Entenda como funciona carro automático de forma prática

Carros com câmbio automático são práticos, confortáveis e seguros para dirigir. Aqui, você vai saber mais sobre eles!
  • Atualizado em November 8, 2021
  • Publicado em May 16, 2019
  • Seu carro

Como todos sabem, o mundo automotivo é repleto de curiosidades. Uma das mais relevantes é a que existe em torno do câmbio automático. Para quem nunca dirigiu um veículo com esse mecanismo, sempre existe a dúvida: será que vale a pena? E como funciona um câmbio automático?

Continue acompanhando o texto e confira!

O que é um carro automático?

Vamos começar pela dúvida mais recorrente! De maneira resumida, um carro automático não exige a troca de marchas. Isto é, o condutor não precisa se preocupar com aquela velha história de dosar a embreagem e engatar as marchas na caixa de câmbio.

Inclusive, a primeira grande diferença entre modelos automáticos e manuais é vista nos pedais desses veículos. Em um carro automático, você só precisa se preocupar em acelerar e frear, sendo assim, esses modelos não contam com o pedal da embreagem.

Por serem tão confortáveis, os carros automáticos estão ganhando cada vez mais destaque, equipando até mesmo os lançamentos mais acessíveis do mercado. Então, antes de adquirir seu sonhado veículo, aproveite esta leitura e entenda as vantagens dessa tecnologia!

O que é um sistema de câmbio?

O sistema de câmbio é um mecanismo de escala para a distribuição de torque do motor. Dessa forma, cada marcha dita a relação entre velocidade e potência. Por esse motivo, em marchas baixas, o veículo trafega em uma velocidade menor, mas trabalha com maior potência — pois é uma fase de aceleração.

Já nas marchas altas, o veículo se desloca em uma velocidade maior, mas com menor aceleração. Essa é a fase em que o veículo já está em pleno movimento, e a dosagem do acelerador serve para sustentar a velocidade de tráfego no padrão recomendado.

Além disso, as montadoras estão em uma rota constante para a modernização dos motores, fazendo com que esses trabalhem em rotações cada vez mais baixas. Afinal, quanto menor a rotação, menor o esforço do conjunto mecânico e, por consequência, menor o consumo de combustível.

Isso é percebido tanto em carros automáticos como nos manuais. Felizmente, essa economia também pode ser conquistada adequando o seu comportamento durante a condução, em que uma tocada mais tranquila, sem acelerações ou frenagens bruscas, ajuda você a ampliar a autonomia do carro.

Quais são as diferenças entre carros com câmbio automático e manual?

Nos carros de câmbio manual, o motorista precisa “sentir” o momento exato da troca de marcha para pisar na embreagem com o pé esquerdo, acionar manualmente a alavanca de transmissão e mudar para a marcha adequada à situação.

Em um carro automático, tal habilidade é dispensada, pois o sistema de transmissão, seguindo sua configuração, substitui o motorista na hora de trocar de marcha. O próprio veículo se encarrega de identificar o momento exato para executar o ajuste e mudar para a marcha adequada. Assim, você só precisa controlar a velocidade com o acelerador e o freio.

Como funciona um câmbio automático?

O sistema automático convencional funciona por meio de um conversor de torque aliado ao câmbio, com discos que se movimentam pela pressão do óleo. É mais robusto, mais preciso e de manutenção mais fácil.

Já o sistema chamado CVT (Continuously Variable Transmissions), mais comum em carros híbridos, como o Toyota Prius, apoia-se em polias cônicas ligadas a uma correia. Não é tão robusto como o automático convencional, apesar de ser bastante eficiente.

Há, ainda, o câmbio automatizado, no qual um sistema eletrônico assume o controle da embreagem e da troca de marchas. O preço do veículo é mais vantajoso, mas ainda há poucos profissionais habilitados para sua manutenção. Além disso, alguns componentes precisam ser trocados com mais frequência.

Quais são as vantagens do câmbio automático?

Mas o que faz os carros automáticos serem tão atrativos no mercado? Em nossa opinião, essa é uma pergunta com três respostas: conforto, performance e comodidade. Veja!

Conforto

Carros automáticos são mais confortáveis, seja na cidade, seja na rodovia durante uma viagem, pois a condução se torna muito mais simples quando você não precisa utilizar a embreagem. Além dessa percepção, também é importante destacar um cenário excepcional: os congestionamentos.

O horário de pico nas grandes metrópoles pode ser chato para todo mundo. No entanto, o câmbio automático reduz uma parte considerável do “anda e para” de um trânsito lotado. Nesse exemplo, basta acelerar e frear, sem repetir o engate de marchas e embreagem a cada pequeno deslocamento.

Performance

Por muito tempo, os carros automáticos carregaram a má fama de serem gastões e menos potentes. Até certo ponto, isso era verdade, sobretudo nos veículos fabricados anteriormente ao ano de 2010. No entanto, as montadoras estão sempre modernizando seus projetos, fazendo com que os câmbios automáticos não roubem a potência do motor como antigamente.

Em certos casos, o câmbio automático torna o carro ainda mais esportivo, como é o caso dos modelos com dupla embreagem. Nesses veículos, a troca é absolutamente instantânea, minimizando qualquer engasgo sentido na condução.

Praticidade

Sem sombra de dúvidas, os carros automáticos são as melhores opções para quem acabou de comprar seu primeiro carro. As trocas automáticas diminuem drasticamente a dificuldade para quem nunca conduziu um veículo fora da autoescola, deixando a experiência bem mais fácil e intuitiva.

Quais são as particularidades de um carro automático?

Interessou-se e quer saber o que vai encontrar no carro automático? A primeira coisa notável será a falta do pedal da embreagem, pois ele é dispensável. Então, seu pé esquerdo não terá nenhuma função. Os pedais presentes serão apenas o de freio e o de acelerador.

Quem encara o trânsito complicado dos grandes centros urbanos vai gostar do conforto de não ter que trocar de marcha a todo momento, como acontece com os carros manuais.

Dirigir um veículo automático é bem mais simples, o que favorece as pessoas com mobilidade prejudicada e limitações de coordenação motora. A direção também é mais confortável e segura.

O motor de um carro automático raramente “morre”, já que o encaixe das marchas não depende de ação humana. Quem está no comando da mudança de marchas é o próprio veículo e não o motorista.

Outro ponto é que os câmbios manuais sofrem desgastes pelo mau uso do sistema, o que não acontece nos automáticos. Isso significa que as manutenções dos automáticos serão menos frequentes, apesar de mais caras.

É bom ressaltar que o carro automático pode consumir mais combustível que o manual, devido à troca de marcha em alta rotação. Porém, os avanços tecnológicos dos modelos mais modernos já conseguem manter a rotação praticamente inalterada nas trocas de marcha, reduzindo o consumo de combustível.

Como dirigir um carro com câmbio automático?

Agora que você já entendeu como funciona um carro automático, está na hora de saber como dirigir um deles. Para começar, observe as letras e números indicando as diferentes posições da alavanca:

  • P vem do inglês "park", que significa "estacionar". Nessa posição, as rodas de tração estarão bloqueadas;
  • R do inglês "reverse", é a posição de marcha à ré;
  • N de "neutral", é o ponto morto. Nessa posição, as rodas de tração não estarão bloqueadas;
  • D da palavra inglesa "drive", é a posição para dirigir;
  • 4 - 3 - 2 - 1 (L) são posições que bloqueiam as marchas, impedindo que o veículo faça a troca automaticamente.

Para dirigir, é bastante simples: de início, a posição da alavanca estará no P (park). Com seu pé direito, pressione o pedal esquerdo, que é o do freio. Ligue o carro usando a chave de ignição ou o botão de acionar o motor. Com o pé ainda no freio, mude a alavanca da posição P para D, se quiser mover o carro para a frente, ou R, se quiser dar marcha à ré.

Estando na posição D e com o carro em movimento, basta controlar a velocidade com os pedais de acelerador e de freio. Tal posição pode ser mantida mesmo em paradas rápidas, como em um sinal de trânsito fechado.

Enquanto o veículo estiver se movimentando, o câmbio automático vai selecionar a marcha correta para diferentes situações, fazendo todo o trabalho para você. No final do trajeto, com o carro parado, mantenha o pé no pedal do freio, mude a alavanca para P e desligue a ignição.

Alguns modelos de carro automático também apresentam a opção de selecionar primeira ou segunda marcha. É um recurso útil em situações em que é preciso “segurar” o carro em velocidade mais baixa, como ao descer uma ladeira, por exemplo.

Lembre-se que a posição R, para dar marcha à ré, só pode ser ativada com o veículo parado.

Como é a manutenção de um carro automático?

Agora que você conhece as peculiaridades do câmbio automático, chega a hora de conhecer alguns detalhes sobre sua manutenção. De uma maneira geral, a manutenção dos câmbios automáticos é simples, incluindo o procedimento de manutenção preventiva, realizado por um profissional mecânico, e a substituição do óleo.

Além disso, é importante desmistificar algumas velhas ideias no mercado:

  • “Carro automático quebra fácil”;
  • “Câmbio automático deixa o carro lento”;
  • “Os modelos automáticos são beberrões”.

Em 2021, nada disso reflete a realidade. Primeiro, devemos esclarecer os seguintes mitos: "o carro automático consome muito e anda pouco". Essa é uma noção antiga, surgindo da experiência que os consumidores tinham com automáticos fabricados até meados da década de 2000.

Atualmente, a engenharia mecânica já oferece excelentes caixas de câmbio em todas as montadoras, até mesmo nos modelos mais populares. Isso significa que não há tanto roubo de torque do motor e que, com as velocidades bem escalonadas, esses modelos conseguem fazer excelentes médias de consumo, ultrapassando os 13 km/l.

Outra noção a ser combatida é “carro automático quebra fácil”. Essa é uma ideia errada e distorcida. Na realidade, câmbios automáticos são mais propensos a problemas se o dono do veículo for negligente com a sua manutenção, principalmente com os procedimentos preventivos.

Assim como qualquer outro conjunto mecânico, os modelos automáticos exigem cuidados especiais, mas nada que encareça de maneira substancial os seus custos fixos de manutenção. Quando bem cuidados, esses modelos são tão duráveis e práticos quanto os equipados com câmbios manuais.

Por fim, a ideia de que o custo de manutenção é superalto. Novamente, isso não reflete a realidade. O custo tende sim a ser mais alto que a manutenção de um mesmo modelo de câmbio manual, mas apenas pela maior quantidade de componentes envolvidos.

Em câmbios mais robustos, conhecidos há décadas pelo mercado nacional e internacional, como o Tiptronic da Volkswagen e os AT4 e AT5 de montadoras como Toyota e Honda, a confiabilidade é imensa, bastando o proprietário obedecer ao calendário de manutenções para que tudo saia como previsto.

Quais são os sinais de que a manutenção é necessária?

Em um todo, existem 5 indicadores que podem apontar a necessidade de uma manutenção. O primeiro indicador é a data de uma manutenção preventiva. Ou seja, se você tem um agendamento programado para um procedimento preventivo, é hora de levar o carro para oficina, ponto final.

A manutenção preventiva não vai necessariamente corrigir um problema existente, apenas avaliar o desgaste do componente, substituir o óleo e garantir que tudo esteja em boas condições, realizando trocas e intervenções apenas se necessário.

Um segundo sintoma de que chegou a hora da manutenção é se está ocorrendo o superaquecimento do câmbio. Isso é percebido por conta de um odor adocicado que emana da região do câmbio, acusando o aquecimento exagerado do óleo. A recomendação é parar o veículo por um momento, deixar que a caixa esfrie e partir para uma oficina mecânica, onde você realizará a manutenção corretiva.

O sintoma mais intuitivo de todos é a luz no painel de notificações. Em modelos mais convencionais, a luz sugere problema no motor, indicando a necessidade da ida até a oficina. Em modelos com diagnósticos mais sofisticados, a indicação já apontará que há um problema especificamente na caixa de câmbio.

Por fim, os dois últimos indicadores são os ruídos estranhos e o câmbio patinando. Além de desconfortáveis, ambos os problemas podem prejudicar severamente o veículo caso não sejam rapidamente avaliados. Novamente, a recomendação é partir para o pátio de uma oficina da sua confiança.

Como atuar preventivamente e evitar problemas?

Com algumas ações relevantes, você consegue estender a durabilidade do seu câmbio automático, protegendo-o de desgastes desnecessários. Veja algumas dessas ações necessárias a seguir!

Obedeça ao calendário de manutenções preventivas

A primeira ação que precisamos destacar é obedecer às datas de manutenção do automóvel. Isso porque a durabilidade da transmissão automática está ligada à atenção e ao cuidado que o condutor tem com o veículo. Sendo assim, o mais indicado é fazer a consulta das tabelas de manutenção do manual do proprietário, para saber quais são os prazos para troca de filtro e do fluido hidráulico, por exemplo.

É preciso lembrar que, quanto mais lubrificação, menor vai ser o desgaste. Pelo mesmo motivo, outro ponto que recomendamos é corrigir vazamentos o quanto antes. Não se esqueça de que, mesmo sendo um problema bem pequeno, é preciso contar com um especialista, para evitar danos no câmbio ao desmontá-lo e montá-lo novamente.

Não engate a ré com o veículo em movimento

Todos cometem erros, não é mesmo? Muitas vezes o motorista está apressado ou nervoso e acaba não tendo paciência de parar o veículo totalmente antes de mudar para o “R” e engatar a ré. Mas é importante ter em mente que isso causa avarias na transmissão, tanto na automática quanto na manual, prejudicando os componentes.

Quando você muda entre marchas opostas sem parar totalmente o veículo, você usa a transmissão para parar o automóvel, e não os freios. Portanto, o ideal é não fazer a troca das marchas com o carro ainda em movimento. Esse hábito ruim pode demandar consertos, que saem bem caro para o bolso.

Faça as trocas de óleo nos períodos indicados

É imprescindível que a troca de óleo do câmbio automático seja feita sempre que for necessário. Para algumas marcas, o indicado é fazer a troca a cada 30 mil quilômetros rodados. Fazendo isso, a máquina sempre vai permanecer renovada e, claro, as chances de ter problemas são mínimas.

Saiba que a troca de óleo é fundamental para todos os automóveis, pois é um fluído extremamente relevante, afinal, é ele que mantém os componentes do câmbio lubrificados.

Tenha atenção ao escolher a oficina

Como estamos falando de uma transmissão mais complexa, que depende de inúmeros sistemas para que funcione adequadamente, é importante escolher a oficina com bastante cuidado. Antes de tudo, o ideal é que você busque indicações. Tente encontrar pessoas que têm veículo com câmbio automático, que fizeram o reparo com a oficina e aprovaram o serviço.

Cheque o nível do radiador periodicamente

É preciso verificar o nível do líquido do radiador de forma periódica. Isso porque a função desse líquido é manter o motor refrigerado e a temperatura ideal dos outros componentes, e claro que o fluido das transmissões automáticas é um desses componentes.

Então, se faltar água, o motor do veículo pode ferver, o câmbio pode ficar superaquecido e, com isso, os componentes vão ser prejudicados. Vale lembrar que essa é uma particularidade desse tipo de câmbio, pois o manual não apresenta esse problema. Logo, o cuidado deve existir para não ter problemas.

Vale a pena comprar um carro automático?

A realidade é que apenas você pode responder a essa pergunta. Atualmente, os carros automáticos são tão econômicos e performáticos quanto os manuais. Sendo assim, cabe a você decidir entre o que escolher: a sensação purista de uma condução manual ou a praticidade do automático.

Muito simples, não é mesmo? Então, a leitura do nosso artigo mostrou as diferenças e características de um veículo de câmbio automático em relação a um de câmbio manual. Mostramos, de forma simples e didática, como funciona um carro automático e o que fazer para dirigir um deles.

Agora que você sabe bem como funciona um carro automático, chega o momento de continuar aprimorando a escolha do seu próximo modelo.

Para isso, recomendamos a leitura do nosso artigo especial sobre o tema, em que listamos as melhores marcas no quesito de conforto aos passageiros!
As informações que constam nesse artigo podem sofrer atualizações sem aviso prévio.
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