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7 tendências do mercado imobiliário para os próximos anos

Pensando em investir em um imóvel? Conheça aqui as principais tendências do mercado imobiliário nos próximos anos!

Depois da crise econômica vivida pelo Brasil nos últimos anos, o ramo da construção civil já mostra alguns sinais de recuperação. No entanto, os anos de dificuldade trouxeram inovações e mudanças importantes, que estão sendo incorporadas a novos projetos. Se você deseja investir em imóveis, que tal entender melhor quais são as principais tendências do mercado imobiliário para os próximos anos? É isso o que vamos ver a partir de agora.

A tecnologia e a busca por mais qualidade de vida são pontos-chave entre essas tendências. Ao mesmo tempo em que há uma busca do consumidor pelo metro quadrado mais barato, também há um desejo de compartilhar os espaços, conviver com a família e morar mais perto do trabalho.

Quanto às empresas que buscam imóveis, o coworking é uma tendência muito forte, principalmente nas grandes cidades. As principais motivações são os custos mais baixos, os espaços otimizados e o networking, um dos principais anseios de empreendedores, especialmente nos estágios iniciais de seus negócios.

Mas antes de vermos mais detalhes sobre cada uma dessas tendências, vamos entender um pouco mais sobre o momento atual da economia e como ele influencia o mercado imobiliário. Confira!

Como a situação atual da economia influencia o mercado imobiliário?

Entre 2015 e o início de 2018, a crise econômica no Brasil atingiu em cheio o segmento imobiliário. A taxa básica de juros (a Selic) chegou à casa dos 14% em 2015 e permaneceu nesse patamar por mais de um ano.

Dessa maneira, a oferta de crédito foi prejudicada. Mesmo quem tinha acesso a um financiamento imobiliário tinha que pagar juros muito altos, o que frequentemente resultava em inadimplência. Além disso, algumas questões políticas também afetaram profundamente o mercado da construção civil.

Esse quadro levou à demissão de milhares de trabalhadores e o desemprego bateu recordes de alta nesse período (2015-2018), atingindo mais de 12 milhões de pessoas.

No primeiro semestre de 2018, a situação econômica do país ainda era complicada, mas alguns sinais de melhora começaram a surgir.

A Selic, que começou a ser reduzida ainda em 2017, chegou à mínima histórica de 6,5% ao ano em março de 2018. Até hoje, ela vem sendo mantida nesse patamar pelo Banco Central. Isso influencia diretamente os juros dos financiamentos, o principal meio de adquirir um imóvel no Brasil.

Dessa forma, o financiamento de imóveis no Brasil voltou a crescer em fevereiro de 2019, segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Entre janeiro e março deste ano, o crédito concedido para compra e construção de imóveis cresceu 39,4% em relação ao mesmo período de 2018.

Antecipando esse movimento, as construtoras aumentaram o número de lançamentos em 119,7% ainda no segundo semestre de 2018, segundo a Câmara Brasileira da Indústria de Construção (CBIC).

Por outro lado, o desemprego continua alto, e hoje atinge mais 13 milhões de pessoas no Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Quais são as principais tendências do mercado imobiliário para os próximos anos?

A partir da situação da economia, é possível concluir que o mercado imobiliário já apresenta sinais positivos, mas ainda há espaço para melhora, algo que pode acontecer no segundo semestre de 2019. Pensando nisso, vamos ver as principais tendências para os próximos anos.

1. Mais espaços de convivência e ambientes compartilhados

Considerando a forte demanda por viver em regiões centrais, construtoras estão apostando em espaços comuns e compartilhados nos condomínios residenciais. Na prática, eles permitem que mais pessoas dividam o mesmo local.

Também há um aumento na oferta de serviços compartilhados e seguindo o modelo pague para usar, como lavanderia, espaço para festas, academia, bicicletário e até aluguel de veículos.

Quanto às empresas e empreendedores que buscam imóveis, o coworking é uma das maiores tendências.

Dividir espaços reduz os custos de aluguel e manutenção, além de otimizar o uso de recursos. Um grupo de pequenas empresas pode, por exemplo, compartilhar o mesmo serviço de limpeza e pagar menos nas contas de água, energia elétrica e internet.

2. Maior preocupação com sustentabilidade e uso inteligente dos recursos

As construtoras também estão prestando atenção ao melhor uso dos recursos. Alguns exemplos dessa preocupação são os projetos residenciais sustentáveis, que buscam aproveitar melhor a luz natural, reduzir a dependência do ar-condicionado e reutilizar a água da chuva.

Aliada à tendência de compartilhamento de espaços e serviços, essa ideia melhora o perfil dos empreendimentos em regiões de alta demanda, acomoda um número maior de pessoas e permite reduzir o impacto ecológico dessas construções.

3. Incentivos do governo ao financiamento imobiliário

A retomada da economia também envolve alguns estímulos do governo ao crédito. O programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), por exemplo, deve ser ampliado em 2019. Isso permitirá que mais famílias com renda baixa e média tenham a possibilidade de adquirir a casa própria.

4. Aumento das vendas online

Outra tendência que vem crescendo em diversos setores é a utilização da internet para prospectar clientes e fechar negócios. Muitos consultores de vendas já se comunicam com consumidores em potencial diretamente pelas redes sociais e, assim, conseguem atingir um número maior de pessoas.

Startups e plataformas de aluguel e compra de imóveis também têm se destacado como o primeiro contato do consumidor com um empreendimento. No entanto, ainda há diversos processos burocráticos que precisam ser resolvidos presencialmente, como concessão de crédito e assinatura de contratos, mas a tendência é que, nos próximos anos, essas etapas também possam ser feitas pela web.

5. Uso mais frequente de realidade virtual na visitação

Algumas imobiliárias e incorporadoras já estão utilizando Realidade Virtual (VR) e Realidade Aumentada (AR) na visitação dos imóveis. Isso poupa o tempo do cliente, que pode ver as características do imóvel de onde estiver, e também o dos corretores, que passam a tirar dúvidas online e, assim, conseguem atender um contingente maior de interessados.

6. Aumento dos preços de imóveis em locais com alta demanda

Há uma série de fatores que valorizam o preço de um imóvel. No entanto, a localização tem sido um dos principais, uma vez que há uma forte demanda por morar mais perto do trabalho ou de lugares com fácil acesso a transporte e serviços, como linhas de metrô e ônibus, por exemplo. Assim, imóveis residenciais próximos a essas regiões tendem a ficar mais caros.

Na outra ponta, empresas também tendem a se aproximar de áreas hoje mais baratas, mas que oferecem uma boa estrutura para seus negócios. As grandes cidades, por exemplo, já têm edifícios inteiros dedicados a escritórios compartilhados. Nos próximos anos, devido ao aumento da demanda por esses espaços, os preços também tendem a subir.

7. Compra de imóveis em conjunto

Na esteira do aumento dos preços dos imóveis, o consumidor tende a buscar novas maneiras de bancar a casa própria. Dessa forma, alternativas ao tradicional financiamento imobiliário devem ganhar mais força, como a compra de imóveis em conjunto.

Nessa modalidade, diversos consumidores se organizam para comprar várias unidades de uma única vez. Isso aumenta seu poder de negociação e traz benefício também para os proprietários, que podem vender suas unidades mais rapidamente e gastando menos energia com o processo burocrático.

Depois de ver as principais tendências do mercado imobiliário para os próximos anos, você pode estar pensando em como fazer uma aquisição sem ter o valor total necessário. Sabia que já falamos sobre isso em outro post aqui no blog? Confira o nosso conteúdo sobre como comprar um imóvel sem ter dinheiro guardado e tire suas dúvidas!

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