Tudo Sobre Consórcio

As vantagens do investimento no aquecido mercado de consórcios

Em função das vantagens que oferece, o setor de consórcios apresentou crescimento mesmo em tempos de crise. Confira!

A crise que o Brasil vem enfrentando tem afetado de maneira severa os mais variados setores, o que provocou uma drástica redução nas atividades econômicas. Todavia, contrariando as tendências gerais, o segmento de consórcios ganha força no mercado, em decorrência de uma significativa procura por esta modalidade de investimento ao longo do ano.

Confira neste post quais são as razões desta preferência de muitos brasileiros pelo consórcio e as perspectivas que ele apresenta.

Incremento

Considerando o comparativo entre dados apresentados pela Associação das Administradoras de Consórcio (Abac), houve um incremento no número de novas cotas vendidas, que passaram de 991,5 mil no período compreendido entre julho e novembro de 2015 para 1,03 milhão no mesmo período de 2016.

Levando em conta que estamos vivendo um período de forte recessão, estes números são muito interessantes e merecem uma análise.

A explicação para o fato, contudo, vai além da boa aceitação que os brasileiros normalmente têm pelos consórcios e inclui a dificuldade de se conseguir crédito no mercado atualmente.

Restrição ao crédito

O aumento da taxa de juros oficial – que, no caso do Brasil é representada pela taxa Selic – é um dos mecanismos de controle da inflação, que age na restrição do crédito. Com os juros mais altos, a busca por empréstimos diminui, diminuindo também o consumo e, por consequência, tirando o fôlego da inflação.

De fato, além das habituais exigências que as instituições financeiras impõem para conceder crédito, o que em qualquer época dificulta o acesso ao dinheiro dos bancos, estimulados pela taxa Selic — que foi fixada em 13% ao ano pelo Comitê de Política Econômica do Banco Central (Copom) —, os juros bancários estão nas alturas, o que encarece bastante a aquisição de qualquer bem ou serviço utilizando dinheiro emprestado.

A alternativa do consórcio

Por outro lado, os desejos e as necessidades do consumidor não são pautados pelas estratégias econômicas, o que torna necessária a busca por alternativas financeiras que permitam que eles sejam realizados. Assim, resta a quem não tem dinheiro para o pagamento à vista fazer uma poupança com um objetivo específico ou aderir a um consórcio.

No caso da poupança, surge a necessidade de uma forte disciplina e de paciência para aguardar o acúmulo de todo o dinheiro necessário para a compra. Em contrapartida, o consórcio surge como uma forma de investimento que pode solucionar em prazo mais curto ou até imediatamente a necessidade da aquisição.

O consórcio é mais barato

Ao contrário dos financiamentos bancários, no consórcio não há cobrança de juros. Os únicos custos existentes são aqueles referentes à taxa de administração que é cobrada pela administradora de consórcios e eventualmente a cobrança do seguro.

Com isso, um bem ou um serviço adquirido por meio de consórcio se torna mais barato do que seria se fosse adquirido por meio do financiamento bancário. Aliás, é interessante ressaltar que esta diferença de valor se torna ainda mais acentuada em tempos de juros altos.

Poupança programada

Quem recorre à poupança como forma de acumular dinheiro para uma aquisição qualquer deve manter uma rígida disciplina. Sem ela, fica difícil conter as tentações que levam a desviar as economias para a satisfação de outros desejos, diferentes da necessidade original.

Por exemplo, é muito comum alguém começar uma poupança com objetivo de adquirir um apartamento e acabar gastando o dinheiro com uma viagem. Outros desejam um carro, mas não resistem à vontade de trocar o celular, de comprar roupas e de bancar outras despesas menores, que drenam a poupança e adiam a realização da necessidade principal por tempo indefinido.

No caso do consórcio, como a meta de aquisição estabelecida exige o pagamento de parcelas mensais, que têm valores e datas pré-fixados, e como existem algumas regras para que os recursos sejam disponibilizados por meio da carta de crédito, a reserva de capital se torna muito mais segura.

Assim, o consórcio também pode ser visto como uma poupança programada, o que é muito vantajoso para quem não tem a disciplina como ponto forte.

Possibilidade de comprar quando quiser

O consórcio oferece possibilidades de acesso à carta de crédito: por sorteio ou por lance. Para as pessoas que têm sorte, a contemplação pode vir rapidamente ou no momento mais desejado. As que têm urgência podem ofertar um lance.

Contudo, quem não quer contar com a sorte nem aguardar o encerramento do grupo, pode recorrer ao lance, que torna possível ao consorciado ter total controle sobre o momento da contemplação, programando-o para uma ocasião mais breve ou mais demorada, conforme for a necessidade que ele tiver de obter o bem.

Perspectivas para o mercado de consórcio

Essa facilidade de acesso, a isenção de juros e as demais vantagens que o sistema apresenta fazem dos consórcios uma modalidade de investimento bastante aceita no Brasil. Não é por acaso que cerca de 7 milhões de cotas estão ativas atualmente, segundo dados da Abac.

Em decorrência das medidas econômicas que estão sendo adotadas pelo Governo Federal e com os indicativos de melhora na economia que já começam a ser observados, a Abac acredita que o desempenho das vendas do mercado de consórcios deva crescer a cada ano.

Contudo, pela expectativa mais otimista, a entidade acredita que deve haver uma melhora acentuada, com mais adesões no próximo ano.

Depois desse breve balanço sobre o mercado de consórcio e suas vantagens, que tal saber um pouco mais sobre os tipos de consórcio? Leia nosso post.

As informações que constam nesse artigo podem sofrer atualizações sem aviso prévio.