Meu Primeiro Carro

Afinal, vale a pena comprar um carro seminovo em 2020?

Está pensando em comprar um carro seminovo? Entenda o que você precisa considerar antes de fechar negócio!

Ter o próprio carro é fundamental para quem precisa se deslocar por longas distâncias, mas não tem acesso a outras opções de transporte. Também é um dos sonhos de quem chega à vida adulta. Mas, considerando o preço de um automóvel novo hoje, vale a pena comprar um carro seminovo para cumprir essa meta?

Neste post, vamos mostrar alguns dos principais pontos que você deve levar em consideração antes de tomar a decisão de comprar um carro seminovo. Você vai ver que existem boas opções no mercado para atender às suas necessidades, mas também vai entender que há outras alternativas. Pronto para começar?

O que levar em conta na hora de comprar um seminovo?

Um carro seminovo ou usado atrai pelo preço e pelas condições de pagamento. Porém, existem alguns fatores que você precisa considerar antes de fechar negócio. Veja os principais abaixo:

- quilometragem: quanto mais quilômetros rodados um carro tiver, mais chances ele tem de apresentar alguma avaria. É claro, tudo depende do cuidado que os donos anteriores tiveram com o veículo. Uma referência no mercado é a marca de 15 mil quilômetros rodados por ano. Se o veículo ficar fora dessa margem, vale reconsiderar;
- eficiência energética: o consumo de combustível é um dos principais fatores a observar. Se um veículo novo consome mais gasolina do que um antigo, por exemplo, isso vai acabar refletindo em seu valor;
- depreciação do veículo: ao sair da concessionária, o carro novo perde cerca de 15% do seu valor. Daí em diante, seu preço diminui com o passar do tempo. Essa é a chamada depreciação. Carros usados podem oferecer mais vantagens para o comprador, pois apresentam uma desvalorização menor. Mas, claro, é importante levar em conta as condições do veículo
- preço do seguro: quanto mais antigo o carro for, mais desvalorizado ele será e, consequentemente, o preço do seguro é mais alto. Como as seguradoras trabalham com estimativas para calcularem os preços, elas levam em consideração que a chance de um veículo seminovo apresentar algum problema é mais alta do que um carro novo, por isso, vale a pena analisar a diferença e ver se em longo prazo é um gasto que compensa;
-impostos: o IPVA é calculado em cima do preço do carro que consta na tabela FIPE. Sendo um veículo seminovo mais barato que um novo, o que você vai pagar de imposto também será menos.

O ideal é avaliar também o peso da compra no orçamento, uma vez que outras alternativas podem ser mais baratas.

É nesse momento que o carro seminovo surge como uma opção bastante atraente. O preço mais baixo costuma ser o principal fator na hora de fechar um negócio. Porém, a seguir, vamos ver outros detalhes que fazem grande diferença no custo final de um automóvel.

1. Consumo de combustível

A eficiência energética de um veículo é medida a partir da quantidade de quilômetros que ele consegue rodar com o mínimo de combustível.

Quando se trata de um carro seminovo, é comum que essa eficiência seja menor do que a dos carros mais novos, devido a uma série de fatores: desde a tecnologia empregada na produção do modelo até o próprio desgaste pelo tempo de uso.

Em julho de 2018, o Governo brasileiro estabeleceu diretrizes para melhorar a eficiência energética dos veículos produzidos no país e estimular a compra de modelos elétricos ou híbridos, um plano chamado Rota 2030.

Assim, a tendência é que os carros mais antigos sejam superados pelos novos modelos em relação à eficiência no consumo de combustível. Por consequência, os carros seminovos devem se tornar menos vantajosos com o passar dos anos.

2. Tempo de uso e estado do veículo

Um carro é considerado seminovo quando tem até 3 anos de uso. Porém, há diferenças sutis em relação a um automóvel usado. A quilometragem rodada, por exemplo, deve ficar entre 2 mil e 20 mil quilômetros.

O estado de conservação do veículo também conta e, dependendo das avarias na lataria ou no motor, mesmo um modelo com baixa quilometragem já é considerado usado. Por isso, peça sempre para um mecânico de confiança realizar uma avaliação das condições do veículo.

3. Custo-benefício

Preço é o fator mais observado quando se fala em comprar um carro seminovo. No entanto, a análise deve ir além e considerar outros custos, como manutenção e seguro.

Também é ideal avaliar o peso que esse veículo terá no seu orçamento em relação a um modelo mais novo, considerando todos os possíveis gastos de rotina.

Pode ser que um veículo com menos tempo de uso dê mais problemas para seu dono do que um modelo mais antigo, por exemplo, considerando todos os fatores mencionados acima.

4. Documentação

Na empolgação de comprar logo o seu carro seminovo, muitas pessoas acabam deixando de verificar a documentação como deveriam. Portanto, não esqueça de realizar uma perícia das condições do veículo, certifique-se de que o chassi do veículo não foi trocado e é original, bem como se não existe nenhum sinistro registrado.

Além disso, faça sempre um contrato de compra e venda, mesmo que o pagamento seja à vista, e não se esqueça de exigir um recibo. Faça a transferência para o seu nome imediatamente.

Quais carros seminovos representam uma boa compra?

Como mencionamos, escolher o melhor carro seminovo depende diretamente das suas demandas e possibilidades. Porém, existem alguns modelos mais procurados. Vamos ver alguns exemplos a seguir.

Toyota Corolla

Esse sedã da marca japonesaé o carro mais vendido no mundo e não poderia ser diferente no Brasil. Os principais atrativos são os componentes vindos de fábrica, como os bancos de couro, e os custos de manutenção mais em conta, comparados aos de modelos da mesma categoria.

O seguro custa cerca de 2% do valor de um veículo 2017, considerando uma simulação para motorista do sexo masculino, com 40 anos de idade, residente em São Paulo. O cálculo foi feito pela plataforma MeuSeguroAuto.

Vale lembrar que as condições podem mudar conforme uma série de fatores, como local da residência do motorista, tipo de deslocamento habitual (casa-trabalho, uso esporádico ou veículo usado em atividade remunerada) e número de condutores do automóvel.

Volkswagen Gol

Em 2019, o Volkswagen Gol ficou em primeiro lugar no ranking de carros seminovos mais vendidos no Brasil. Acostumado a ser um campeão de vendas, o resultado não é uma grande novidade e só prova que um clássico é sempre um clássico e que ainda há espaço para ele no coração dos brasileiros.

Ele oferece condições atrativas de manutenção, dependendo das condições do automóvel, e facilidade na hora de encontrar peças, caso seja necessário. O seguro custa cerca de 5% do valor do carro.

Fiat Palio

O clássico da montadora italiana também é um dos preferidos dos brasileiros. Há maior oferta de peças e serviços, o que torna os custos de manutenção mais acessíveis.

Fiat Strada

Para quem gosta de picapes, esse modelo tem boa performance em diferentes terrenos. Tal como outros modelos da montadora, também oferece mais facilidade na manutenção, tanto pela disponibilidade de peças quanto pela frequência menor de revisões.

Fiat Uno

Esse veículo popular também oferece manutenção mais em conta por causa da disponibilidade de peças no mercado. Outra vantagem: é um modelo mais econômico do que outros da mesma montadora.

Chevrolet Onix

O Chevrolet Onix tomou o lugar do Celta e tem sido o carro mais vendido do Brasil desde 2015, o que o torna uma boa aquisição mesmo quando não for zero-quilômetro.

Ele conta com as qualidades de apresentar um preço de manutenção acessível, além de bom consumo de combustível, e nem por isso deixa de impressionar com a sua eficiente central multimídia que espelha com smartphone, Bluetooth e entrada USB.

Chevrolet Celta

Embora o Celta não seja mais produzido desde 2015, as suas vendas no setor de carros seminovos ainda é bastante expressiva. O seu baixo consumo, boa manutenção e preço mais em conta são os diferenciais que os compradores levam em consideração na hora de fechar negócio.

Ford Ka

Outro clássico das ruas, o modelo popular tem preço de compra mais baixo. Um modelo 2018, por exemplo, pode custar entre R$30.000 e R$40.000, ou seja, vale a pena dar uma boa pesquisada.

Honda Civic

Esse é o modelo da montadora japonesa mais vendido no Brasil. Foi projetado para ser resistente a panes e oferecer custo mais baixo de manutenção em relação a outros sedãs da mesma categoria.

Renault Sandero

Para quem gosta de modelos esportivos, o Sandero é um dos preferidos. O modelo da montadora francesa também está no ranking dos veículos mais vendidos do Brasil e também oferece manutenção mais em conta.

Hyundai HB20

O HB20 é um carro que faz sucesso no mercado, chegando a liderar a lista de vendas por alguns anos consecutivos. Você sabia que ele foi pensado para o brasileiro? Isso mesmo. Antes de ser lançado, a montadora passou pelo menos três anos analisando o gosto dos motoristas do Brasil e falou com consumidores, consultores, jornalistas e vendedores.

E é justamente o cuidado com o design, aliado com o conforto e um bom consumo de combustível, que tornaram o HB20 uma excelente opção de compra, tanto na modalidade de seminovo quanto para quem pretende ter um zero-quilômetro para chamar de seu.

Jeep Renegade

O Jeep Renegade ganhou o coração dos motoristas brasileiros, chegando a 200 mil unidades vendidas em 2019 e se consagrando como o SUV mais vendido.

Além do bonito design que impressiona qualquer um e faz o motorista dirigir envaidecido, o carro também apresenta uma ótima dirigibilidade, com boa estabilidade, direção macia, muitos mimos tecnológicos e ainda por cima conta com a opção de Diesel para as versões 4x4.

Tiguan

O modelo da Volkswagen surpreendeu em 2019 e sua versão Allspace bateu dois recordes de vendas em apenas seis meses.

É uma opção para quem tem uma família maior e busca um veículo com sete lugares, potente, com tecnologia de última geração e um baixo consumo de combustível.

Quais carros usados não representam uma boa compra?

De modo geral, o ideal é evitar modelos antigos, que consomem muito combustível e cuja manutenção é mais difícil. Porém, alguns modelos em especial não são vantajosos. Conheça alguns, a seguir.

De modo geral, o ideal é evitar modelos antigos, que consomem muito combustível e cuja manutenção é mais difícil. Porém, alguns modelos em especial não são tão vantajosos. Conheça alguns, a seguir.

Fiat Mobi

O modelo GSR do Mobi é considerado por algumas revistas especializadas como um verdadeiro "mico de mercado". Ou seja, se nem a versão zero-quilômetro agradou ao público, é melhor passar longe dos seminovos. Mesmo que os preços possam ser convidativos, a revenda dele mais para frente pode se tornar uma grande dor de cabeça. Na dúvida, é melhor evitar!

Fiat Marea

Mais um modelo da Fiat para integrar a nossa lista. O Marea que passou muito tempo sendo uma opção entre os carros do segmento médio, passou a sofrer com uma queda de vendas por causa da sua pouca tecnologia e parou de ser produzido em 2007.

Atualmente, ele aparece nas listas de carros que ninguém quer comprar. Portanto, a sua revenda deve ser um tanto difícil, bem como encontrar peças, caso a mecânica dê algum problema. Também é uma opção que deve ser evitada.

JAC T5

O modelo SUV da JAC Motors não tem convencido o público brasileiro, que é bastante exigente. O preço do zero-quilômetro varia de R$70.000,00 a R$77.000,00 e fica acima dos seus principais concorrentes, como o Jeep Renegade que é um dos atuais queridinhos do mercado.

O JAC T5 apresenta pouca originalidade tanto na parte interna quanto na parte externa, além da utilização de componentes com baixa qualidade. Logo, a lógica aqui é a mesma dos exemplos já citados: se as vendas não estão indo bem entre os carros novos, é melhor não optar nos modelos seminovos e ter problemas futuros.

Savero

A Savero é uma velha conhecida do mercado brasileiro, porém, o seu modelo 1.6 Robust - CD também é considerado um "mico do mercado". Isso porque, embora o seu preço seja alto, o carro vem sem direção hidráulica e ar-condicionado, itens considerados essenciais nos dias atuais.

Comprar um carro seminovo exige bastante pesquisa e organização na hora de avaliar os prós e contras. Por isso, fuja de vendedores insistentes que coloquem pressão para você fechar o negócio antes de analisar o que realmente vale a pena para você.

E para não errar na hora da compra, não deixe de baixar o nosso guia prático para adquirir um seminovo e fazer uma boa aquisição.
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Racon Blog

Por Racon Blog

Data Publicado em 14 de Dezembro de 2018 | Atualizado em 20 Fevereiro de 2020.

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