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Reajuste do consórcio: entenda como funciona e não perca dinheiro!

Entenda neste artigo como o reajuste do consórcio protege o consorciado e mantém a carta de crédito sempre atualizada!

O consórcio é uma excelente alternativa de crédito para quem pretende comprar um bem de valor mais elevado, mas não conta com dinheiro suficiente para fazer o pagamento à vista ou que prefere não se descapitalizar.

Porém, para investir bem o seu dinheiro no consórcio e aproveitar ao máximo os benefícios dessa modalidade, é importante conhecer em detalhes todas as características que o sistema apresenta.

Entre as principais, o reajuste do consórcio é um aspecto de especial interesse. Afinal, além da variação no valor da parcela, o reajuste também influencia o valor do crédito, o que deve ser conhecido em detalhes. Então, continue a leitura e descubra mais sobre o assunto.

Como funciona o consórcio?

O consórcio parte de um princípio de compra coletiva muito simples, que começa com a reunião de um grupo de pessoas interessadas em adquirir o mesmo tipo de bem. A partir daí, cada membro contribui mensalmente para a formação de um caixa comum, que serve para satisfazer os desejos de cada consorciado de comprar um veículo ou um imóvel, por exemplo.

As contribuições individuais são feitas por meio do pagamento das parcelas mensais, que, somadas a todas as outras, constituirão o saldo do caixa a cada período. Esse saldo deve ser suficiente para comprar o número de bens previstos no contrato de adesão, cujos direitos de aquisição são distribuídos entre os consorciados por sorteio ou lance.

Como é feito o reajuste do consórcio?

Vale destacar que, ao longo do tempo, os imóveis e os veículos sofrem variações de preços que são provocadas pela inflação ou por outros fatores de mercado. Assim, para manter o equilíbrio do sistema e garantir as mesmas condições aos consorciados para a aquisição do bem, é feito um reajuste periódico do crédito.

Isso é necessário para atender a uma das exigências da Lei 11.795/08, que determina as regras para o consórcio: “propiciar a seus integrantes, de forma isonômica, a aquisição de bens ou serviços”.

Assim, contemplado ou não, o reajuste será aplicado para todos os participantes, garantindo o acesso ao bem referencial, independentemente se a contemplação acontecer no início ou no fim do plano.

Para ajudá-lo a compreender melhor, imagine que há um ano você aderiu a um consórcio para comprar um carro específico, que na época tinha o valor de R$ 45 mil. Suponha que, 6 meses após o início do consórcio, o mesmo carro passou a custar R$ 46.500 e que hoje ele vale R$ 48 mil. Sem o reajuste, somente os consorciados que receberam a carta de crédito nos primeiros 6 meses poderiam comprar o veículo desejado. Os demais teriam que se contentar com modelos inferiores, de preço mais baixo, ou precisariam completar o valor do crédito.

Sendo assim, o reajuste é feito para evitar prejuízos e impedir que os primeiros contemplados sejam privilegiados em detrimento dos demais.

Conheça alguns índices utilizados para o reajuste

Agora, você pode estar se questionando sobre quais são os índices utilizados para calcular o reajuste, certo? Os parâmetros variam de acordo com o bem, mas eles devem ser indicados no contrato.

Assim, para cuidar bem do seu dinheiro no consórcio e não ser pego de surpresa, uma boa dica é ler atentamente o documento antes de fechar negócio e pesquisar como ocorre a variação do indicador. 

Abaixo, confira os 3 principais índices utilizados.

IPCA

A sigla IPCA significa Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo. Os preços de inúmeros tipos de produtos e serviços, incluindo bens oferecidos em um consórcio, variam de acordo com ele. Ele pode ser utilizado para a carta de crédito de viagens e automóveis, por exemplo.

É possível consultar o IPCA do mês e as notícias oficiais relacionadas a esse índice no site do IBGE.

Tabela Fipe

Os reajustes em um consórcio para a compra de um carro podem ter como base a Tabela Fipe. Ela indica o valor médio dos veículos no país e serve como parâmetro para avaliação. O site da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas é responsável pela divulgação das informações oficiais. 

No entanto, vale ressaltar que os preços variam bastante, tanto pelas características do próprio automóvel quanto pela região em que ele é comercializado.

Algumas administradoras utilizam o valor estabelecido pela montadora. Vale o que estiver regulamentado no contrato, visto que a legislação não determina qual o índice deve ser utilizado como padrão.

INCC

Já o INCC — Índice Nacional de Custo da Construção — é aplicado para o consórcio de imóveis. Esse índice mede a variação dos custos referentes à construção de moradias no país. A Fundação Getúlio Vargas é responsável por divulgá-lo.

Os preços praticados em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre e Brasília são utilizados como parâmetro para determinar o INCC.

É importante ter em mente que não é apenas o consórcio que utiliza esse índice. Construtoras, imobiliárias e bancos também fazem uso dele para imóveis na planta, novos ou usados.

Saiba como as parcelas mudam

Então, considerando que o crédito precisa ser reajustado, também há a necessidade de alterar periodicamente o valor das parcelas.

Em outras palavras, isso significa que o reajuste do valor da parcela serve para manter a carta de crédito sempre suficiente para atender àquilo que o consorciado de fato deseja, sem depender do momento em que a contemplação ocorrerá. O que é excelente, pois, dessa forma, você não perde poder de compra.

O reajuste do valor do crédito — e, consequentemente, da parcela — é feito considerando as regras estabelecidas no contrato de adesão ao consórcio. Essas regras estão vinculadas ao tipo de bem ou serviço que o consorciado deseja adquirir.

Assim, a administradora do consórcio pode definir uma regra de reajuste que seja baseada em um índice de preço estabelecido para um determinado segmento de mercado.

Como já visto, o consórcio imobiliário pode seguir o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC). Já para veículos, o reajuste do crédito geralmente é feito com base no preço de tabela estabelecido pelas montadoras ou pela Tabela Fipe.

Veja um exemplo prático

Como exemplo, vamos imaginar que você comprou uma cota de um grupo de consórcios de imóveis com crédito de R$ 100 mil, em 180 meses.

A primeira parcela foi paga em julho de 2016. Um ano após a primeira assembleia do grupo, foi incrementado ao valor da parcela o reajuste do INCC.

Com base na tabela do Sindicato da Construção Civil (SINDUSCON), no mês de julho de 2017, o valor do plano seria corrigido em 4,50%, isto é, passando de R$ 100 mil para R$ 104.500,00.

O novo valor da parcela deve ser calculado considerando o percentual do saldo devedor aplicado ao novo crédito, reajustado pelo INCC, mais as taxas, dividindo o total pelo prazo restante de pagamento da cota.​

Entenda porque o reajuste no consórcio é benéfico

Em primeiro lugar, é preciso deixar claro que reajustar não é sinônimo de aumentar o preço. No consórcio, o reajuste significa o realinhamento do valor do crédito com o valor de mercado de um bem ou de um serviço.

No entanto, por conta do histórico de uma inflação crescente no país, que força os preços constantemente para cima, é natural que a expectativa seja de elevação do valor da parcela.

Porém, se o índice utilizado no reajuste for negativo ou se houver a redução de preço de tabela do bem ou do serviço, a parcela do consórcio também pode ser menor. Aqui vale deixar claro que essas alterações são aplicadas conforme o estabelecido no contrato com a administradora.

Além disso, pelo fato do consórcio ser feito em grupo, o reajuste é dividido igualitariamente entre todos os participantes.

Vale lembrar que o reajuste não é cobrado sobre as parcelas anteriores, incidindo apenas nas subsequentes, ou seja, no saldo devedor.

Quando devo me informar sobre os reajustes?

Como vimos, não há uma regra que fixe um determinado índice para cada setor. Sendo assim, o critério de reajuste vinculado a cada grupo, em particular, deve ser claramente informado pela administradora antes do interessado assinar o contrato de adesão.

A informação também deve estar bastante clara no contrato, de maneira a não permitir margem para qualquer dúvida. No documento também será estabelecido a periodicidade dos reajustes, que estará vinculada à variação de um determinado índice — como no caso do INCC — ou à divulgação de novas tabelas de preços — como ocorre com o consórcio de veículos.

Geralmente, o reajuste no consórcio de imóveis ocorre anualmente, no aniversário do grupo. Já no consórcio de veículos pode variar, visto que o reajuste é feito levando em consideração o preço da fabricante e/ou da tabela Fipe.

Por isso, para investir bem o seu dinheiro no consórcio, é fundamental escolher uma boa administradora, reconhecida pelo Banco Central. A Administradora da Racon Consórcios, por exemplo, atua desde 1987, já contemplou mais de 95 mil clientes e soma mais de R$ 9 bilhões em créditos distribuídos.

A Racon Consórcios tem 206 unidades em 12 estados brasileiros. Dispõe de uma equipe qualificada e de recursos tecnológicos para oferecer o melhor atendimento, garantindo confiabilidade, transparência e segurança para seus consorciados e interessados em fazer parte de um grupo.

Agora que você já tem informações suficientes para entender o reajuste do consórcio, veja também o nosso infográfico sobre o funcionamento das cartas de crédito.

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