Sustentabilidade

Coleta seletiva: sabia que é possível implementar essa prática em casa?

Implementar a coleta seletiva em casa pode ser mais fácil do que você pensa. Confira nossas dicas e comece agora mesmo!

A sustentabilidade tem se tornado uma pauta cada vez mais comum na sociedade. Hoje, não é difícil encontrar exemplos de ações voltadas à conscientização sobre questões ambientais e de responsabilidade social, em razão dos impactos que o consumo desenfreado e os hábitos da vida moderna vêm causando ao meio ambiente com o passar dos anos.

Em um cenário de grande debate e preocupação ecológica, a busca por alternativas capazes de minimizar os danos causados pelo consumo excessivo de produtos e o descarte inadequado de resíduos é constante.

É nesse ponto que soluções, como a coleta seletiva de lixo, ganham força, despontando como uma alternativa viável e de fácil aplicação na realidade das pessoas. No entanto, apesar das suas vantagens e forte apelo sustentável, essa é uma prática pouco aplicada nas cidades, sobretudo em âmbito residencial.

Por isso, pensando ajudar a reverter esse cenário e contribuir com a disseminação da cultura da coleta seletiva de lixo, preparamos este artigo mostrando que, a partir de medidas simples, é possível, sim, implementar essa prática dentro de casa. Então, quer saber como dar a sua contribuição para criar uma sociedade mais sustentável? Continue a leitura e aprenda mais sobre o assunto!

O que é a coleta seletiva e qual é a sua relevância?

De maneira simples, a coleta seletiva é uma prática voltada à separação de resíduos de acordo com a possibilidade de serem ou não reciclados. A ideia, então, é separar os materiais que podem ser reciclados do restante do lixo, dando uma destinação diferente a eles.

Essa é uma prática de extrema relevância na atualidade. Isso porque, à medida que a população das cidades cresce, os problemas relacionados ao consumo e geração de resíduos se intensificam, criando não só complicações para a saúde da população, mas principalmente para o meio ambiente.

No mesmo sentido, o descarte irregular de resíduos sólidos é uma das questões mais críticas enfrentadas na gestão das cidades. Esse problema é um dos grandes causadores da poluição dos rios e cursos d’água, além de ser causa também de enchentes em grandes centros.

Por essas e outras razões, existe hoje uma intensa necessidade em se reduzir a quantidade de resíduos que são descartados, estimulando o reaproveitamento daquilo que ainda pode ter utilidade econômica, fazendo com que menos materiais parem na natureza. Para isso, no entanto, é preciso ter uma política de separação dos resíduos, além de uma infraestrutura na localidade, para que cada material tenha o fim mais adequado.

Como o governo tem estimulado essa prática?

Para se ter uma ideia da importância dessa temática, em 2010, foi editada uma lei para tratar sobre o assunto — a Lei nº 12.305/10, instituidora da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) —, a qual estabelece uma série de diretrizes para o manejo de resíduos sólidos em todo o território nacional.

Essa lei visa a redução na geração de resíduos, tendo como um dos seus objetivos centrais a prática de hábitos de consumo mais sustentáveis, em conjunto com instrumentos capazes de fomentar a reciclagem e a reutilização de resíduos sólidos — ou seja, resíduos que têm valor econômico e que podem ser reaproveitados — e a destinação adequada dos rejeitos — isto é, os materiais que não podem ser reciclados ou reutilizados.

Quais são as vantagens da coleta seletiva?

Além do reforço à cultura da sustentabilidade, a coleta seletiva de lixo traz outros benefícios, tanto de forma individual quanto para a coletividade. A exemplo, sob a ótica do indivíduo, a prática é uma excelente maneira de exercitar a cidadania, contribuindo com o equilíbrio sustentável do meio ambiente, o que gera efeitos em nível global.

Por outro lado, sob a perspectiva da coletividade, a coleta seletiva é uma forma extremamente eficiente de melhorar a estética, as condições de vida e a saúde nas cidades. Com a redução do descarte de materiais, evita-se os problemas com enchentes, sujeira nas ruas e todos os problemas decorrentes disso.

Além do mais, a coleta seletiva também é vista como uma fonte de renda para muitas pessoas. Hoje, por exemplo, existem diversas cooperativas de catadores de materiais recicláveis espalhadas pelo país, as quais cumprem um papel fundamental na questão social e ambiental ao prover o sustento de moradores de rua, populações carentes e de pessoas marginalizadas.

Para finalizar, há também que se mencionar a vantagem da menor dependência de aterros sanitários nas cidades. Esse ponto é extremamente importante, pois além de reduzir os gastos dos municípios com o serviço, reduz o impacto dos aterros para o lençol freático ou mananciais próximos. Ou seja, repercute na questão da saúde de toda a população.

Como implementar a coleta seletiva em casa?

Diferentemente do que muitos podem imaginar, a coleta seletiva não exige grandes esforços para ser colocada em prática. Na realidade, como dito, o que é necessário é uma mudança nos hábitos e na cultura do cidadão, que precisa consumir e agir de maneira mais consciente dentro e fora da sua residência.

Para mostrar que não é difícil adotar a coleta seletiva no âmbito residencial, listamos alguns passos simples para que essa medida seja iniciada. Confira!

Separe o lixo em categorias

O primeiro passo para implementar a coleta seletiva é separar todo o lixo da residência em dois grupos: o de materiais recicláveis (papel, vidro, plástico e metal), e o de materiais não recicláveis (lixo orgânico, espelhos, frascos de remédios, lâmpadas etc.).

Utilize recipientes de cores diferentes

Uma maneira de facilitar a separação do lixo é a utilização de recipientes e lixeiras com cores diferentes. Não é necessário ter inúmeras lixeiras em casa, mas pelo menos duas: uma para os recicláveis e outra para os não recicláveis.

Evite misturar produtos químicos e tóxicos ao lixo

Existem diferentes categorias de materiais não recicláveis. Algumas delas, no entanto, apresentam características que merecem atenção, como é o caso de pilhas, baterias, remédios, óleos vegetais, minerais e sintéticos e produtos químicos.

Apesar de estarem categorizados como não recicláveis, é interessante que esses produtos não sejam misturados aos demais. Isso porque eles são ainda mais danosos ao meio ambiente, necessitando de um descarte específico.

Higienize o que for possível e mantenha o lixo seco

Uma medida que facilita bastante o processo de reutilização e reciclagem é o estado em que o material é separado. O ideal é que os produtos estejam limpos e secos — o que não significa que você tenha que lavá-los, mas apenas remover o excesso de resíduos que eventualmente possam contaminá-los.

Além disso, o lixo precisa estar seco a fim de facilitar o processo a ser executado em cooperativas e locais destinados a esse tipo de serviço.

Por fim, como foi possível perceber, a coleta seletiva é uma prática bastante possível de ser aplicada dentro de uma residência. Para isso, são necessárias apenas algumas mudanças na forma de separar e gerir o lixo — o que certamente passa a ser um hábito quando realizada diariamente.

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