Sustentabilidade

Economia colaborativa: 5 maneiras de contribuir e sair ganhando

Saiba como as iniciativas de economia colaborativa têm revolucionado o mundo das relações humanas.

Citado pela primeira vez em 1978, em um artigo científico publicado nos Estados Unidos, o termo “consumo colaborativo” foi embasado no conceito de sustentabilidade apresentado na década de 50 pelo sociólogo americano Amos Hawley, em sua teoria que visava a estruturação da sociedade em comunidades urbanas.

Na economia colaborativa, a palavra “comprar” sai de cena para dar lugar a outros verbos, como “alugar, compartilhar, emprestar, doar, prestar, contribuir” etc.

Desse modo, as relações de consumo sofrem uma revolução à proporção que um novo senso de propriedade floresce no universo das relações humanas.

Esse fenômeno mundial configura um marco no capitalismo, uma vez que o principal comportamento social decorrente desse modelo econômico — a compra — perde sua força em determinadas relações de consumo, e cede espaço a relações mais sustentáveis, apoiadas na confiança mútua e na facilidade da internet.

A expansão tecnológica unificou as necessidades das pessoas, bem como seus anseios, expectativas, comportamentos e ideais. As crises econômicas mundiais fomentaram novas maneiras de geração de renda e, principalmente, de otimização do uso de recursos físicos, intelectuais e financeiros.

Por meio do uso compartilhado de tais recursos, é possível, por exemplo, se hospedar, fazer refeições, transportar mercadorias, arrecadar recursos para uma causa e até mesmo investir.

Portanto, se você deseja saber mais sobre economia colaborativa e ter ideias de como desfrutar dos incontáveis benefícios dessa revolução cultural, continue a leitura deste post.

1. House Sitting

Ganhando cada vez mais força no Brasil, essa modalidade de compartilhamento de residência é bastante comum em países da Europa e América do Norte. A prática consiste em o proprietário ceder a residência para que pessoas fiquem hospedadas lá durante sua ausência.

Em troca, os moradores interinos cuidarão do patrimônio, por exemplo, preservando a estrutura, limpando o jardim, alimentando os animais de estimação entre outras atividades. O período de estadia pode ser curto, um mês, por exemplo, ou mais longo, um ano ou mais.

As principais plataformas globais que viabilizam esse tipo de serviço são Mind My House e Trusted House Sitters, ambas inglesas. Por meio delas, é possível encontrar soluções econômicas e seguras para se hospedar dentro e, principalmente, fora do país investindo bem pouco.

2. Meal sharing

No Brasil, essa modalidade de compartilhamento de refeições já começa a florescer, mas, em outros países, essa ação colaborativa já não é mais novidade há muito tempo. Por meio dela é possível encontrar cozinheiros domésticos e chefs de cozinha oferecendo refeições gratuitas nas suas próprias casas.

É necessário, porém, observar algumas regras informais para desfrutar o máximo dessa experiência gastronômica, como caprichar no perfil social e postar convites amigáveis — no caso do anfitrião —, e oferecer alguma contribuição a mais, bem como ajudar na organização — no caso do convidado.

Plataformas como Meal Sharing, do Camboja, e a brasileira Crushing Table têm destaque entre as muitas plataformas que promovem esse tipo de evento de confraternização. Assim, é possível fazer novas amizades e ainda conhecer a riqueza culinária de vários lugares do próprio país e do mundo.

3. Logística colaborativa

Essa modalidade de agregar valor à cadeia produtiva das empresas por meio da economia colaborativa já está presente no Brasil há alguns anos, e muitas parcerias de sucesso já garantiram que milhares de reais fossem poupados no transporte de mercadorias, mesmo entre empresas concorrentes.

À medida que as empresas perceberam que estavam desperdiçando recursos ao permitir que caminhões trafegassem vazios por longas distâncias, resolveram otimizar a seus sistemas logísticos e assim compartilhar baús e carrocerias em trajetos de retorno.

Apesar de não haver uma plataforma específica que faça a gestão do relacionamento entre as empresas, os acordos corporativos são os responsáveis por assegurar a prática da logística colaborativa, principalmente envolvendo grandes players do mercado.

4. Crowdfunding

Popularmente conhecida como “vaquinha virtual”, a modalidade de crowdfunding já é bem difundida no Brasil. Nela, a economia colaborativa ocorre à medida que são arrecadados recursos financeiros de várias pessoas em prol de um objetivo comum, como um projeto cultural, uma causa social, entre outras possibilidades.

As plataformas de crowdfunding são responsáveis, essencialmente, por organizar e contabilizar as contribuições, bem como viabilizar a divulgação da campanha em mídias digitais, a fim de captar mais pessoas interessadas em participar financeiramente da causa em questão. Tudo isso ocorre de forma segura e transparente a todos os envolvidos.

Na atualidade, existem diversos tipos de crowdfunding, os quais podem ser acessados ou criados por meio de inúmeras plataformas, inclusive, nacionais. Entre elas se destacam, por exemplo, a Catarse, voltada para arrecadação para projetos, e a Kickante, voltada principalmente para iniciativas de cunho social.

5. Consórcio

Essa modalidade de economia colaborativa é tipicamente brasileira. Criada na década de 60 por funcionários de uma instituição financeira, visava originalmente a aquisição coletiva de automóveis, os quais seriam sorteados entre os titulares do plano de investimento em fundo comum.

Essa modalidade de investimento, imediatamente, atraiu o interesse de muitas pessoas no país, visto que é isenta dos tradicionais juros do financiamento. Sendo assim, foi regulamentada no final da mesma década, e ganhou força com a criação da ABAC (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio).

Desde então, a modalidade de consórcio configura uma das maneiras mais inteligentes de se adquirir valiosos bens móveis e imóveis sem grandes sacrifícios financeiros. Podem ser adquiridos, por exemplo, carros, motocicletas, caminhões, casas, apartamentos entre outros bens de grande valor.

A adimplência dos integrantes do grupo de consórcio  garante que, periodicamente, nas assembleias gerais, sejam contemplados novos felizardos, e, desse modo, no final do grupo, todos os participantes terão sido sorteados e já estarão em posse do bem.

Devido ao crescimento das modalidades de economia colaborativa, inúmeras outras possibilidades de compartilhamento de bens, recursos e tecnologias poderiam ser citados aqui, tais como crowdsourcing, coworking, couchsurfing, time bank, social good etc.

Cabe, porém, a todas as pessoas participarem desses eventos coletivos a fim de promoverem a otimização de recursos materiais, a economia financeira, o consumo sustentável e, sobretudo, a beleza da cooperação humana em torno de causas e objetivos de grande valor social e individual.

E você, conhece o consórcio? Leia nosso infográfico como fazer a contratação dessa modalidade que vem ganhando força no mercado.

As informações que constam nesse artigo podem sofrer atualizações sem aviso prévio.