Planejamento Financeiro

Precisa guardar dinheiro e não consegue? 8 dicas para ajudar você!

Quer saber como deixar as contas em dia e ainda conseguir guardar dinheiro? Confira nosso post!

No geral, o brasileiro não tem um perfil poupador. Soma-se a isso a longa crise econômica pela qual o país passou nos últimos anos e chegamos aos 63,4 milhões de inadimplentes que a pesquisa da Serasa Experian apurou em agosto deste ano (2019).

Você também tem problemas para guardar dinheiro? Pois temos uma boa notícia: tem solução. Existem diversas formas de conquistar essa disciplina e mudar a sua realidade financeira. Acredite, deitar a cabeça no travesseiro à noite sem dívidas e com uma boa reserva vai tornar o seu sono muito mais tranquilo.

Neste artigo listamos 8 dicas infalíveis para conseguir guardar dinheiro e mudar o jogo a seu favor. Acompanhe!

1. Pague as contas em dia

Pode parecer supersimples — e de fato é —, mas essa é uma dica importante e não muito seguida. Ao pagar as contas em dia, você se livra de multas e juros e também evita que as despesas acumulem para o mês seguinte e fiquem cada vez mais difíceis de serem quitadas.

Portanto, liste todos os seus gastos fixos, as contas que têm que ser pagas em dia, e já separe o dinheiro para elas. Entre as mais importantes estão:

- aluguel ou parcela da aquisição do imóvel;
- taxas condominiais;
- contas de luz, água e gás;
- mensalidade escolar dos filhos;
- internet;
- conta de telefone.

2. Reveja os seus gastos

Sempre que queremos melhorar alguma coisa, devemos partir de um diagnóstico da situação atual. Por isso, liste todas as suas despesas, mas todas mesmo. Gaste um tempo com isso, porque certamente vão surgir coisas das quais você nem se dava conta.

Quer ver alguns exemplos? Pequenos gastos (como o cafezinho e a sobremesa depois do almoço), tarifas bancárias que você nem lembrava que existiam, gastos com transporte (como táxi e aplicativos) e vários outros.

Com essa lista em mãos, repense os seus gastos. Você precisa mesmo de TV por assinatura? Por exemplo, se o pacote custar R$250 por mês, são R$3.000 por ano. Em dez anos, são R$30.000, sem contar os rendimentos que você teria se colocasse esse dinheiro em uma aplicação financeira.

Se aplicar em um investimento que renda 0,3% ao mês, você chega ao fim desses dez anos com R$36.154, segundo a calculadora do cidadão do Banco Central. Dá para fazer bastante coisa com esse dinheiro, não?

3. Pense duas vezes antes de comer fora

Muitas famílias têm o hábito de comer fora todos os fins de semana, mas a verdade é que um almoço simples para quatro pessoas, por exemplo, pode custar cerca de R$250. Se fizer isso toda semana, são R$1.000 a menos na conta bancária.

Vamos fazer o mesmo exercício do item anterior: R$1.000 por mês são R$12 mil por ano e R$120 mil em dez anos. Com juros de 0,3% ao mês, esse número sobe para R$144.618. Assustador, não é? Dá para dar entrada em um bom imóvel.

Além disso, repense as suas refeições durante a semana. Em vez de gastar R$30 todos os dias no almoço, considere levar a sua marmita. É mais saudável, você se alimenta melhor e gasta muito menos.

Por fim, vale dizer que comer fora muitas vezes também é uma forma de lazer e socialização, então não é o caso de nunca mais fazer isso, apenas de reduzir e racionalizar.

4. Separe o seu dinheiro por semana

Quem é assalariado costuma receber uma vez por mês, mas é difícil controlar o dinheiro em um período tão longo. Para evitar esse problema, separe as suas contas por semana e faça esse planejamento com antecedência.

Vamos imaginar que você tenha uma renda líquida de R$3 mil por mês. Na semana seguinte, vai precisar pagar a escola do seu filho, no valor de R$500, uma conta de luz de R$130 e a internet, que custa R$70.

Além disso, tem o dinheiro para o dia a dia: mercado, transporte etc. Estipule um valor diário, como R$30, ou seja, R$210 na semana. Coloque uma "gordurinha" de, por exemplo, R$50 para imprevistos, como um remédio ou um presente para algum aniversariante.

Temos R$260 para a semana mais R$700 de contas, o que dá R$960. Deixe esse valor na sua conta bancária, pague o que tiver que pagar e programe-se para viver com os R$260 até a semana seguinte. Isso evita compras por impulso com aquele pensamento de que "cabe no orçamento".

5. Tenha cuidado com o crédito

Vamos ser bem claros: o crédito é um dinheiro que você não tem. Muita gente tem o (mau) hábito de incorporar o limite do cheque especial e do cartão de crédito ao seu orçamento. No caso do cheque especial, você vai pagar caro por ele toda vez que usar.

Já o cartão de crédito é um pouco diferente: ele pode ser muito útil se você for disciplinado, ou um grande vilão da sua saúde financeira. Como a maioria das pessoas que não têm dinheiro guardado também não têm disciplina, o melhor é deixar o cartão de lado, antes que você se enrole com ele e acabe pagando juros e mais juros.

Isso não significa que você não pode ter nenhum cartão, já que ele é necessário em diversas situações, mas deixe-o em casa, longe das tentações. Outra dica: não salve o número do cartão nas lojas onlines. Isso vai dar um tempo para você pensar antes de fazer uma compra por impulso.

6. Repense o seu carro

Ter um carro é quase tão caro quanto bancar um filho. Tem IPVA, seguro, combustível, manutenção, depreciação do bem, gastos com estacionamento e, dependendo do caso, a prestação do parcelamento.

Dependendo da sua situação, vale muito a pena viver sem carro, mesmo que você use os aplicativos de transporte quando necessário. Ainda assim, sabemos que, para muitas pessoas, o automóvel é uma necessidade. Se for esse o seu caso, opte por um carro econômico.

7. Use um aplicativo de finanças

A tecnologia também pode ajudar a controlar o orçamento doméstico. Para isso, existem diversos aplicativos de finanças excelentes, como o MoneyLover ou o Monefy. Eles mostram relatórios com um visual atraente e fácil de entender, emitem notificações quando você atinge o limite de gastos e você pode consultar e gerenciar tudo pelo seu smartphone, de onde estiver.

8. Invista para conseguir guardar dinheiro

Nossa última dica é infalível: invista como se estivesse pagando uma conta. Você recebe o seu pagamento e começa a quitar os seus débitos: aluguel, condomínio, conta de luz e investimento. Isso mesmo: defina um valor a ser aplicado por mês e trate-o com a mesma prioridade que você trata as suas contas.

Sabe aqueles R$250 da TV por assinatura? Que tal deixar esse luxo de lado e aplicar esse valor? Uma boa forma de conseguir se disciplinar para fazer isso é entrando em um consórcio. Assim existe, de fato, a obrigação de pagar aquele valor todo mês, mas ele vai se reverter para você mesmo, na forma de uma carta de crédito quando você for contemplado.

Agora você já sabe o que fazer para começar a guardar dinheiro e garantir um futuro mais tranquilo para você e para a sua família.

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Racon Blog

Por Racon Blog

Data Publicado em 20 de Novembro de 2019

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