Planejamento Financeiro

Orçamento pessoal: 17 passos para organizar o seu!

Está sempre sem dinheiro? Então descubra como organizar seu orçamento pessoal em passos simples e conquiste seus sonhos!

Você tem sonhos ou objetivos que gostaria de realizar, mas parece que nunca sobra dinheiro para eles? Se sua resposta for sim, talvez o problema esteja na má administração do seu orçamento pessoal. A boa notícia é que isso pode ser facilmente resolvido colocando em prática algumas atitudes simples para organizar melhor suas finanças!

Conquistar o equilíbrio financeiro é a maneira mais fácil de fazer com que suas receitas sejam aproveitadas da melhor forma possível. Assim, você consegue pagar todas as contas e ainda constrói uma poupança que pode servir para alcançar objetivos maiores, como fazer uma viagem internacional, investir em cursos, comprar um carro e até mesmo conquistar a casa própria.

Neste post, falaremos sobre a importância de organizar o orçamento financeiro pessoal e daremos dicas valiosas para que você possa realizar seus sonhos. Acompanhe todos os detalhes!

Antes de mais nada, o que é um orçamento pessoal?

O orçamento pessoal nada mais é que a previsão dos recebimentos e gastos que você terá em determinado período. Ele deve incluir:

- o saldo que você tem em contas e investimentos;
- as receitas que deve receber, por meio de salário e outros ganhos;
- o total de compromissos assumidos que vencem no período do orçamento;
- os gastos que devem ser feitos, de acordo com as necessidades que você sabe que terá — como compra de alimentos e medicamentos, entre outros;
- o limite disponível para cada gasto, garantindo que você não fique no vermelho.

Qual a importância de montar um planejamento financeiro pessoal?

A organização do seu orçamento pessoal permite que você tenha melhor compreensão e domínio sobre suas receitas e despesas. Isso é importante para que tenha real noção da sua situação financeira e elabore planos e metas para o futuro. Ao conhecer seus hábitos de consumo, é possível planejar melhor seu dia a dia para otimizar suas receitas sem comprometer seu padrão de vida. A ideia é eliminar desperdícios e gastos supérfluos que, somados, acabam pesando no orçamento.

Para muita gente, a melhor maneira de sair do endividamento e ir para uma faixa mais tranquila — em que sobre dinheiro ao invés de faltar — é utilizando o controle de orçamento pessoal. Com ele, é possível economizar todo mês e guardar dinheiro para criar um fundo emergencial. Além disso, você consegue poupar para realizar seus sonhos e objetivos de vida, seja pensando em longo prazo, na compra de um imóvel, por exemplo, ou em um futuro mais próximo, como para completar seus estudos ou arcar com a festa de casamento.

Como preparar um orçamento pessoal eficiente?

Muitos dos problemas financeiros pelos quais as pessoas passam acontecem por pura falta de organização do orçamento pessoal. É isso mesmo: muita gente deixa de realizar seus sonhos e melhorar de vida não por conta da falta de dinheiro, mas pela falta de controle sobre seus gastos.

Mas não é difícil começar a organizar suas finanças! Com algumas pequenas atitudes, você consegue cortar gastos desnecessários e evitar desperdícios, fazendo com que sua renda seja aproveitada da melhor forma para que sobre dinheiro para seus objetivos de vida. Quer saber como isso é possível? Confira abaixo os 17 passos para organizar seu orçamento pessoal e comece já a planejar seu futuro!

1. Crie um controle de orçamento

O primeiro passo para se organizar financeiramente é criar um controle, discriminando ali todas as suas despesas e receitas. Registre os números exatos de cada entrada e saída de dinheiro, ok? Quanto mais detalhistas e exatas forem suas anotações, mais fácil será entender a dinâmica de suas finanças.

2. Faça uso de uma planilha ou de um aplicativo

Na prática, muitas pessoas desistem logo no início dessa jornada por não terem foco suficiente para anotar todas as suas despesas — principalmente aqueles pequenos gastos do dia a dia que parecem tão inofensivos à primeira vista, como o cafezinho depois do almoço ou aquele bombom de sobremesa. Mas não tem jeito: para funcionar, tem que anotar tudo mesmo!

A tecnologia tem ajudado bastante quem pretende organizar melhor suas finanças. Atualmente, podemos contar com uma infinidade de aplicativos e planilhas criados para facilitar a vida das pessoas e melhorar a relação com seu próprio dinheiro. Fazendo uso dessas ferramentas você pode facilmente:

- criar categorias;
- automatizar cálculos;
- fazer resumos;
- criar gráficos.

Utilizando esses recursos, você consegue visualizar claramente para onde seu dinheiro está indo e quais gastos podem ser considerados supérfluos ou não.

Um aplicativo para celular pode facilitar ainda mais sua vida. Afinal de contas, além de oferecer tudo o que as planilhas e plataformas para desktop já oferecem, seu companheiro de planejamento ainda pode ser levado a todos os lugares com você! Dessa forma, você não precisa esperar chegar em casa para tomar nota de cada despesa.

Na internet, você consegue encontrar ótimos modelos de planilhas de controle financeiro e também bons aplicativos para celular que ajudam a organizar suas finanças. Faça uma pesquisa e analise qual deles se adaptará melhor ao seu dia a dia!

3. Classifique cada tipo de gasto

Após identificar cada item de suas despesas, o ideal é classificá-las de acordo com sua importância. Separe primeiramente as essenciais, como:

- gastos com moradia (aluguel ou prestação do imóvel, condomínio);
- impostos;
- contas de consumo (água, luz, gás);
- educação;
- saúde (planos, gastos com remédios);
- supermercado;
- transporte.

Passe depois a enumerar aqueles gastos que até são importantes, mas que podem ser cortados em uma emergência, como vestuário, internet, telefone e TV a cabo. Por último, anote os supérfluos, como gastos em bares e restaurantes, cinema, academia, salão de beleza, entre outros.

4. Identifique as categorias mais onerosas

Como já deu para entender, o controle orçamentário é fruto de um estudo sobre seus hábitos de consumo. Quando gastamos descontroladamente, não conseguimos identificar para onde nosso dinheiro está indo, tampouco sabemos dizer qual é o comportamento que nos impede de manter uma vida financeira saudável. Por isso é tão importante avaliar cada gasto de acordo com a relevância para seu padrão de vida.

Pensando nisso, analise se todas as despesas são mesmo necessárias. A partir desse diagnóstico, elimine aquelas que não vão fazer falta e podem dar lugar a uma boa economia. São exemplos: gastos com TV a cabo, idas ao salão de beleza, academia e clube. Entenda: o que não for estritamente necessário precisa ser cortado.

5. Trace metas de economia para os focos de perda

Identificados os gastos supérfluos e serviços que podem ser cortados, calcule o custo mensal deles no seu orçamento e trace metas para eliminá-los da sua rotina. Ao dar esse passo, a maioria das pessoas percebe que o que as impede de realizar seus objetivos não está exatamente ligado a quanto ganham, mas sim a quanto gastam com itens desnecessários simplesmente porque não estão suficientemente atentas a seus hábitos.

Defina metas exatas para o dinheiro que você consegue economizar eliminando o supérfluo da sua rotina. Dessa forma, você não corre o risco de apenas substituir uma despesa por outra.

6. Avalie as contas fixas mensais

Avalie se os planos de internet e televisão que assina são realmente necessários. Será que eles podem ser substituídos por pacotes mais baratos? Confira também se o plano de celular está adequado ao seu perfil de consumo. Se as despesas com dados avulsos para uso da internet são frequentes, por exemplo, vale a pena pagar por um serviço mais completo, pois sairá mais barato no fim das contas.

Além disso, é importante tentar reduzir os gastos com energia elétrica. Para tanto, diminua o tempo no chuveiro, passe somente as roupas necessárias (e de uma só vez) e troque as lâmpadas da casa por modelos mais econômicos, de LED.

7. Escolha planos mais econômicos de internet, TV e telefone

Quem disse que você precisa daquele pacote caro de TV a cabo? Quem passa a maior parte do tempo fora de casa acaba aproveitando pouco a televisão. Nesse cenário, esse pode sim ser um gasto supérfluo. Além disso, como hoje em dia é possível encontrar várias ofertas de serviços de streaming para filmes e outras transmissões, essa pode ser uma ótima opção para substituir pacotes caros sem prejudicar seus momentos de relaxamento e lazer.

O telefone fixo que é pouco utilizado também merece uma revisão. A maior parte das operadoras oferece combos de serviços que, se contratados juntos, oferecem um preço melhor que os itens individuais. O telefone fixo normalmente entra nesse pacote. Que tal então tentar concentrar todo seu consumo de TV a cabo, internet e celular em uma só empresa, barganhando por bons descontos?

8. Evite fazer refeições na rua

Segundo pesquisas recentes, o brasileiro gasta cerca de 25% da sua renda em refeições fora de casa. E a tendência é que esse gasto aumente, chegando a incríveis 40% mensais! Além de sair mais caro comer fora que preparar a própria comida, gastos adicionais como bebidas e sobremesas também pesam no bolso, podendo fazer um estrago significativo no orçamento pessoal.

Nada de ter vergonha de levar marmitas para seu trabalho! Até porque elas também estão na moda, viu? Carregue sempre pequenos lanches e garrafinhas de água na bolsa em vez de ter que parar em bares e padarias quando a fome apertar fora de casa.

Além de economizar, assim você também garante um estilo de vida mais saudável. Afinal, preparar seus próprios alimentos, eliminando sódio e conservantes em excesso, por exemplo, é excelente para garantir cuidados adequados para a saúde.

9. Priorize o pagamento das dívidas mais caras

Se você tem dívidas com o cartão de crédito ou o cheque especial, o melhor a fazer é quitá-las o quanto antes, mesmo que para isso seja preciso contratar um empréstimo pessoal no banco. Essa troca geralmente compensa bastante, pois os juros de um empréstimo costumam ser bem mais baratos em relação aos cobrados pelo cartão de crédito, especialmente se for consignado.

10. Use o cartão de crédito de forma inteligente

Dependendo da forma como é usado, o cartão de crédito pode ser um vilão ou um aliado. Sempre à mão, ele tem o potencial de boicotar suas economias. Com ele no bolso, fica fácil ceder às tentações de consumo, acumulando uma dívida extra que pesa nas finanças e estraga todo seu planejamento. Por outro lado, se você usa o limite apenas para compras necessárias, livra-se da tentação e ainda acumula pontos que podem ser usados em programas de fidelidade e viagens.

E atenção: no seu orçamento pessoal, você deve tomar nota das contas acumuladas no cartão em vez de colocar a fatura toda como um compromisso. Caso contrário, vai perder o histórico das categorias de gastos.

11. Não deixe o cheque especial descoberto

O cheque especial vira facilmente uma bola de neve quando você o utiliza achando que se trata de um dinheiro extra disponível na conta. Essa ideia é muito errada! É preciso ter sempre em mente que esse crédito deve ser usado somente para emergências e por períodos bem curtos.

Se um débito vai ser descontado hoje e seu salário só entra na conta amanhã, por exemplo, o cheque especial pode cobrir o compromisso, evitando que você pague multas e juros. Em seguida, reponha! Assim, os juros e o IOF não pesam no bolso. E lembre-se de considerar o pagamento dessa dívida como prioridade absoluta no seu planejamento financeiro pessoal.

12. Reduza gastos com tarifas bancárias e seguros

Reveja produtos contratados, como seguros e cartões de crédito, além de tarifas bancárias, negociando com as instituições ou buscando na concorrência preços mais baratos sem que haja perda de benefícios. Com uma simples ligação, você já consegue negociar a anuidade do cartão de crédito, por exemplo. Já as tarifas de contas correntes variam bastante de banco para banco.

No caso dos seguros, é válido conferir no contrato os serviços e coberturas adicionais incluídos para avaliar suas reais necessidades. Se precisar trocar de empresa, não tem problema, porque a classe de bônus é pessoal e vai com você, não importando a seguradora escolhida.

13. Comece a investir o dinheiro economizado

O dinheiro economizado deve ser poupado de forma segura e constante para não deixar espaço para novos gastos desnecessários. Investir é uma escolha inteligente aqui. Se você já tem um objetivo em mente (como comprar um carro, uma casa própria ou fazer uma viagem), contratar um consórcio faz bastante sentido. Assim você converte suas economias em um resultado direto e palpável, o que é muito mais motivador.

14. Organize-se para sair do aluguel e ter sua casa própria

Se você ainda não sabe o que fazer com esse saldo positivo, pare para avaliar suas opções. O dinheiro que você usa para pagar aluguel, por exemplo, pode ser direcionado de forma inteligente para quitar a parcela de um consórcio e adquirir seu primeiro imóvel. Assim, você transforma um gasto em um investimento, pagando por algo que será seu.

15. Faça planos para curto, médio e longo prazos

O que muitas vezes faz com que as pessoas não se preocupem com seu orçamento pessoal e deixem de fazer uma poupança é o fato de não terem objetivos bem definidos. Muitos brasileiros pensam apenas sobre como vão pagar suas contas fixas no início do mês, de forma que qualquer pouquinho o que sobra já é lucro. Mas o ideal mesmo é estabelecer planos de curto, médio e longo prazos.

Quais são seus sonhos para o futuro? Uma viagem para o nordeste ou para o exterior nas férias? A compra de um carro ou de uma casa daqui a alguns anos? Ao começar a conquistar essas metas com a organização do seu orçamento sem precisar fazer grandes esforços ou viver privado de pequenos prazeres, você se sentirá motivado a ter cada vez mais controle sobre seus gastos, estabelecendo uma relação saudável com o dinheiro.

16. Crie o hábito de pedir desconto

Você sabia que muitas empresas já embutem um valor para desconto no preço anunciado ao consumidor? Isso é feito como tática para agradar o cliente e nem por isso perder dinheiro vendendo seus produtos e serviços abaixo do valor pretendido. Lembre-se sempre disso para perder a vergonha de pedir desconto!

Negocie condições de pagamento e, sempre que possível, dê prioridade a compras em dinheiro para que o comerciante não precise pagar a taxa da máquina de cartão. Vá percebendo o quanto você conseguirá economizar com essa mudança simples de atitude.

17. Analise suas compras

Para fazer compras antigamente era necessário sair de casa e ir até o shopping ou aos famosos calçadões presentes em todas as cidades brasileiras. Hoje, porém, as ofertas invadem nossa casa de uma maneira muito mais agressiva que uma simples propaganda na televisão. Estamos sempre a pouquíssimos cliques de um universo de possibilidades. Praticamente tudo pode ser consumido por meio da internet.

A constante exposição a itens de consumo faz com que desejemos coisas que muitas vezes não precisamos. Desse desejo vêm as compras por impulso, que podem minar completamente o orçamento de uma pessoa menos controlada. Para não correr muitos riscos, seja responsável pelo conteúdo que consome online. Evite seguir perfis que fazem muitos posts patrocinados, por exemplo, sempre induzindo os usuários a comprar.

Viu só como organizar o orçamento pessoal é uma maneira simples e fácil de economizar e fazer com que sua renda seja otimizada, economizando dinheiro para realizar seus objetivos? Quer aprender mais sobre como fazer um bom planejamento financeiro pessoal? Então baixe nosso guia para ter sucesso!

Guia do planejamento financeiro para ter sucesso

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