Meu Primeiro Imóvel

Consórcio imobiliário vale a pena? Solucione suas 12 maiores dúvidas

12 questões essenciais para sanar suas principais dúvidas sobre consórcio imobiliário. Confira agora mesmo!

A aquisição de uma propriedade é sempre um momento muito sonhado na vida de qualquer pessoa. No entanto, com a grande valorização que o mercado de imóveis tem sofrido, sobretudo nos grandes centros urbanos do Brasil, alcançar esse objetivo nem sempre é algo simples. Por isso mesmo, muitas pessoas se perguntam se o consórcio imobiliário vale a pena.

Essa é uma modalidade que está em franco crescimento e permite que até mesmo pessoas com o orçamento financeiro mais restrito consigam adquirir a moradia própria. E você, ficou interessado? Quer aprender um pouco mais? Então confira o conteúdo a seguir e solucione suas dúvidas sobre esse tema:

1. O que o consórcio imobiliário permite comprar?

Uma das dúvidas mais comuns de quem entra em um consórcio é o que efetivamente pode ser comprado com o crédito contemplado. E, ao contrário do que muitos pensam, você não precisa adquirir exatamente aquilo que desejava no começo: há uma boa flexibilidade e possibilidade de mudanças.

É possível, por exemplo, investir na aquisição de qualquer item que esteja no mesmo segmento. Com a evolução do sistema, mesmo que você quisesse inicialmente uma casa, você pode usar o dinheiro para comprar um apartamento, um terreno ou até mesmo para fazer uma reforma.

2. Como é a formação do grupo?

Um consórcio imobiliário só funciona quando um grupo de pessoas interessadas em adquirir o mesmo tipo de bem é formado. Basicamente, ele é constituído por um número de integrantes, que deverão contribuir mensalmente para a formação de uma poupança, e a quantidade de pessoas acaba sendo predeterminada pela empresa administradora do grupo.

Nesse caso, especificamente, a destinação do autofinanciamento será a compra de uma propriedade e isso será feito a partir de sorteios e lances, até que todos sejam contemplados com a carta de crédito.

Nessa modalidade, não existe a incidência de juros sobre as parcelas, sendo elas apenas corrigidas pelo Índice Nacional de Custos da Construção.

3. Qual é a documentação necessária?

Outra dúvida que é bastante comum no consórcio imobiliário é sobre a documentação necessária para entrar em um grupo. E, ao contrário do que muitos pensam, ela não é tão extensa. A burocracia é bem menor do que a que ocorre em financiamentos oferecidos por bancos e instituições financeiras, por exemplo.

4. O que é o contrato de adesão?

contrato de adesão é o termo que une o cliente à empresa e especifica quais são os detalhes daquele consórcio imobiliário. Ele é muito importante para mostrar quais são os deveres e os direitos das duas partes, bem como as especificações do fundo e também para garantir que tudo saia de acordo com o combinado.

Todos os participantes precisam assinar um contrato de adesão que, entre outros detalhes, terá a quantia total da carta de crédito, os prazos de vencimentos, os valores das prestações, os reajustes, as condições de contemplação, as taxas de administração e as obrigações da administradora e dos integrantes do fundo.

5. Como funcionam as assembleias e reuniões?

As assembleias são reuniões mensais que ocorrem entre os consorciados de um grupo e a respectiva administradora do consórcio. De acordo com a lei, os grupos de consórcio só são de fato constituídos após a realização da primeira assembleia.

Previamente agendadas no calendário de cada grupo, as assembleias configuram um momento de grande expectativa dos participantes do consórcio. Seja por meio de sorteio ou de lances, é nesse momento que novos contemplados são conhecidos.

O objetivo principal das reuniões de assembleia é a contemplação dos participantes do plano. No entanto, nessas reuniões também são tratados outros assuntos de interesse exclusivo do grupo de consorciados.

6. O que são os lances?

Os lances são muito importantes para compreender como funciona um consórcio imobiliário. É mais ou menos como em um leilão: a oferta maior é vencedora e o cliente tem a sua carta de crédito liberada.

É importante compreender que o lance é uma antecipação do pagamento das parcelas que estão por vir. O lado bom é que o participante pode, por exemplo, usar o seu FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) para fazer um lance ou complementar o valor da carta de crédito. Sempre é bom lembrar que o consorciado só consegue realizar o pagamento se o seu lance for o vencedor.

7. Como é a contemplação?

O momento mais importante do consórcio imobiliário é a contemplação, seja ela conquistada por sorteio ou por um lance. O procedimento é relativamente simples: o contemplado recebe a carta de crédito com o valor previamente combinado no contrato e pode utilizá-la para a aquisição de qualquer tipo de imóvel.

A escolha é de cada uma: terrenos, apartamentos, casas, novos, usados, na planta, construção ou até mesmo reformas de uma propriedade já quitada. Além disso, há outra possibilidade menos conhecida: a de usar a quantia recebida para quitar um financiamento, desde que ele esteja no nome do próprio consorciado.

8. O que ocorre se houver inadimplência?

Um dos grandes medos que as pessoas têm, e que as fazem se questionar se um consórcio imobiliário vale a pena, é de perder todo o dinheiro em caso de atrasos ou inadimplência. Porém, não é assim que as coisas ocorrem nesse sistema. Cada administradora tem suas regras e elas são estabelecidas no contrato de adesão.

No entanto, ainda que as penalidades e multas sejam variáveis de empresa para empresa, uma regra é universal: apenas quem estiver com tudo em dia pode participar de sorteios ou efetuar um lance. Sendo assim, é fundamental avaliar se as prestações cabem realmente no seu bolso para não correr esse risco, não é verdade?

9. Como funcionam os prazos?

Para quem opta pelo consórcio imobiliário em vez de um financiamento no modelo tradicional, os prazos podem variar de 60 a 180 meses, o que também influencia diretamente no tempo de espera para ser contemplado.

O mais importante é considerar que, caso esteja vivendo de aluguel e pagando um valor muito alto por isso, o tempo de espera poderá pesar no seu orçamento, valendo quase o mesmo que um sinal de entrada em uma casa financiada.

Avalie bem e planeje o seu orçamento antes de se decidir por um consórcio imobiliário ou financiamento.

10. Quais taxas devo pagar?

Existem algumas vantagens inegáveis no consórcio imobiliário em relação ao financiamento que precisam ser destacadas quando falamos sobre as taxas que devem ser pagas.

Primeiramente, as taxas pagas para administração do consórcio costumam ser bem mais acessíveis que em um financiamento. Outra questão que diferencia o consórcio imobiliário do financiamento é que você não precisa pagar um valor de entrada. O imóvel pode ser igualmente parcelado desde o início, te livrando da obrigação de ter dinheiro suficiente para dar como sinal. Tudo isso ajuda a aliviar o seu bolso e honrar os compromissos do consórcio até o final, concretizando o seu sonho da casa própria.

11. Os juros são muito altos?

Conforme adiantamos um pouco no tópico anterior, os juros praticados no consórcio imobiliário são de fato mais baratos que aqueles praticados pelo SAC e pela tabela Selic — e, com o aumento desses juros, a diferença se tornou ainda maior.

Digamos, por exemplo, que você irá financiar uma casa de R$ 500 mil, optando pelo modelo tradicional de financiamento. Ao final, você pagará quase R$ 810 mil com um juros de 11% ao ano, enquanto no consórcio, o juros da taxa de administração de 17% é dividida pelo tempo total do parcelamento, acrescida de algumas taxas menores, como fundo de reserva de 2%.

Neste exemplo, o valor total de um imóvel pelo consórcio sairia em torno de R$ 595 mil, uma diferença considerável se comparada com o valor pago no outro modelo de financiamento. No consórcio de imóveis também existe o seguro de vida que, para a maioria das administradoras, é obrigatório e, no exemplo citado anteriormente não foi calculado, uma vez que ele reduz mensalmente, de acordo com o saldo devedor. Lembramos ainda que no consórcio, anualmente, ocorrem os reajustes do INCC.

12. Eu posso usar meu FGTS?

Na maioria dos consórcios imobiliários não há problemas em utilizar seu FGTS para dar lances ou mesmo quitar seu saldo devedor. A única restrição é que o valor total do imóvel esteja no teto de R$ 950 mil, com exceção dos estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal que permitem como valor máximo imóveis de até R$ 800 mil.

Com isso, fica muito mais fácil você se planejar para concretizar o seu sonho por meio do consórcio imobiliário. Todavia, avalie bem os prós e os contras demonstrados ao longo do nosso post e julgue por você mesmo qual modalidade melhor se encaixa no seu orçamento e situação de vida. Faça a melhor escolha!

Se você gostou de solucionar suas principais dúvidas sobre consórcio imobiliário, não deixe de conferir nosso post sobre as 7 situações em que vale a pena comprar uma casa nova e se mudar. É sempre um prazer te ajudar a tomar as melhores decisões quando o assunto é consórcio!