6 maneiras de investir com pouco dinheiro e ter um bom retorno

Investir com pouco dinheiro é possível! Veja as opções que separamos para que você tenha um bom retorno financeiro.
  • Atualizado em December 11, 2020
  • Publicado em December 28, 2018
  • Planejamento Financeiro

Se o objetivo é ter um futuro estável e sem preocupações, os investimentos já deveriam fazer parte da sua rotina. Investir em um consórcio, no Tesouro Direto ou em outras aplicações disponíveis é o segredo de quem quer se garantir lá na frente. E essas são apenas algumas opções de investimento com lucro rápido!

Apesar de esses investimentos atraírem cada vez mais interessados, infelizmente, ainda existe o mito de que a pessoa precisa investir alto. Na verdade, você nem deve aplicar todo o seu patrimônio para auferir bons resultados. Em vez disso, precisa estudar as particularidades de cada ativo mais a fundo.

Pensando nisso, nós apresentaremos 6 alternativas ao investir com pouco dinheiro e obter um bom retorno. Confira!

1. Tesouro Direto

O Tesouro Direto é uma plataforma que oferece alguns dos ativos mais seguros do mercado. O canal é usado para apresentar os títulos emitidos pelo próprio Governo Federal, abertos à negociação. Por meio do dinheiro recebido pelas transações, o referido órgão consegue financiar diversos setores públicos, tais como saúde, educação e assistência social.

É interessante observar que o investimento em títulos públicos surgiu como forma de democratização entre os investidores, motivo pela qual as aplicações geralmente começam com valores baixos. Além disso, trata-se de um caminho mais seguro a pessoas menos experientes e que não sabem exatamente onde investir.

Apesar de ser um investimento de baixo risco, a pessoa tem um bom retorno financeiro, já que a rentabilidade é superior à da caderneta de poupança. Portanto, o Tesouro Direto é uma ótima alternativa a quem quer investir pouco dinheiro, pois é acessível e tem inúmeras opções de aplicação, que podem ser escolhidas conforme o objetivo financeiro.

2. Crédito de Depósito Bancário (CDB)

O Certificado de Depósito Bancário também é uma boa alternativa a quem está pensando em investir pequenos valores. O CDB, na verdade, nada mais é do que um empréstimo que você faz a um banco. Ele pode ocorrer de duas formas:

  • prefixado — nessa modalidade o investidor tem noção, desde o início, de qual é a rentabilidade do título no dia do vencimento. Ou seja, já sabe, de antemão, qual será o seu lucro;
  • pós-fixado — nesse caso, a rentabilidade dependerá de fatores externos, como a variação da inflação e a taxa de juros entre a data de aplicação e o resgate do título.

Esse também é considerado um investimento de baixo risco e, se o banco falir, o Fundo Garantidor de Créditos assegura a devolução de até R$ 250 mil.

Em média, as aplicações são a partir de R$ 100 e podem ser feitas pelo site do banco em que você tem conta-corrente. Além do mais, o Imposto de Renda incide apenas sobre o rendimento, que é pago no dia do vencimento do título ou do resgate.

3. Letra de Crédito do Agronegócio (LCA)

A Letra de Crédito do Agronegócio é um investimento composto por vários títulos de crédito destinados ao segmento agrário. Nesse tipo de investimento, a pessoa empresta seu capital a uma instituição financeira que, posteriormente, destina a verba a financiamentos da agropecuária.

A LCA é considerada um investimento de baixo risco, mas com uma rentabilidade relevante. É bastante atrativa porque incentiva a investir com pouco dinheiro, não sofrer incidência do Imposto de Renda e, mais que isso, contar com um Fundo Garantidor de Crédito.

Uma dica para quem quer investir mais de R$ 250 mil é aplicar em títulos de diversas instituições, garantindo a segurança do crédito e um bom retorno financeiro.

4. Previdência Privada

A Previdência Privada é indicada a quem quer investir pouco com o objetivo de complementar a futura aposentadoria ou realizar um projeto em longo prazo. Nesse investimento, a pessoa precisa contribuir por um determinado período, conforme estipulado em contrato.

Existem dois planos de previdência privada: o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL).

No PGBL, o indivíduo consegue abater os pagamentos na declaração do Imposto de Renda, que pode chegar a 12% da renda anual na declaração do IR. Já no VGBL, que é indicado para quem faz a declaração simples, não é possível realizar o abatimento dos valores pagos.

Outra vantagem é que, no momento da retirada, a tributação é flexível. Isso pode acontecer de duas formas:

  • regressiva — começa em 35% e, a cada dois anos, reduz 5% até o limite mínimo de 10%, independentemente do valor resgatado;
  • progressiva — a tributação varia entre 7,5% e 27,5%, podendo ocorrer a isenção caso os valores resgatados sejam baixos. A tabela progressiva é uma boa opção a quem tem valores para descontar no IR, como despesas médicas.

Um ponto negativo da Previdência Privada é que não existe um fundo garantidor, portanto, se a instituição falir, você corre o risco de perder o investimento.

5. Fundos de Investimento

Os Fundos de Investimento também são considerados uma excelente alternativa. Essa opção se torna ainda mais atrativa às pessoas que desejam investir, mas não têm tempo suficiente de analisar os ativos de maneira aprofundada. De fato, a atenção dada à série de detalhes atrelada a cada tipo de ativo faz a diferença entre investidores mal e bem-sucedidos.

Ao aderir a um desses fundos, você delega todo esse processo de avaliação e composição da carteira a um gestor profissional. O problema é que existem diversos Fundos de Investimentos disponíveis no mercado. Há aqueles especificamente voltados aos ativos de renda fixa ou renda variável, por exemplo, assim como os chamados Fundos Multimercado.

Como a própria nomenclatura sugere, o último tipo mescla diferentes aplicações financeiras. Cabe ainda mencionar os Fundos Quantitativos, caracterizados pelo uso de tecnologia de ponta com o intuito de ampliar a qualidade das tomadas de decisão.

Nesse caso, algoritmos especialmente desenvolvidos para esse fim executam estratégias de alocação de recursos, com elevado grau de precisão. Os Fundos Sistemáticos, como também são conhecidos os Quantitativos, costumam ser usados, inclusive, junto aos Fundos Multimercado.

Entre tantas possibilidades, o ideal é que você selecione um ou mais fundos de acordo com seu perfil de investidor — conservador, moderado, arrojado ou agressivo. Respeitá-lo é um dos segredos de obter o retorno financeiro desejado em períodos de médio e longo prazo.

6. Consórcio

O consórcio é uma espécie de compra coletiva, em que diversas pessoas se unem, em grupos que são gerenciados por uma administradora, com a finalidade de comprar um determinado bem.

Nessa modalidade, não há cobrança de juros, razão pela qual é possível adquirir produtos ou serviços por um valor mais acessível, se comparado a outras formas de crédito. O que existe é a taxa de administração, que corresponde a uma porcentagem fixa do total da carta de crédito e é dividida ao longo do prazo de pagamento do plano aderido.

O consórcio também é considerado um investimento de baixo risco, pois proporciona a vantagem de o investidor saber, no momento da contratação, o valor da carta de crédito que receberá ao ser contemplado.

Outro fator positivo é a certeza da contemplação, ou seja, não existe o risco de você perder o investimento. A administradora do consórcio cuida de toda a parte burocrática para assegurar o recebimento. Além disso, o consórcio preserva o poder de compra do consorciado, pois o valor da carta de crédito é corrigido, conforme as alterações no valor do bem.

Mais um ponto importante é que esse investimento é fiscalizado pelo Banco Central do Brasil, que verifica se as administradoras têm condições em oferecê-lo. No site do órgão, periodicamente, são divulgadas as instituições que estão aptas a comercializar planos de consórcio.

Bônus para melhorar o retorno dos investimentos

Para realizar qualquer investimento com lucro rápido, você precisa desenvolver alguns pré-requisitos. Afinal, o aumento da velocidade e do volume do retorno financeiro está intimamente relacionado a estes pilares:

  • tempo;
  • disciplina;
  • estudo;
  • conhecimento.
Tempo e disciplina

Há pouco, nós falamos a respeito da importância de seguir à risca seu perfil de investidor. Tal característica faz parte do processo de evolução enquanto pessoa disposta a aprender a investir cada vez melhor. Um detalhe fundamental à conquista do sucesso financeiro é justamente a percepção de que esses perfis correspondem a estágios.

Conforme você investe, estuda e adquire experiência, os resultados de suas aplicações melhoram. Consequentemente, e de maneira espontânea, chega o momento de diversificar e sofisticar as operações no mercado financeiro. Como a passagem de um perfil a outro pode ser lenta, a maximização dos ganhos também depende de certa dose de paciência.

Ao mesmo tempo, é preciso ter muita disciplina em seguir a estratégia do início ao fim. Em boa parte das vezes, a rentabilidade projetada lá no começo tende a levar um tempo para que comece a se transformar em realidade. Soma-se a isso o fato de que, a depender da volatilidade do ativo, talvez o percurso seja marcado por intervalos de desvalorização.

Estudos e conhecimento

Para lidar adequadamente com as oscilações de valorização e desvalorização de um ativo, você deve, antes de qualquer coisa, saber onde está colocando seu dinheiro. Por mais que opte pelos Fundos de Investimento, por exemplo, estudar as suas peculiaridades e do mercado em si é igualmente indispensável. Assim, é possível conversar e questionar as decisões tomadas pelo gestor do fundo com propriedade e credibilidade.

O acúmulo de conhecimento acerca do mercado financeiro é um dos aspectos que separam as pessoas que comemoram daquelas que lamentam. Ademais, em uma época com tanta diversidade e difusão de informação, não há motivo de investir às cegas. Aqui, tudo é válido, desde podcasts sobre finanças até filmes da mesma temática e palestras ou workshops mais específicos.

Com todas estas dicas de investimento com lucro rápido, você já sabe como aplicar pouco dinheiro e obter bons resultados financeiros. Agora, lembre-se de outro detalhe tão imprescindível quanto tudo o que foi dito até aqui: aprender a montar uma carteira de investimentos diversificada.

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