Meu Primeiro Imóvel

Meu primeiro imóvel: 11 dicas para uma compra tranquila

Já pensou em juntar dinheiro e adquirir seu primeiro imóvel? Então confira algumas dicas para não errar na escolha!

Conseguir realizar o sonho de ter o primeiro imóvel é sempre um marco na vida de qualquer pessoa, pois representa para muitos a entrada na vida adulta. No entanto, fazer essa aquisição requer muito planejamento e organização antes de fazer as malas e sair do conforto da casa dos pais e morar sozinho.

Se você acredita que esse é o momento de dar esse importante passo e já pode falar com veemência: “essa é hora de comprar meu primeiro imóvel”, não deixe de acompanhar neste artigo algumas dicas para fazer uma compra tranquila, sem comprometer suas finanças. Confira!

1. Faça um bom planejamento financeiro

Quer marcar como concluído o objetivo “meu primeiro imóvel” da sua lista de sonhos? Então, para dar início à jornada rumo à compra da casa própria, é preciso ter um planejamento financeiro.

Para isso, o primeiro passo é organizar seus ganhos e gastos em uma planilha, calculando o quanto sobra a cada mês. Assim, ficará mais fácil determinar quanto será possível investir na sua futura propriedade.

Depois, tente visualizar nesse orçamento quanto você gasta mensalmente e o que pode ser cortado, para garantir uma parcela maior. Uma boa dica é reduzir o número de vezes que você come fora de casa.

Uma pesquisa divulgada na Revista Época Negócios mostrou que o almoço em restaurantes ou lanchonetes pode representar para os brasileiros 82% do salário mínimo. Se utilizarmos como base o valor atual, de R$ 954, isso representará cerca de R$ 780 por mês!

Cortando gastos e controlando o uso do seu dinheiro, será viável economizar mensalmente. Além disso, avalie a possibilidade de utilizar alguma aplicação financeira para fazer o valor render enquanto espera o imóvel ideal aparecer.

A poupança, que por muitos anos foi o melhor e mais seguro investimento, perde hoje para os fundos de renda fixa em rentabilidade — que, além disso, são tão seguros quanto. Pesquise para saber qual o prazo que melhor atende à sua demanda.

2. Converse seriamente com a sua família

Ao visualizar o seu planejamento financeiro, saber ao certo o quanto você recebe e o valor que poderá economizar, é hora de conversar com a sua família para explicar a situação e contar com a ajuda deles na realização desse sonho. Afinal, a compra do imóvel beneficiará a todos que moram com você.

Inclua aí não apenas o seu cônjuge e filhos (se for o caso), como também os seus pais ou outras pessoas que eventualmente residam na sua casa.

Essa é uma maneira excelente de formar uma rede de apoio e contar com a importante contribuição de todos na hora de evitar o desperdício e reduzir as despesas no final do mês. Isso pode significar economia de energia ou telefone para minimizar o valor dessas contas.

O pacote de TV a cabo, ainda que não seja cortado, pode ser trocado por um mais barato. O número de idas ao cinema ou às baladas pode ser reduzido, os gastos pessoais e assim sucessivamente, com uma série de outras despesas possíveis de serem cortadas.

3. Leve em conta a renda familiar

A renda familiar é um quesito importante a ser considerado na hora de comprar um imóvel. Afinal, a soma dos seus ganhos e os do parceiro influencia no quanto será disponibilizado para a realização do sonho da casa própria.

Por exemplo, se você optar por um financiamento, a recomendação é que o valor da prestação não comprometa mais do que 30% da renda mensal dos envolvidos com o empréstimo. No entanto, considere uma quantia extra que deverá ser paga como entrada, geralmente à vista.

Agora, se fizer um consórcio, lembre-se que uma parte da renda familiar deverá ser destinada para o pagamento da parcela até o fim do período estabelecido em contrato. A indicação dos 30% também vale para essa opção, embora essa modalidade ofereça preços mais acessíveis.

4. Acerte em cheio na localização

Para muitos especialistas, a localização é o item mais importante a ser considerado na hora de comprar um imóvel. E, sem sombra de dúvidas, eles têm muita razão ao afirmar isso, pois mesmo uma unidade muito boa pode não ter muita função se ficar em um bairro com diversos problemas de infraestrutura.

Avalie, por exemplo, se as ruas são pavimentadas e contam com iluminação pública. Pontos de ônibus também são importantes, mesmo que você prefira se locomover com seu transporte particular. Não se esqueça também dos comércios, pois eles são fundamentais para ter uma boa qualidade de vida.

Entre os mais importantes estão supermercados, escolas, padarias, farmácias, postos de saúde, restaurantes, lanchonetes etc. Para quem não abre mão da boa forma, academias de ginástica, clubes e ciclovias são imprescindíveis.

5. Considere o fator segurança

A segurança é um dos grandes problemas que os governantes brasileiros não conseguem resolver de forma satisfatória, sobretudo nos maiores centros urbanos. Por isso mesmo, esse também é um fator fundamental para você avaliar cuidadosamente na hora de comprar o seu primeiro imóvel.

Veja se há policiamento ostensivo nas ruas e se existem delegacias de polícia ou postos policiais nas adjacências. Ficar de olho no noticiário e conversar com os moradores da região também contribui bastante para avaliar se o local é seguro ou não.

Outro fator que ajuda bastante é a presença de estabelecimentos 24 horas, que auxiliam no monitoramento do bairro e mantêm as vias movimentadas por mais tempo.

6. Pesquise com calma e não tenha pressa

Para encontrar um bom imóvel para morar é necessário pesquisar com muita calma antes de fechar qualquer tipo de negócio. Lembre-se que esse será um investimento grande e envolverá uma boa quantia de dinheiro — muitas vezes as economias de uma vida toda.

Assim, mesmo diante de várias tarefas do dia a dia, organize-se e separe um tempo para procurar um imóvel. Faça bom uso da internet, mas priorize sites conhecidos e renomados no mercado, principalmente se você deseja encontrar melhores condições de pagamento.

Também é indicado fazer anotações com as informações básicas dos locais que decidiu visitar. Para isso, separe em um caderno ou no celular alguns dados, como o endereço, quantidade de quartos, preços e condições de pagamento.

O processo pode levar algum tempo, mas é fundamental para evitar problemas futuros, principalmente depois de assinar um contrato.

7. Veja qual perfil de imóvel combina com você

Na hora de procurar um imóvel, tenha bem definidas suas necessidades e o que você pode pagar por elas. Além de decidir o tamanho do imóvel, pense se você quer comprar um novo ou usado.

Os usados costumam ter preços mais acessíveis, mas, ao mesmo tempo, podem demandar custos extras elevados com reformas. Acompanhe os feirões das construtoras e lançamentos para saber dos novos empreendimentos e as condições para compra dos imóveis.

Não se esqueça de levar em conta a vizinhança, as condições do imóvel, os serviços oferecidos na região, oferta de transporte público, bancos, hospitais, comércio etc. Lembre-se que a compra de um imóvel é um investimento alto, e deve ser pensada em longo prazo.

Visite o local em diferentes horas do dia e até mesmo em dias alternados para entender como é a dinâmica de trânsito e movimento de pessoas.

É muito desagradável mudar e depois de alguns anos descobrir que aquele lugar não atende às suas necessidades e, assim, precisar se mudar novamente.

8. Procure a melhor forma de pagamento

Para adquirir seu primeiro imóvel, é importante saber quais são as formas de compra possíveis, de acordo com o que você conseguirá dispor do seu orçamento mensal. Carta de crédito de consórcio, financiamento bancário e aplicações financeiras podem ser boas opções para fazer seu dinheiro render e possibilitar uma melhor compra.

Primeiramente, tente juntar uma boa entrada, pois ela reduz o valor a ser financiado. Caso seja realmente necessário o financiamento, fique atento ao valor da parcela. Ela deve caber no seu orçamento sem causar maiores problemas.

“Comprei meu primeiro imóvel! ”. Se quiser dizer isso com prazer, avalie cuidadosamente os meios de pagar por ele. Afinal, a conquista da casa própria deve ser uma mudança positiva na sua vida e não mais um motivo para dor de cabeça, estresse e preocupações.

9. Considere atentamente os gastos extras

Muita gente cai no erro de considerar apenas o valor de venda na hora de comprar o primeiro imóvel, mas o fato é que você precisará arcar com alguns gastos bem maiores para ser o dono efetivo de uma bela unidade.

Na transferência em si já há a incidência de alguns impostos e taxas, que nem sempre são baratos, especialmente em propriedades antigas. Os custos mais comuns estão relacionados aos seguintes itens:

ITBI: a sigla significa Imposto de Transmissão de Bens Imóveis. Essa cobrança é feita pela prefeitura, sendo que o valor varia conforme a cidade em que o imóvel está localizado.
escritura: documento que expressa a vontade de comprador e vendedor de negociarem um imóvel. No caso de compras feitas à vista, a elaboração da escritura deve ser feita imediatamente. Já em imóveis comprados por meio de financiamento, o próprio contrato com o banco faz esse papel. Dessa forma, a escritura cumpre dupla função de formalização de todas as obrigações do negócio, para ambas as partes, além de efetivar a vontade de realização da compra e venda pelos envolvidos.
- registro: consolida efetivamente a transferência do bem para o novo titular, que, a partir de então, passa a ser o proprietário e responsável por arcar com algumas despesas do imóvel, como o pagamento do IPTU e da taxa de condomínio. Em outras palavras, o registro é o documento oficial que estabelece quem é o atual dono do imóvel.

Há também a taxa de condomínio, que costuma ser maior nos bairros mais nobres das grandes cidades, e os custos ordinários, como contas de luz, água, gás e telefone.

10. Tenha atenção quanto às reformas

Você também precisa ficar atento quanto às despesas eventuais com reformas ou reparos, principalmente para o caso de comprar um imóvel usado. Alterações na parte elétrica e hidráulica, por exemplo na cozinha ou banheiro, podem gerar custos elevados.

Porém, pintura e colocação de piso ou azulejos também geram grandes despesas, que podem pesar no orçamento. Uma boa dica para evitar se complicar com isso ou recorrer aos empréstimos é ter planejamento.

Por isso, guarde uma parte do dinheiro destinado para a casa própria apenas para cobrir o pagamento de reformas ou reparos. Assim, ao criar essa espécie de folga financeira, você conseguirá se preparar para qualquer tipo de imprevisto futuro.

11. Faça um consórcio para o primeiro imóvel

Uma modalidade muito utilizada atualmente é o consórcio de imóveis, principalmente para quem quer economizar e não possui pressa em adquirir o imóvel. Nessa forma de pagamento, os interessados em adquirir um bem fazem pagamentos mensais por um prazo estipulado previamente pela administradora do consórcio.

Os grupos duram de 10 a 15 anos, mas você pode ser sorteado a qualquer mês dentro desse período. Caso queira antecipar seu sonho, além de participar dos sorteios, você pode fazer uma oferta de lance e, sendo contemplado, poderá complementar seu crédito com o FGTS e adquirir seu sonhado imóvel.

Conheça as vantagens do consórcio

O primeiro imóvel está na sua lista de objetivos de vida? Então, saiba que, diferentemente de outras formas de financiamento habitacional, no consórcio não é necessário pagar uma entrada. Além disso, a taxa de administração é inferior aos juros do financiamento. Por isso, não deixe de pesquisar qual investimento é mais vantajoso para o seu bolso. As parcelas são reajustadas anualmente.

Os lances podem ser dados mensalmente, para tentar acelerar o processo. Com o crédito contemplado você fará uma compra à vista e, assim, poderá conseguir bons negócios. Toda análise do seu cadastro será feita no momento que for retirar o crédito.

Também podemos citar mais alguns benefícios proporcionados pelo consórcio, como:

- possibilidade de comprar imóvel na planta, concluído, para construção ou reforma;
- escolha da administradora de preferência;
- segurança e economia;
- utilização do FGTS para dar lance, entre outros.

Além disso, essa é a escolha perfeita para você que não está com muita pressa para se mudar e deseja ter um tempo extra para pensar em outras escolhas, como a escola dos seus filhos, a mobília da nova casa ou até mesmo o trajeto para o trabalho. Aí, quando você menos esperar, pode se tornar o proprietário por um valor justo e fácil de pagar!

Saiba como escolher a administradora

Um ponto muito importante na hora de entrar em um consórcio para aquisição de um bem é checar a idoneidade da administradora do consórcio.

Para isso, consulte no Banco Central a situação legal da administradora. Também é interessante verificar os órgãos de defesa do consumidor, como o Procon, ou sites como o Reclame Aqui para saber como a administradora se relaciona com seus clientes e de que forma resolve problemas que podem acontecer ao longo do relacionamento comercial. Além disso, avalie o histórico da empresa no mercado.

No mais, converse também com amigos e parentes que tenham feito o mesmo tipo de negócio para saber se tiveram algum problema. Não esqueça de ler com cuidado o contrato e pergunte sobre possíveis cancelamentos e quebras do documento para estar informado sobre como agir nessas situações.

Tenha em mente que a decisão da compra de um imóvel é um dos momentos mais importantes da vida de uma pessoa e requer calma e atenção antes de dar um grande passo.

Viu só quantas boas dicas para quem tem como meta a conquista do "meu primeiro imóvel"? Se você estiver planejando dar esse importante passo na sua vida, aproveite para baixar o nosso e-book e confira ainda mais informações sobre esse assunto!

Guia De Compras De Imo Veis Como Adquirir Seu Primeiro Imo Vel Banner Artigo Blog

As informações que constam nesse artigo podem sofrer atualizações sem aviso prévio.