Planejamento Financeiro

Passo a passo para declarar seu Imposto de Renda 2019

Dúvidas sobre como declarar seu imposto de renda 2019? Veja este simples passo a passo para você não errar!

A época da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) sempre preocupa muito os brasileiros. São várias as dúvidas que podem surgir. Por exemplo: sou obrigado a declarar? Quais documentos são necessários? Como fazer a declaração?

Como é um assunto complexo e a Receita Federal atualiza as regras todos os anos, preparamos este conteúdo especial para responder as perguntas mais comuns sobre o Imposto de Renda 2019 e também mostrar um prático passo a passo para você não se perder. Continue lendo e confira!

O que é o Imposto de Renda Pessoa Física?

Nada mais é do que uma obrigação que um certo grupo de pessoas deve cumprir todos os anos, no período entre março e abril. Neste ano (2019), o prazo para enviar a declaração começou no dia 7 de março e vai até 30 de abril.

O objetivo é declarar os rendimentos do período e, caso a alíquota de isenção seja ultrapassada, é pago um imposto que pode variar entre 7,5% e 27,5% sobre os rendimentos. Por esse motivo, é chamada de Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda Pessoa Física, porque é feito um cálculo de ajuste pela Receita Federal, por meio do qual o contribuinte “paga o que deve” ao governo ou tem restituído o que lhe é de direito.

Quem precisa declarar?

Talvez seja a pergunta mais comum que surge nesta época. Existem algumas condições que fazem com que a declaração seja obrigatória para um certo grupo de pessoas. As situações mais comuns de quem precisa declarar o Imposto de Renda 2019 são:

- pessoas que tiveram rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 durante o último ano;
- quem recebeu, durante o ano de 2018, mais do que R$ 40 mil em rendimentos não tributáveis ou tributados na fonte — valores originados de aplicações financeiras, por exemplo;
- contribuintes que têm propriedades (imóveis, terrenos) que, somadas, ultrapassem o valor de R$ 300 mil. Isso considerando a situação de 31 de dezembro de 2018;
- pessoas que fizeram qualquer tipo de investimento, de qualquer valor que seja, em bolsas de valores, mercado de capitais, compra de ações ou operações semelhantes;
- trabalhadores que tiveram um rendimento bruto proveniente de atividades rurais superior ao valor de R$142.798,50 em 2018.

Esses são os critérios e situações mais comuns que indicam a obrigatoriedade da declaração de Imposto de Renda Pessoa Física para 2019.

Vale lembrar que, mesmo que você não esteja obrigado por lei, a indicação dos especialistas é que se faça a declaração para que comece a ser criado um histórico do que está sendo ganho e do patrimônio construído.

O que muda para o Imposto de Renda 2019?

Todos os anos, a Receita Federal promove uma série de mudanças nas regras que regem a declaração do Imposto de Renda. Para 2019, algumas das principais novidades são:

- passa a ser obrigatório informar o nº do CPF de dependentes, seja qual for a idade;
- até 2018, a ficha de "Doações Diretamente na Declaração - ECA" aparecia no Resumo da Declaração. A partir deste ano, encontra-se no bloco de "Fichas da Declaração", em um local de maior destaque;
- em 2019, a alíquota efetiva deverá aparecer ao lado dos valores de impostos a pagar ou da restituição a receber.

Passo a passo para declarar seu Imposto de Renda 2019

Agora que você já conhece as principais informações atualizadas deste ano, vamos a um rápido e prático passo a passo para você fazer a sua declaração sem maiores problemas. Acompanhe!

1. Baixe o programa

Para realizar o preenchimento da sua declaração, antes de mais nada você vai precisar baixar e instalar o programa IRPF 2019. Até 2016, era necessário baixar dois programas, sendo um para fazer a declaração e outro para enviar. A partir de 2017, a Receita Federal unificou o software, que faz as duas ações.

2. Separe os documentos

Uma das coisas que podem travar o processo na hora de fazer a declaração é não ter todos os documentos em mãos. Portanto, antes de iniciar o preenchimento, vale muito a pena reservar um tempo apenas para ir atrás de todos os documentos e comprovantes necessários. Veja o que você vai precisar:

- documentos de identificação pessoal (Endereço, CPF, Título de Eleitor);
- número do recibo da última declaração (se não for a primeira);
- CPF de cônjuges e/ou dependentes;
- documentos que comprovem bens e direitos (Ex.: IPTU, Renavam, entre outros);
- comprovante de rendimentos das fontes pagadoras;
- CPF ou CNPJ de fontes pagadoras;
- informes de rendimentos bancários e situação de conta-corrente;
- notas fiscais ou documentos comprovantes de movimentações;
- comprovantes de gastos dedutíveis, como plano de saúde, faculdade, entre outros;
- CNPJ e dados oficiais de instituições dos pagamentos de gastos dedutíveis.

3. Preencha as informações

Com todos os documentos necessários em mãos, é hora de iniciar o preenchimento. A primeira coisa é optar entre uma nova declaração ou importar dados do ano anterior. Se você tiver o arquivo do último ano na mesma máquina, é possível importar e apenas conferir e atualizar, se necessário, os dados pessoais.

Certifique-se de que a página inicial de identificação esteja completa e com os dados atualizados. Então, parta para o preenchimento das informações. Tenha atenção com todas as abas. As mais comuns são: Dependentes, Bens e Direitos, Rendimentos Tributáveis Recebidos de PJ e Pagamentos Efetuados.

4. Escolha o modelo

No início do preenchimento, você pode optar por fazer a declaração no modelo simplificado ou completo. Essa decisão poderá influenciar no valor do imposto a restituir ou a ser pago no cálculo final do IRPF.

Basicamente, a principal variável que vai impactar na escolha do modelo mais indicado é a quantidade e o valor das despesas dedutíveis. O simplificado é mais indicado para quem tem poucas despesas dedutíveis. Agora, se a soma desses valores ultrapassar R$ 16.754,34, aí a melhor alternativa é a declaração completa.

Ao final do preenchimento, é possível verificar na aba “Imposto Pago/Retido”, um comparativo entre as opções “Por Deduções Legais” ou “Por Desconto Simplificado”. Neste momento, você poderá escolher a alternativa que fique mais vantajosa para você.

5. Envie a declaração

Tudo pronto? Então, é hora de enviar a sua declaração para a Receita. Para isso, primeiramente é preciso gravar o arquivo. No menu principal superior do programa, clique em “Declaração” e depois escolha “Gravar Declaração para Entrega à RFB”. Na sequência, selecione a declaração desejada e clique em “OK”.

Em seguida, haverá uma tela perguntando se deseja enviar naquele momento. Basta clicar em “Sim”. A transmissão iniciará assim que você selecionar novamente qual arquivo deseja enviar no passo seguinte. E pronto! Sua declaração de Imposto de Renda 2019 está transmitida à Receita Federal. Não se esqueça de imprimir o recibo e guardar o número. É com ele que você poderá, por exemplo, corrigir algum erro na sua declaração.

6. Corrija possíveis erros

Se você identificou algum erro na sua declaração já enviada, tem a oportunidade de corrigir as informações antes de cair numa possível malha fina do governo. Existe um prazo de cinco dias para retificar após a entrega, mas o quanto antes a correção for feita, melhor será.

Na página de identificação do contribuinte, você deverá fazer a opção por “Declaração Retificadora”. Neste momento, é necessário ter em mãos o número do recibo da declaração enviada. Depois disso, basta corrigir as informações e enviar novamente.

Viu? Não é tão complicado. Seguindo esses passos, você fará sua declaração de Imposto de Renda 2019 sem maiores problemas e ficará em dia com o governo, evitando multas e diversos contratempos.

Quer continuar se informando? Aproveite e baixe este guia de “Como Declarar Seu Consórcio no IRPF”!

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