Planejamento Financeiro

Investir na bolsa: 5 passos para fazer de maneira correta

Quer começar a investir na bolsa com o pé direito? Então, confira nossas dicas para se dar bem no mercado financeiro!

Se você deseja investir na bolsa de valores, é preciso saber o seu significado e aplicação. Ela nada mais é do que um recurso de negociação no qual investidores compram e vendem títulos de empresas. Essa operação é intermediada por meio de corretoras.

Para você ter uma ideia mais clara, imagine um varejão, onde produtores expõem os seus produtos para as pessoas comprarem. A bolsa funciona de modo similar: se você oferta uma ação e outro investidor demonstra interesse em adquiri-la, esse será o momento de negociação entre vocês.

Hoje, graças à tecnologia, isso ocorre de forma eletrônica. Portanto, aquele espaço confuso, com pessoas gritando em todo canto com um telefone no ouvido visto em diversos filmes e jornais é coisa do passado.

No Brasil, a única Bolsa de Valores é conhecida como B3 (Brasil Bolsa e Balcão). O seu principal objetivo é oferecer um ambiente transparente e seguro para que os acionistas sejam capazes de negociar a compra e a venda de títulos.

Ficou interessado em investir na bolsa para conquistar a sua liberdade financeira? Então, continue lendo este post para saber o que precisa ser feito para se dar bem no mercado financeiro.

Entenda como funciona o mercado da bolsa

É algo simples de entender. Funciona assim: na bolsa de valores, uma empresa decide abrir o seu capital e ofertar ações em troca de dinheiro. Nesse caso, os interessados têm a chance de se tornarem “sócios” da companhia adquirindo pequenas “fatias” do negócio.

Com base no Initial Public Offering (IPO) — Oferta Pública Inicial, em português —, as ações começam a ser negociadas, e os investidores agem por meio de ofertas de compra e venda. Essa prática representa o mercado primário, que presta assistência entre a relação de oferta e demanda de títulos.

Por exemplo, vamos imaginar que um investidor primário queira vender as suas ações por achar que o seu valor vai cair, enquanto outra pessoa opta por adquiri-las, na confiança de que elas valerão mais no futuro.

Nesse contexto, o investidor primário lança uma ordem de venda para as suas ações, definindo o preço que deseja em troca. Em seguida, o sistema da corretora envia a informação para a bolsa de valores. Enquanto isso, o investidor interessado nas ações envia uma ordem de compra (no valor que pretende pagar) por meio da sua corretora, que entrará na transação de forma automática.

No momento em que as ordens de compra e venda batem no mesmo valor, o negócio é fechado. Isso é conhecido como mercado secundário.

Felizmente, toda essa operação ocorre em poucos segundos, e tudo é feito por meio de um sistema chamado Home Broker, que é fornecido pelas corretoras para auxiliar investidores durante as suas operações na bolsa.

Miniglossário do mercado financeiro

Para compreender melhor como investir na bolsa, é preciso conhecer o vocabulário do investidor:

- ação: parte do capital social de uma empresa;
- abertura: cotação do primeiro negócio de um ativo na bolsa (ações, contratos etc.);
- capital aberto: títulos empresariais que são livremente comercializados na bolsa;
- corretora: instituição que intermedeia negociações no mercado financeiro. Atualmente, funcionam como softwares que fornecem diversas aplicações financeiras. Só é possível comprar ativos (ações e títulos) por meio de contas em corretoras;
- corretagem: taxa destinada às corretoras por intermediar as ordens de compra e venda de ações;
- dividendos: parcela dos lucros das empresas que é repartida entre os acionistas;
- juros: aluguel do capital (dinheiro);
- papel: termo do mercado financeiro que pode significar ação, ativo ou título. O papel pode ser escritural ou eletrônico, ou seja, não é físico;
- pregão: intervalo de tempo em que os papéis ofertados em uma bolsa são negociados. Isso pode ocorrer na sala de negociações e/ou pela plataforma de negociação online;
- Selic: percentual básico de juros da economia brasileira. A sua meta é definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A Selic é utilizada durante operações com títulos públicos federais e serve como base para as demais modalidades de juros do mercado.

5 passos para você conseguir investir na bolsa

Depois de conhecer como a bolsa funciona e os termos utilizados nesse mercado, chegou a hora de saber o que fazer antes de investir. Para isso, é preciso seguir alguns passos. Confira.

1. Não comprometa a sua renda mensal

Tenha em mente que há riscos de quedas significativas ou de demora na valorização das ações. Ou seja, você deve ter cautela nos investimentos e fazê-los com capital extra, que não comprometam o seu orçamento. Assim, você evita dores de cabeça, como endividamentos e dificuldades para quitar compromissos habituais.

2. Seja prudente

Alguns pensam que a sorte ajuda a lucrar na bolsa. Ocasionalmente isso pode até acontecer. Entretanto, o mercado financeiro não é uma loteria, na qual os resultados e os prêmios surgem de forma aleatória.

Portanto, fuja dos riscos e opte por investimentos mais conservadores. Com eles, os ganhos provavelmente serão ligeiramente baixos, uma vez que não se deve esperar altas espantosas, de um dia para o outro. Contudo, os riscos são menores e o retorno virá com maior tranquilidade.

3. Abra uma conta em uma corretora

As corretoras de valores auxiliam investidores de todos os perfis, pois não existe uma quantia mínima para investir. Para abrir uma conta, basta apresentar os documentos necessários (RG e CPF) e comprovante de residência. Também é necessário ter uma conta bancária com o mesmo CPF para viabilizar o envio dos valores para a sua conta na corretora, bem como fazer os resgates.

As corretoras cobram por serviços de corretagem e por proteger o seu dinheiro, com taxas diferentes entre esses serviços. Com a conta aberta, é só enviar o dinheiro para a corretora fazer as aplicações na bolsa.

4. Aprenda a usar o seu Home Broker

Depois de ser registrado e autenticado na corretora, você ganhará a chave de acesso para a plataforma online Home Broker (“corretor em casa”, em português) para realizar as suas ordens de compra e venda.

Cada plataforma oferece funcionalidades e serviços diferenciados, mas, em geral, funcionam da mesma forma. Você tem liberdade para ajustar a tela de apresentação da forma que desejar para visualizar cotações e gráficos. Também é possível informar quanto quer aplicar ou quantos papéis (ações e títulos) pretende comprar, o valor máximo que aceita pagar por eles e enviar a ordem. O software vai buscar um negócio que se encaixe às suas exigências e, caso encontre, faz a transação.

Vale reforçar que é importante monitorar os seus investimentos, bem como reavaliar se a aplicação feita ainda faz sentido e deve ser mantida, ou se chegou a hora de mudar de estratégia.

5. Acompanhe as notícias

Por fim, não basta escolher uma boa corretora e em quais companhias/empresas investir, é necessário buscar informações constantemente. Uma instituição privada, por exemplo, pode sofrer baixas financeiras ou apresentar balanços insatisfatórios. Já uma empresa pública pode sofrer com escândalos de corrupção ou acidentes graves.

Além disso, mudanças na legislação podem influenciar, positiva ou negativamente, a economia do país, o que pode afetar diversas ações. Portanto, fique atento aos noticiários.

Como você pôde ver, investir na bolsa é uma excelente alternativa para obter rentabilidade. No entanto, essa prática exige uma preparação por parte do investidor. Portanto, se você deseja se aventurar no mercado financeiro com segurança, invista em cursos específicos e consulte pessoas que já atuam nesse segmento.

Uma boa dica é começar conferindo o nosso guia de planejamento financeiro para ter sucesso nessa empreitada.
Guia do planejamento financeiro para ter sucesso

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