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Parcela de consórcio: como é calculada e como é paga na prática?

Você sabe como a parcela de um consórcio é formada? Leia o nosso post e tire todas as suas dúvidas sobre o assunto!

 Quando o assunto é parcela de consórcio, muitas pessoas ficam na dúvida de como isso realmente funciona e se perdem em meio a tantas informações disponíveis quando buscam esclarecimento na internet.

Neste post, vamos mostrar de maneira simples e prática como é calculada a parcela de consórcio e a forma como ela é paga. Ao final da leitura, você terá maior clareza de como esse processo funciona, podendo se planejar melhor como consorciado. Confira!

Como funciona um consórcio?

O consórcio foi criado no Brasil na década de 60 e faz sucesso até os dias atuais. É uma modalidade de investimento em que pessoas com o mesmo interesse se reúnem para adquirir um bem.

Imagine que você queira comprar um carro, mas não tem o dinheiro suficiente para fazer a aquisição à vista e também não quer arcar com os juros existentes em algumas modalidades de compra parcelada. Nesse caso, você busca uma administradora de consórcios — que é a empresa responsável por reunir todas as pessoas com o mesmo interesse, organizar os grupos e dar garantias aos participantes — e se informa sobre as cartas de crédito disponíveis e as condições de participação.

Ao fazer a sua adesão, você passará a pagar parcelas mensais, a fim de formar uma espécie de fundo comum, que é o que possibilita a aquisição do bem para todos os participantes. As parcelas são definidas com base no valor da carta de crédito definida e do prazo de pagamento do plano.

Para ter acesso à carta de crédito, você precisa ser contemplado. Essa contemplação pode ocorrer por meio de sorteio ou lance. No sorteio, o consorciado depende da sorte, ou seja, todos concorrem em igualdade de condições. Já o lance, é a oferta de um valor que corresponde à antecipação de parcelas de consórcio, o que aumenta as chances de contemplação do participante.

O que é a cota de um consórcio?

A cota de um consórcio é a sua identificação dentro do grupo que você aderiu. Então, se há 200 pessoas juntando dinheiro coletivamente para um fundo comum visando a aquisição de bens ou serviços semelhantes, a sua cota corresponde ao número de identificação individual, que representa você em meio aos outros envolvidos no processo.

O histórico de seus pagamentos, o plano escolhido junto à administradora e a participação ficam vinculados a essa numeração. Além disso, é o número da cota que vai para os sorteios e identifica quem foi contemplado, e terá acesso à carta de crédito.

Quais são as principais taxas de um consórcio?

Para entendermos como a parcela de consórcio é calculada, precisamos conhecer as principais taxas aplicadas nessa modalidade de investimento. Elas costumam se dividir nos seguintes tipos:

- fundo comum;
- taxa de administração;
- fundo de reserva;
- seguro;

O fundo comum é o valor que todo consorciado paga para formar um caixa destinado à aquisição do bem, que servirá para compor o saldo para as contemplações mensais. A contribuição mensal do fundo é obtida mediante um percentual  sobre o valor do crédito contratado, considerando que, até o final do prazo contratado, o cliente deve quitar 100% do fundo comum.

A taxa de administração é o valor cobrado pela administradora para gerir os grupos de consórcio. Não devemos confundi-la com os juros cobrados em outras modalidades de pagamento parcelado, porque não são a mesma coisa. É importante destacar também que a empresa deve ser autorizada e credenciada pelo Banco Central do Brasil (BACEN) e é livre para fixar o percentual que será cobrado dos consorciados.

Já o fundo de reserva é destinado à proteção do funcionamento do grupo cobrindo eventuais inadimplências e outras despesas relacionadas aos consorciados/grupos, como custas de cobrança de atrasos, por exemplo. O seguro, por sua vez, é um benefício para consorciados ou herdeiros no caso de algum sinistro.

Como você pôde ver, cada um desses itens procura dar um suporte completo ao consorciado e garantir que tenha aquilo que busca ao término do contrato. Agora, vamos explicar como cada uma dessas taxas é calculada.

Como cada taxa do consórcio é calculada?

O fundo comum se baseia no valor total da carta de crédito adquirida, portanto, o seu cálculo será baseado em 100% do valor do crédito, dividido pelo número de meses de duração do plano de consórcio. Isso significa que um consórcio de 60 meses, por exemplo, terá o valor total de 100 ÷ 60, ou seja, 1,6667% do valor total ao mês.

A taxa de administração costuma ter um valor mais baixo que o fundo comum já que, por exemplo, se ela equivaler a 10% do valor total da carta de crédito adquirida, será diluída nos meses de duração do consórcio. Isso significa que você pagará 10% dividido por 60 meses, ou seja, 0,1667% mensais até completar 60 parcelas e atingir os 10% total. É um valor bastante baixo se comparado com o que é pago em outras formas de compra parcelada, que costumam ter juros compostos — o que não se aplica ao consórcio.

O fundo de reserva segue a mesma forma de cobrança da taxa de administração. Vamos utilizar o exemplo de 2% do valor da carta de crédito adquirida. Nesse caso, você pagará 2% dividido por 60 meses, o que equivale a 0,0333% em cada parcela. Um valor também considerado baixo se comparado a outros modelos de aquisição de bens.

O seguro vai depender de cada contrato e de como a cobrança será estipulada. Normalmente, é calculado sobre o saldo devedor. O mais importante é estar atento aos acordos dispostos no contrato antes de assinar e se tornar um consorciado.

Vale lembrar que todos os exemplos dados aqui são apenas hipotéticos e você deverá estar atento às especificidades do seu consórcio no momento de aderir.

Como encontrar a parcela adequada para você?

Ainda que o consórcio seja muito mais acessível que outras formas de aquisição parcelada, é importante que você monte um planejamento financeiro para encontrar a parcela que realmente se enquadre dentro das suas possibilidades, do início ao fim do seu plano de consórcio. O consórcio é um modelo bastante flexível, que permite que você defina o valor do crédito, das parcelas e do prazo de pagamento, o que facilita este planejamento.

A inadimplência é algo que prejudica bastante o andamento do grupo e você também acaba perdendo dinheiro. Caso você não consiga arcar com as parcelas e ainda não foi contemplado, por exemplo, além da possibilidade de cobrança de multas e juros, você também será impedido de participar das assembleias e, consequentemente, dos sorteios.

Lembre-se de que o consórcio é uma maneira inteligente de se organizar financeiramente para adquirir determinado bem ou serviço sem precisar se submeter aos altos juros cobrados em outras formas de parcelamento. Por isso, ele só valerá a pena se você tiver o cuidado de não assumir uma parcela de consórcio mais alta do que as suas possibilidades.

Se você gostou de conhecer como são calculadas as parcelas de consórcio e como elas são pagas na prática, não deixe de ler nosso guia do planejamento financeiro para ter sucesso!
Guia do planejamento financeiro para ter sucesso

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