Sustentabilidade financeira: entenda o conceito e a aplicação

Você sabia que o consumo consciente hoje pode te levar à sustentabilidade financeira? Saiba como aqui!
  • Atualizado em December 28, 2021
  • Publicado em October 24, 2017
  • Sustentabilidade

Você já ouviu falar em sustentabilidade financeira? Sustentabilidade geralmente é um termo aplicado a questões ambientais, mas, nesse caso, o conceito está relacionado ao uso consciente do dinheiro no presente para alcançar metas no futuro.

Para isso, é preciso gastar e consumir com qualidade, evitando despesas desnecessárias e investindo parte do dinheiro para a formação de patrimônio próprio. Por sinal, é cada vez maior a quantidade de pessoas preocupadas em fazer o melhor uso dos seus recursos para garantir a concretização de seus sonhos.

Para que você também alcance esse objetivo, preparamos este material pensando em ajudá-lo a ter um controle otimizado da sua vida financeira. Confira!

O que é sustentabilidade financeira?

A sustentabilidade financeira pode ser resumida como o conceito básico de saber utilizar os recursos disponíveis de forma racional, seguindo uma lógica para atender às necessidades pessoais de hoje, mas também se importando com as que estão por vir.

Em outras palavras, aplicar a sustentabilidade financeira no dia a dia é saber controlar o orçamento — evitando despesas com supérfluos — e usá-lo com segurança para a formação de reservas de emergência, aplicação em investimentos e planejamento da aposentadoria.

Quando aplicado à vida pessoal, esse conceito costuma proporcionar uma realidade mais equilibrada e confortável, que assegura ao indivíduo a possibilidade de pensar em planos de longo prazo com tranquilidade.

É importante ter em mente que a sustentabilidade financeira não prega o fim do consumo e nem impede você de fazer as coisas de que gosta — muito pelo contrário! Nós sabemos a importância que a manutenção de alguns hábitos têm na qualidade de vida das pessoas.

Por isso, você não precisa eliminar aquele jantar sagrado com os amigos ou esquecer a viagem das férias, nem ficar em casa o tempo todo apenas acumulando dinheiro.

Porém, para começar a pensar de maneira financeiramente sustentável, o primeiro passo é aprender a gastar menos do que se ganha. E esse é um dos maiores desafios das pessoas no dia a dia, que não controlam o seu orçamento e estão sempre no limite de suas contas.

Quais os benefícios da sustentabilidade financeira?

Alcançar a sustentabilidade financeira é um objetivo que milhares de brasileiros têm em comum, visto que traz mais segurança em relação às adversidades e imprevistos do futuro, além de trazer mais qualidade de vida. Veja a seguir quais são suas principais vantagens!

Mais equilíbrio no orçamento

Você já ouviu falar sobre os 4Gs da sustentabilidade financeira? Pois bem, de forma simplificada a premissa desse conceito se baseia em:

  • gerar;
  • gastar;
  • guardar;
  • ganhar.

Se analisarmos nessa ordem, podemos notar que há um ciclo perfeito e sustentável. Ou seja, o que é consumido é reposto na mesma medida. Dessa forma, é possível não apenas alcançar o equilíbrio no orçamento, mas também conseguir guardar para o futuro.

Para isso, é preciso que as fontes de renda superem as despesas mensais — o que é um dos preceitos da sustentabilidade financeira — cortando gastos desnecessários e tomando decisões inteligentes em relação ao dinheiro. Falaremos mais sobre isso.

Menores chances de endividamento

Não é preciso ser especialista em ciências econômicas para saber que uma das maiores causas do endividamento é a má relação com o dinheiro, isto é, a falta de disciplina com os próprios gastos.

Contudo, sabemos que muitas pessoas não acabam se endividando de propósito, mas sim por conta da dificuldade em equilibrar a renda e as despesas e, ainda, conseguir poupar uma parte do dinheiro.

Se considerarmos que a sustentabilidade financeira é um conceito que abrange mudanças não somente na forma como as pessoas se relacionam com suas rendas, mas também em como lidam com suas dívidas, pode-se afirmar que um de seus benefícios é a redução das chances de endividamento.

Mais tranquilidade em relação ao futuro

Quem nunca perdeu o sono pensando nos "boletos", não é verdade? De fato, a insegurança sobre o futuro é uma realidade na vida de muitas pessoas, pois nunca se sabe quando um imprevisto pode acontecer, como a perda de um emprego ou um problema de saúde que impacte na capacidade de ganhar dinheiro.

Dito isso, um dos pontos positivos da sustentabilidade financeira está no fato de que ela proporciona muito mais tranquilidade em relação ao futuro. Afinal, seu conceito consiste em ter mais disciplina na hora de poupar e realizar investimentos inteligentes para gerar renda, como a compra de um imóvel para locação, por exemplo.

Como aplicar a sustentabilidade financeira no dia a dia?

Agora que você já entendeu o que é a sustentabilidade financeira e a importância dela na sua vida, é preciso também aprender a como colocá-la em prática na sua rotina. Ao contrário do que muitos pensam, não é tão complicado e é preciso apenas ajustar alguns maus hábitos que podem comprometer a economia.

Porém, mesmo que no início você sinta alguma dificuldade, com certeza agradecerá no futuro quando estiver colhendo os louros. Por isso, leia os tópicos abaixo e conheça algumas de nossas dicas.

1. Reduza o consumo descontrolado

Como comentamos, a ideia da sustentabilidade financeira não é deixar de realizar as coisas de que gosta, mas sim compreender melhor o seu rendimento mensal em relação aos seus gastos.

O consumo consciente é o primeiro passo para desenvolver uma reserva financeira. Portanto, avalie qual é a sua renda líquida, aquela que sobra após o desconto de todos os impostos, e quanto você gasta. Essa consciência financeira fará toda a diferença no controle dos seus recursos e dos seus futuros investimentos.

Separe o seu orçamento mensal nas seguintes categorias:

  • gastos essenciais — como plano de saúde, aluguel, alimentação, ensino, entre outros;
  • gastos supérfluos — como compras de roupas, pedidos de delivery por aplicativos, bebidas, alimentação fora de casa, entre outros.

Depois de listar todos os seus gastos, avalie o que pode ser eliminado ou reduzido. Se você almoça todo dia fora, já pensou na possibilidade de levar marmita para o trabalho? O valor do seu aluguel está condizente com as suas necessidades e possibilidades? É possível dividi-lo com outra pessoa, por exemplo?

Outro ponto importante é notar como a organização do cotidiano pode contribuir para a sustentabilidade financeira. Ir ao supermercado com uma lista de compras é um bom exemplo. Assim, você não leva nada para casa por impulso e evita aquelas promoções desnecessárias que só servem para pesar no orçamento.

Economizar com outros serviços no dia a dia também é bastante válido. Avalie o seu consumo com pacotes de telefonia, academia, internet, planos de TV a cabo, entre outros. Muitas vezes, você pode estar pagando por serviços que não são utilizados ou que podem ser otimizados.

Precisamos ressaltar que não há uma fórmula pronta para isso. Sendo assim, cada um deve analisar a sua realidade e reais necessidades para poder chegar ao melhor resultado e, com isso, evitar o consumo desenfreado e prejudicial ao seu orçamento.

2. Mantenha uma planilha financeira atualizada

Manter a organização financeira em dia é uma das melhores maneiras de contar com um orçamento sustentável. Logo, mesmo que pareça trabalhoso, não pule essa dica — ainda mais agora que existem diversas opções para anotar os seus gastos, como aplicativos e planilhas digitais.

Não se dá bem com o Excel, por exemplo? Não tem problema. Use a tecnologia ao seu favor e encontre planilhas já prontas ou até mesmo aplicativos financeiros que se integram com a sua conta bancária, categorizam os seus gastos, montam gráficos e geram relatórios.

Porém, para que o seu planejamento financeiro tenha um resultado positivo, você deve acompanhá-lo com frequência e refletir sobre o que foi feito mensalmente.

3. Foque em investimentos de longo prazo

Uma ótima maneira de pensar no futuro com responsabilidade no presente é buscar investimentos de longo prazo. Seja para programar a aposentadoria ou sair do aluguel e adquirir a casa própria, esses investimentos, quando bem planejados, podem ser boas fontes de lucro e renda.

Os consórcios aparecem como opções seguras e ideais para garantir o futuro uma vez que, tornando-se integrante do grupo, você passa a fazer parte de uma espécie de poupança forçada. Isso quer dizer que você faz os pagamentos mensais e forma um fundo para a aquisição do bem, mas só tem acesso ao valor quando é contemplado. Isso auxilia a evitar compras por impulso e gastos supérfluos.

A planilha montada na dica anterior pode servir de base para comprometer apenas uma quantia saudável dos seus ganhos para esses investimentos.

4. Crie uma reserva de emergência

Aqui, vale lembrar que contar com uma reserva de emergência para imprevistos é muito importante. O pensamento, muito comum entre os jovens, de que só se vive uma vez e que isso justifica a realização de gastos inconsequentes, apenas serve para trazer uma felicidade momentânea.

Não há nada melhor do que colocar a cabeça no travesseiro e conseguir dormir com tranquilidade, sem ficar pensando se as contas fecharão no próximo mês ou não.

Portanto, mesmo que você ainda não tenha começado a sua reserva de emergência, não pense duas vezes antes de começar a formá-la. Você pode começar a poupar desde já, cortando os gastos supérfluos, por exemplo. Se, hoje, você pode guardar só um pouco, não tem problema. O importante é dar o primeiro passo!

O ideal é que a reserva seja montada de acordo com os ganhos de cada pessoa. Desse modo, se precisar utilizá-la, você vai conseguir manter o padrão de vida atual por um tempo. Para isso, crie a reserva com base no seu ganho atual e multiplique por cerca de 3 a 6 meses. Por exemplo, se você ganha R$ 2.000,00 por mês, sua quantia para uma boa reserva seria de R$ 12.000,00.

Mais uma vez, você pode utilizar sua planilha para ter uma ideia ampla de todos os seus gastos e formar a reserva de emergência que melhor se encaixe no seu perfil.

5. Adote uma postura sustentável

Como você pôde entender até aqui, o conceito de sustentabilidade baseia-se na ideia de produzir, consumir e reproduzir em um ciclo auto-renovável, correto? Isso se aplica tanto para questões ambientais quanto econômicas.

Quando falamos em adotar uma postura sustentável, trata-se de viver de uma maneira na qual suas atitudes sejam focadas em evitar o consumo desnecessário e aproveitar ao máximo as oportunidades.

Por exemplo, evitar o desperdício de energia elétrica é uma medida que, além de impactar diretamente em sua conta de luz e poupar dinheiro, minimiza os impactos negativos ao meio ambiente. Da mesma forma, você pode investir no reaproveitamento de materiais e reciclar sempre que for possível.

O mesmo se aplica a questões básicas do cotidiano, como a sua ida e volta do trabalho. Se for viável, vá a pé ou de bicicleta, pois além de economizar o dinheiro do combustível ou do transporte (ônibus, metrô, app de viagem etc.), você ainda estará praticando uma atividade física e reduzindo a emissão de agentes poluentes na atmosfera.

6. Trace metas

Ter metas bem-definidas é fundamental para colocar as dicas anteriores em prática. Se você sabe aonde quer chegar, consegue enxergar com mais clareza o que deve ser feito agora, no presente.

Logo, defina os seus planos e trace objetivos para a sua vida. Ao analisar o seu orçamento e eliminar o consumo inconsequente, sentirá mais facilidade em traçar metas realistas, uma vez que sabe exatamente quanto ganha, quanto gasta e quanto sobra. Não adianta dizer que vai economizar 80% do seu salário, quando metade dele é consumido por despesas fixas, como o aluguel e as contas de casa.

Então, determine metas e elabore planos a curto e médio prazo. As metas de curto prazo são importantes para manter a sua motivação e fazer com que você continue focado e comprometido com a sustentabilidade financeira do seu orçamento. Alguns exemplos são: comprar aquele celular que você tanto deseja ou realizar uma viagem de final de semana para algum destino próximo.

Já as metas de médio prazo vão exigir um pouco mais de calma e planejamento. Elas podem representar a compra de um carro ou apartamento, entrar em uma faculdade ou reformar a sua casa, por exemplo.

A sustentabilidade financeira se constrói com a estipulação de metas, com controle consciente dos seus gastos e qualidade de vida. Com a aplicação das dicas deste post no seu dia a dia, você com certeza vai conseguir alcançar esse objetivo. Boa sorte!

Já quer começar agora mesmo? Que tal conferir nossas 7 dicas para manter suas contas domésticas em dia? Acesse!
As informações que constam nesse artigo podem sofrer atualizações sem aviso prévio.
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