as dicas anteriores em prática. Se você sabe aonde quer chegar, consegue enxergar com mais clareza o que deve ser feito agora, no presente.

Logo, defina os seus planos e trace objetivos para a sua vida. Ao analisar o seu orçamento e eliminar o consumo inconsequente, sentirá mais facilidade em traçar metas realistas, uma vez que sabe exatamente quanto ganha, quanto gasta e quanto sobra. Não adianta dizer que vai economizar 80% do seu salário, quando metade dele é consumido por despesas fixas, como o aluguel e contas de casa.

Então, determine metas e elabore planos a curto e médio prazo. As metas de curto prazo são importantes para manter a sua motivação e fazer com que continue focado e comprometido com a sustentabilidade financeira do seu orçamento. Alguns exemplos são: comprar aquele celular que você tanto deseja ou realizar uma viagem de final de semana para algum destino próximo. 

Já as metas de médio prazo vão exigir um pouco mais de calma e planejamento. Elas podem representar a compra de um carro ou apartamento, entrar em uma faculdade ou reformar a sua casa, por exemplo.

A sustentabilidade financeira se constrói com a estipulação de metas, com controle consciente dos seus gastos e qualidade de vida. Com a aplicação das dicas deste post no seu dia a dia, você vai conseguir alcançar esse objetivo. Boa sorte!

Já quer começar agora mesmo? Que tal conferir nossas 7 dicas para manter suas contas domésticas em dia?

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