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Reajuste do consórcio: entenda como funciona e não perca dinheiro!

Entenda neste artigo como o reajuste do consórcio protege o consorciado e mantém a carta de crédito sempre atualizada!

O consórcio é a melhor alternativa de crédito para quem pretende comprar um bem de valor mais elevado, mas não conta com dinheiro suficiente para fazer o pagamento à vista nem tem disposição para pagar os elevados juros dos financiamentos bancários.

Porém, para aproveitar ao máximo os benefícios do consórcio, é importante conhecer em detalhes todas as características que o sistema apresenta.

Entre as principais, o reajuste do consórcio figura como uma característica de especial interesse. Afinal, além da variação no valor da parcela, o reajuste também influencia o valor do crédito, o que deve ser conhecido em detalhes.

Como funciona um consórcio?

O consórcio parte de um princípio de compra coletiva muito simples, que começa com a reunião de um grupo de pessoas interessadas em adquirir o mesmo tipo de bem. A partir daí, cada pessoa contribuirá mensalmente para a formação de um caixa comum, que servirá para satisfazer os desejos de cada consorciado de comprar um veículo ou um imóvel.

As contribuições individuais são feitas por meio do pagamento das parcelas mensais que, somadas a todas as outras, constituirão o saldo do caixa a cada período. Esse saldo deve ser suficiente para comprar o número de bens previstos no contrato de adesão, cujos direitos de aquisição serão distribuídos entre os consorciados por sorteio, lance ou no encerramento do grupo.

Como é feito o reajuste do consórcio?

Vale destacar que, ao longo do tempo, os imóveis e os veículos sofrem variações de preços que são provocadas pela inflação ou por outros fatores de mercado. Portanto, se não houver um reajuste periódico do crédito, o sistema não manterá o equilíbrio entre os consorciados, impedindo que todos façam aquisições de mesmo valor patrimonial.

Por exemplo, imagine que, há um ano, você aderiu a um consórcio com a intenção de comprar um carro X, cujo valor naquela época fosse de R$ 45 mil. Suponha, ainda, que o mesmo carro passou a custar R$ 46,5 mil, após seis meses do início do consórcio, e que atualmente ele custe R$ 48 mil.

Ora, se não houvesse o reajuste, somente os consorciados que receberam a carta de crédito nos primeiros seis meses poderiam comprar o carro X desejado. Os demais teriam que se contentar com carros inferiores, de preço mais baixo, ou precisariam completar o valor do crédito.

Além disso, quanto mais o tempo passasse, maior seria a diferença do preço entre o carro desejado e o valor da carta de crédito.

Se o consórcio fosse dessa forma, os primeiros contemplados seriam privilegiados, enquanto que os demais sairiam prejudicados, sendo que o prejuízo só aumentaria com o passar do tempo.

O reajuste das parcelas

Então, considerando que o crédito precisa ser reajustado, naturalmente, também há a necessidade de alterar periodicamente o valor da parcela.

Em outras palavras, isso significa que o reajuste do valor da parcela serve para manter a carta de crédito sempre suficiente para atender àquilo que o consorciado de fato deseja, sem depender do momento em que a contemplação irá ocorrer. O que é excelente, pois, dessa forma, você não perde poder de compra.

O reajuste do valor do crédito — e, consequentemente, da parcela — é feito considerando as regras estabelecidas no contrato de adesão ao consórcio. Estas regras estão vinculadas ao tipo de bem ou de serviço que o consorciado deseja adquirir.

Assim, a administradora do consórcio pode definir uma regra de reajuste que seja baseada em um índice de preço estabelecido para um determinado segmento de mercado.

Seguindo esse critério, o consórcio imobiliário pode seguir o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que é utilizado no cálculo de atualização de valores de imóveis novos. No consórcio de veículos o reajuste do crédito geralmente é feito com base no preço de tabela estabelecido pelas montadoras.

Exemplo de reajuste

Como exemplo, vamos imaginar que você comprou uma cota de um grupo de consórcios de imóveis com crédito de R$ 100 mil, sem entrada, em 180 meses. A primeira parcela, R$ 730,00 foi paga em julho de 2016. Um ano após a primeira assembleia do grupo, foi incrementado ao valor da parcela o reajuste do INCC.

Com base na tabela do Sindicato da Construção Civil (SINDUSCON), no mês de julho de 2017, o valor do plano seria corrigido em 4,50%, isto é, passando de R$ 100.000,00 para R$ 104.500,00. O novo valor da parcela deve ser calculado considerando o percentual do saldo devedor aplicado ao novo crédito (reajustado pelo INCC), mais as taxas, dividindo-se pelo prazo restante de pagamento da cota.

Como a memória dos brasileiros está acostumada a uma inflação sempre crescente, que força os preços constantemente para cima, é natural que a expectativa seja de elevação do valor da parcela.

Contudo, é preciso deixar claro que “reajustar” não é sinônimo de “aumentar o preço”. Nesse caso, o reajuste significa o realinhamento do valor do crédito com o valor de mercado de um bem ou de um serviço.

Isso significa que se o índice utilizado no reajuste for negativo ou se houver a redução de preço de tabela do bem ou do serviço, a parcela do consórcio também pode ser menor. Esta é uma realidade em tempos de deflação.

Quando devo me informar sobre os reajustes?

Como vimos, não há uma regra que fixe um determinado índice para cada setor. Sendo assim, o critério de reajuste vinculado a cada grupo, em particular, deve ser claramente informado pela administradora antes do interessado assinar o contrato de adesão.

A informação também deve estar bastante clara no contrato, de maneira a não permitir margem para qualquer dúvida. No contrato também será estabelecida a periodicidade dos reajustes, que estará vinculada à variação de um determinado índice — como no caso do INCC — ou à divulgação de novas tabelas de preços — como ocorre com o consórcio de veículos.

Agora que você já tem informações suficientes para entender o reajuste do consórcio, leia também o nosso infográfico sobre como funcionam as cartas de crédito.