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O que causa a depreciação de veículos e como reduzi-la para revenda?

Veja os principais fatores que causam a depreciação de veículos e como reduzi-la para não perder dinheiro na revenda!

A depreciação de veículos é um ponto relevante e que merece muita atenção — tanto na hora de comprar quanto de vender um automóvel. Isso porque esse processo começa assim que o carro zero é retirado da concessionária.

O mercado leva em consideração a expectativa de vida útil do veículo e determina até quando ele vai funcionar perfeitamente. Isso é o que leva à depreciação, uma vez que são descontados os desgastes naturais de uso e, claro, a perda de espaço por conta de modelos mais modernos. 

Assim, é importante conhecer os fatores que influenciam na depreciação dos veículos, a fim de que se possa evitar uma desvalorização muito grande no momento de revendê-los. Os principais aspectos que devem ser considerados são: origem dos acessórios e opcionais do veículo, quilômetros rodados, revisões feitas em concessionária autorizada e estado de conservação.

Pensando em ajudá-lo, apresentamos neste post algumas informações para que você entenda melhor o motivo da depreciação. Aqui também vamos listar os veículos que mais perdem valor com o passar do tempo, assim como aqueles que menos sofrem desvalorização. Confira e boa leitura!

Como funciona a depreciação de veículos?

Primeiramente, é fundamental entender que os carros perdem valor muito rápido, e isso acontece por vários fatores, como alta quilometragem, atualizações mecânicas, lançamento de novas versões do modelo, entre outros.

A depreciação está diretamente relacionada a sua demanda, isto é, quanto menor a procura pelo carro, maior a perda de valor. É por isso que os modelos luxuosos e importados sofrem uma drástica redução de preço em um período curto de tempo.

Sendo assim, no ato da compra de um carro, seja ele novo ou seminovo, é imprescindível que se leve em conta a desvalorização do modelo, uma vez que esse cuidado vai permitir avaliar a dificuldade que o dono terá em revender o carro e o quanto ele perderá desde o momento da compra até a venda.

Vale destacar que após os dois primeiros anos há uma redução na desvalorização do automóvel. Diante disso, é possível fazer a compra de veículos seminovos em bom estado de conservação e com uma quilometragem baixa.

Quais são os carros que mais desvalorizam?

Os carros que mais desvalorizam no Brasil são, geralmente, os modelos importados ou aqueles considerados luxuosos. Já os carros populares de fabricação nacional sofrem menos desvalorização. Ainda assim, ela é bastante elevada, podendo chegar a 30% de perda do valor de compra em apenas dois anos. No caso dos importados, a depreciação pode chegar a valores superiores a 40% nos primeiros dois anos de uso.

Os carros que mais sofrem com a desvalorização são:

Índice

- Citroën C3 Picasso: 22,2%;
- Chery Tiggo: 21,9%;
- JAC J3 Turin: 21,1%;
- Hyundai Elantra: 20,3%;
- Citroën C4 Lounge: 20,1%.

Quais são os carros que apresentam menos desvalorização?

Considerando os modelos populares — que são os mais procurados e os mais vendidos pelas montadoras —, os que menos desvalorizam são:

- Honda HR-V: 4,5%;
- Jeep Renegade: 6,4%;
- Chevrolet Onix: 8,3%;
- Land Rover Discovery Sport: 9,3%;
- Volkswagen up!: 9,4%.

É importante lembrar que modificar o design e a mecânica do veículo pode causar muitos problemas na hora de revendê-lo. Veja, a seguir, alguns exemplos do que você não deve fazer se quiser passar o seu carro para frente logo.

Alterar o design

Saias laterais, capôs diferentes e para-choques personalizados não vão fazer o seu veículo correr mais, mas farão com que ele perca valor na revenda. O motivo é bem simples: gosto estético é sempre muito subjetivo.

Escolher pinturas fora do padrão

Em um país dominado por carros prateados e pretos, qualquer cor que esteja fora do padrão já fará com que o carro perca valor. A cor branca ganhou um espaço maior, mas veículos em tons diferentes, como vermelho e azul, ainda valem menos. Imagine, então, pinturas incomuns, como verde-limão ou laranja.

Rebaixar o veículo

Fazer rebaixamento é um grande risco. Os modelos esportivos são baixos porque são desenvolvidos assim — por motivos aerodinâmicos. No entanto, veículos normais devem passar por obstáculos como valetas e lombadas e, por isso, recebem um conjunto de suspensão para essas situações.

Então, mexer nessa estrutura pode alterar o comportamento do carro, o que é extremamente perigoso caso não seja feito um estudo que justifique a alteração.

Como é possível reduzir a depreciação?

É preciso ressaltar que parte da desvalorização se deve, principalmente, aos cuidados que o proprietário tem com o veículo. Então, para evitar que isso aconteça, é fundamental entender os aspectos que são considerados no momento de determinar o valor do automóvel.

A seguir, confira algumas dicas para que você não perca dinheiro!

Popularidade e procura pelo veículo

Quanto mais procura houver pelo carro, menor será sua desvalorização, e vice-versa. Geralmente, os automóveis populares tendem a manter um preço mais próximo do original, comparado aos luxuosos e esportivos. Isso porque contam com taxas de depreciação menores, afinal, estão entre os mais procurados.

Quilometragem

Se a quilometragem do veículo é alta, isso quer dizer que suas peças já devem estar bem desgastadas, o que desvaloriza o automóvel. Por isso, quando possível, é importante evitar passeios desnecessários. Aos poucos, a quilometragem pode subir muito e, com ela, a depreciação do carro.

Vale ressaltar que a procura por um veículo com baixa quilometragem é muito maior.

Estado de conservação

É fundamental cuidar bem do carro — não só por vaidade, mas também pela revenda. Se o veículo apresentar farol queimado, batidinhas na lataria ou bancos sujos, por exemplo, com certeza seu valor cairá. Portanto, preste muita atenção nesses detalhes e tente manter o veículo o mais intacto possível.

Manutenção em dia feita no lugar certo

Todas as marcas de automóveis oferecem garantia — seja de dois ou cinco anos. Mas, para isso, é preciso fazer manutenções regularmente com a concessionária. Caso você perca a data estipulada, existe a possibilidade de perder a garantia. Consequentemente, o seu veículo será desvalorizado. Então, sempre fique atento às regras e não deixe passar o momento das revisões.

Originalidade

Esse é um ponto bem delicado. Mudar detalhes originais, como escapamento, roda ou som, diminui o valor do carro em uma revenda. Pode ser que o comprador não aceite o veículo com peças modificadas. Por isso, é importante manter sempre a originalidade e comprar peças em lugares confiáveis.

Blindagem

De fato, a blindagem oferece muito mais segurança. Com tanta criminalidade no país, optar por automóveis seguros é uma ótima solução. No entanto, quando o veículo é blindado, o desgaste é muito maior. Isso acontece por conta do peso, já que os amortecedores são mais rígidos. Assim, o consumo de gasolina aumenta, o que acaba depreciando o carro.

Agora que você já conhece os fatores que contribuem para a depreciação de veículos, preste atenção nos detalhes que mencionamos aqui quando for vender o seu automóvel. E para não ter problemas financeiros nesse momento, veja 6 dicas para trocar de carro sem prejudicar o orçamento doméstico

As informações que constam nesse artigo podem sofrer atualizações sem aviso prévio.