Planejamento Financeiro

Vocabulário do investidor: 22 termos essenciais sobre investimento

Confira agora mesmo nossa lista com os termos mais comuns do mercado financeiro e torne-se um investidor!

Viver de renda é o sonho de muita gente. Afinal, quem não deseja ter estabilidade financeira e tempo para aproveitar todos os benefícios disso?

No entanto, para se tornar um investidor, é essencial conhecer alguns dos termos mais utilizados nesse universo.

Pensando nisso, criamos um pequeno glossário com 22 termos sobre investimentos. Curioso para saber o que cada um deles significa? Então, continue a leitura!

1. Alíquota

A alíquota é um valor fixo ou percentual utilizado para calcular o pagamento de um tributo. Por exemplo, o percentual que se paga de Imposto de Renda (IR) é baseado em uma alíquota, de acordo com faixas de contribuição e caráter desse imposto — progressivo ou regressivo.

2. Rentabilidade

A rentabilidade é o retorno obtido com determinado investimento. Vamos supor que você aplicou R$ 5 mil em algum investimento e, depois de 6 meses, obteve um ganho de R$ 500. Nesse caso, a rentabilidade total do investimento no período foi de 10%.

3. Liquidez

A liquidez representa a facilidade que um investimento tem em se transformar em dinheiro ou, em alguns casos, ser resgatado sem perdas. Uma aplicação que precisa permanecer intacta por um período mínimo, sob pena de sofrer taxação ou multas, é de baixa liquidez. Já aquela em que você pode resgatar o dinheiro quando quiser, sem perder nada, é altamente líquida.

4. LCI

As Letras de Crédito Imobiliário são títulos emitidos por bancos e lastreados por empréstimos imobiliários. Elas podem ter rentabilidade pós ou prefixada. Além disso, estão enquadradas entre os investimentos chamados de Renda Fixa.

5. LCA

As Letras de Crédito do Agronegócio são semelhantes às de Crédito Imobiliário, a única diferença é que elas são lastreadas por empréstimos feitos ao segmento agropecuário. A rentabilidade funciona da mesma forma.

6. CDB

Essa é a sigla para Certificado de Depósito Bancário, isto é, títulos emitidos por bancos para financiamento de atividades. Eles podem ser comprados pelo investidor em troca de uma remuneração combinada previamente. Esse também é um investimento de Renda Fixa.

7. CDI

O Certificado de Depósito Interbancário não é um investimento aberto ao público em geral, mas sim um empréstimo de curtíssimo prazo que os bancos fazem uns para os outros. Para o investidor é importante conhecer o significado de CDI, pois ele serve como parâmetro para a rentabilidade de alguns tipos de investimentos.

8. CVM

Essa é a sigla para Comissão de Valores Mobiliários, um órgão do Governo que é responsável por fiscalizar e normatizar o mercado de capitais no país e as empresas que operam com capital aberto.

9. Debêntures

São títulos emitidos por empresas privadas, a fim de conseguir financiamento para suas atividades. O investidor pode comprar esses papéis, como se fizesse um empréstimo para as companhias, e receber juros sobre o pagamento.

10. Ibovespa

Trata-se do principal índice da BM&FBovespa. Ele se baseia na valorização média das ações das companhias com o maior número de movimentações na Bolsa de Valores. Além disso, é responsável por mensurar o desempenho do mercado de ações no Brasil.

11. IPCA

Trata-se do Índice de Preços ao Consumidor Amplo, que é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A principal função do IPCA é mensurar a inflação no país. Além disso, é utilizado para indexar determinados tipos de aplicação no mercado de Renda Fixa.

12. Renda Fixa

É um tipo de investimento no qual o investidor aplica seu dinheiro e recebe a remuneração com juros previamente acordados ou indexada em algum índice, como a Selic, o IPCA ou o CDI. Nos investimentos do tipo Renda Fixa, o investidor sabe antecipadamente como acontecerá a remuneração, caso ele não se desfaça do investimento até a data de vencimento combinada.

13. Renda Variável

Diferentemente da Renda Fixa, os investimentos do tipo Renda Variável não oferecem ao investidor o conhecimento prévio do retorno sobre o capital aplicado. A remuneração acontece de acordo com alguns fatores, como oferta e demanda. O risco envolvido nesse tipo de aplicação é maior que na Renda Fixa, no entanto, seu potencial de retorno também é mais elevado.

14. Selic

Trata-se da taxa básica de juros da economia brasileira. Ela é definida por um comitê especial do Banco Central, o Copom (Comitê de Política Monetária). A Selic é utilizada, principalmente, como norte para as operações com títulos públicos da União, além de servir como referência para as demais taxas de juros do mercado.

15. Títulos Públicos

São papéis emitidos pelo Governo Federal com a intenção de angariar recursos. Eles funcionam como uma forma de empréstimo do investidor para o Governo, que usa o dinheiro para financiar suas atividades e investimentos.

16. Tesouro Direto

O Tesouro Direto é resultado de uma parceria do Tesouro Nacional com a BM&FBovespa que visa facilitar a compra de títulos públicos por pessoas físicas — principalmente por meio da internet.

17. Dividendos

É a parte dos lucros das empresas de capital aberto destinada aos seus acionistas, ou seja, a remuneração pela compra de ações de determinada companhia. Cabe esclarecer que nem todas as organizações pagam dividendos aos investidores que adquirem suas ações.

18. Corretora

São instituições financeiras que intermedeiam as operações no mercado financeiro. Elas funcionam como plataformas de investimentos, oferecendo ao investidor opções de aplicações de Renda Fixa e Variável. Determinados ativos só podem ser negociados por meio de uma corretora, como ações na Bolsa e Títulos Públicos.

19. Carência

No mercado financeiro, carência significa o prazo que o investidor tem que esperar para poder resgatar determinada aplicação. As Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA) são exemplos de investimentos com prazo de carência.

20. Bolsa de Valores

É onde acontece, por meio de pregão, a negociação de ações entre compradores e vendedores. A única Bolsa existente no Brasil é a BM&FBovespa.

21. FGC

É a sigla para Fundo Garantidor de Crédito, uma organização formada por instituições financeiras que têm como objetivo garantir o reembolso de determinadas aplicações financeiras até o limite de R$250 mil em caso de falha na organização onde o dinheiro foi aplicado.

22. Consórcio

O consórcio é um tipo de investimento com alta segurança, no qual o investidor aplica seu dinheiro com o objetivo de adquirir determinado bem ou serviço.

A remuneração acontece por meio da carta de crédito. O participante pode ser contemplado em sorteio ou a partir da oferta de lances. Caso não seja contemplado em uma dessas situações, o investidor pode receber sua carta após concluir o pagamento das parcelas, no final do grupo.

Como você viu, existem inúmeros termos técnicos utilizados no mercado financeiro. Conhecer os principais é fundamental para quem deseja viver de renda e ter segurança em suas aplicações financeiras.

Agora que aprendeu um pouco mais sobre o assunto, que tal aproveitar o embalo e baixar o nosso guia completo para investidores iniciantes? Confira!

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